Mostrando postagens com marcador gestação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestação. Mostrar todas as postagens
sábado, 9 de julho de 2011
Os 9 meses mais rápidos da minha vida
Ontem iniciei uma limpeza no guarda roupa. Tirei um monte de peças que já não me servem mais e outras que não usarei. Ao me deparar com os vestidos que usei durante a gestação me bateu uma saudade enorme do meu barrigão. De ontem pra hoje me dei conta de como o tempo passou tão rápido. Foram as 40 semanas e 6 dias mais rápidos da minha vida. Nunca vou me esquecer do dia em que descobrimos a gravidez. Acho que nunca vou esquecer desse período que foi um dos mais especiais. E aconteceu tanta coisa de lá pra cá. Eu passei um pouco mais de três meses passando mal, enjoando, vomitando no carro, no metro, em casa, no supermercado, no trabalho, no elevador, nas vielas de Paris; compramos apartamento; troquei de obstetra; não entendia como as mulheres gostavam de ficar grávidas, não encontrava a graça dessa brincadeira; chegou o Verão, minha estação preferida do ano; a Dilma foi eleita; chegou o Natal; fomos à Paris e passamos o Réveillon por lá; passei férias em Búzios; carnaval em São Paulo; chegou o aniversário do Marido; meu aniversário comemorei no Rio de Janeiro e pra chegar lá pegamos um puta trânsito; chegou o Outono; comemorei meu primeiro dia das mães; fiz não sei quantos ultrassons; três exames de sangue; dois de urina; passamos váaaaaarias horas na sala de espera do melhor obstetra que poderia ter tido; fomos a muitas lojas de móveis para bebê; li diversas coisas sobre gestação; comprei livros; fui seis vezes na 25 de março; montei as lembrancinhas; fiz chá de bebê; tive um chá de fraldas na Globo; fiquei de licença; fiquei enjoada de shopping; de Mc Donald's; de doce; de perfumes então (aff!); um ano e meio sem escova progressiva e ainda vou ficar pelo menos mais meio ano sem; fiz drenagem linfática; hidroginástica; tive bastante sono, dormi muito e agora acho que foi de menos; fiz, aproximadamente, uns 38 mil litros de xixi; consumi, aproximadamente, um milhão e meio de cubos de gelo; fiz dois ensaios fotográficos; fiquei enjoada de morango (que era minha fruta preferida); tive vontade de comer comida japonesa e fomos diversas vezes ao restaurante; acordei uma única vez de madrugada com vontade de tomar suco de maçã (por sorte tinha em casa); comecei terapia; passei horas cagando de medo da anestesia, só pra depois, em um segundo, descobrir que foi uma bobagem sentir medo; usufrui centenas de vezes do atendimento preferencial (banco, metrô, supermercado, Louvre, Arco do Triunfo, banheiros, etc); muitas vezes desejei que fosse parto normal e, principalmente, que acontecesse de forma rápida e de repente; parto normal não foi possível, mas aconteceu num dia inesperado e bem de repente, conforme eu queria; recebi muitos elogios e me senti a grávida mais linda do mundo; então encontrei a graça e compreendi porque as mulheres gostavam de estar grávidas e amei também estar nesse estado. Os vestidos me fazem recordar esse momento que foi o mais inestimável da minha vida. Não vou me desfazer de nenhum deles, mesmo os de tamanho maior. Ficarão guardados, quem sabe, para serem usados num futuro próximo. ;-)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sobre o parto
Embora eu faça parte do grupo de pessoas mais medrosas do mundo, gostaria muito de ter um parto natural. Por vários motivos. Por ser medrosa demais, eu prefiro sentir dor do que ser cortada de 10 a 15 centímetros sete camadas de tecido da minha barriga. E não me venha com o papo de que hoje a cesária é a melhor coisa do mundo, não sente dor nenhuma, após o parto é tudo tranquilo, etc, etc, etc. Odeio quando alguém vem com esses papos pra cima de mim. Geralmente, são pessoas que fizeram cesárias ou pessoas que não tem ideia nenhuma do que estão falando (essas me deixam mais puta da vida ainda).
Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesária quando se é necessária. Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia junto com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marcam cesária por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma. O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que o homem simplesmente não quer sentir a dor do parto. Contraditório isso. Você carrega o bebê durante 40 semanas, passa por sensações maravilhosas, únicas e chega na hora “H” não quer sentir dor? Eu não sei se li demais ou se nunca havia pensando tanto sobre o assunto, mas estou tentando ver essa questão do parto por um lado, digamos romântico da coisa. A dor do parto também é única e já ouvi dizer que é esquecida no mesmo momento que colocam o bebê no seu colo. Você também estará sentindo dor por um bem maior, para trazer ao mundo o filho que gerou durante os 9 meses em seu ventre.
Sentimos um medo terrível, principalmente quando estamos próximas da 30ª semana de gestação. Aquele embrião que fecundou você há meses hoje é um bebê e terá que sair de alguma forma. Dá um pânico imaginar que aquele negócio minúsculo que entrou (de forma tão prazerosa) e você nem sentiu, terá que sair pelo mesmo lugar que entrou, porém com alguns centímetros a mais, beeem a mais. Já entendi que é natural sentir medo, assim como é mais natural ainda passar pelo parto normal. Nossas bisavós, avós e até nossas mães passaram por isso. Fico pensando na minha avó que teve sete filhos e o mais curioso: o caçula, meu pai, nasceu em casa com parteira num tempo em que já havia acesso a hospitais. Meu pensamento voa mais alto. Nessa mesma época as mulheres não tinham acesso ao bebê como temos hoje – através da ultrassom o sexo é descoberto no início da gestação, acompanhamos todo desenvolvimento do bebê, sabemos as possíveis doenças congênitas, enfim, estamos bem melhor estruturadas. Quer dizer, como disse Eliane Brum em uma de suas colunas, podemos sentir medo, mas sem deixar de viver o que tem que viver. Aproveito para copiar aqui um trecho que achei DIGNO:
Poucas crenças são mais perniciosas para as mulheres – e depois para os seus filhos –do que o mito da maternidade feliz. A escritora francesa Colette Audry disse uma frase genial sobre o que é um filho: “Uma nova pessoa que entrou na sua casa sem vir de fora”. Como não ter medo e sentimentos conflitantes a respeito de algo assim? Engravidar e parir dá medo mesmo. E uma mulher não vai amar menos aquele bebê por sentir pavor, raiva e sentimentos supostamente menos nobres – ou supostamente proibidos. Ao contrário. Ela pode ser uma pessoa pior e uma mãe pior se sufocar esses sentimentos em vez de aceitá-los e lidar com eles. O que também implica lidar com o medo da dor do parto e da responsabilidade de ajudar o filho a nascer. É claro que auxilia bastante encontrar um obstetra responsável que converse com ela sobre seus sentimentos – em vez de abrir a agenda para marcar a cesariana.
Além disso, várias pesquisas comprovam que o parto normal é bem melhor para o bebê. É o momento que ele quer sair. Enquanto a cesaria o arranca de dentro da barriga da mãe. Deve ser comparado a um choque.
Hoje estou com 38 semanas e meia, a qualquer momento meu bebê pode nascer. Se eu tenho medo? Sim. Mas acho que não devemos deixar o medo nos paralisar e nos fazer perder um dos momentos mais incríveis na vida de uma mulher.
Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesária quando se é necessária. Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia junto com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marcam cesária por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma. O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que o homem simplesmente não quer sentir a dor do parto. Contraditório isso. Você carrega o bebê durante 40 semanas, passa por sensações maravilhosas, únicas e chega na hora “H” não quer sentir dor? Eu não sei se li demais ou se nunca havia pensando tanto sobre o assunto, mas estou tentando ver essa questão do parto por um lado, digamos romântico da coisa. A dor do parto também é única e já ouvi dizer que é esquecida no mesmo momento que colocam o bebê no seu colo. Você também estará sentindo dor por um bem maior, para trazer ao mundo o filho que gerou durante os 9 meses em seu ventre.
Sentimos um medo terrível, principalmente quando estamos próximas da 30ª semana de gestação. Aquele embrião que fecundou você há meses hoje é um bebê e terá que sair de alguma forma. Dá um pânico imaginar que aquele negócio minúsculo que entrou (de forma tão prazerosa) e você nem sentiu, terá que sair pelo mesmo lugar que entrou, porém com alguns centímetros a mais, beeem a mais. Já entendi que é natural sentir medo, assim como é mais natural ainda passar pelo parto normal. Nossas bisavós, avós e até nossas mães passaram por isso. Fico pensando na minha avó que teve sete filhos e o mais curioso: o caçula, meu pai, nasceu em casa com parteira num tempo em que já havia acesso a hospitais. Meu pensamento voa mais alto. Nessa mesma época as mulheres não tinham acesso ao bebê como temos hoje – através da ultrassom o sexo é descoberto no início da gestação, acompanhamos todo desenvolvimento do bebê, sabemos as possíveis doenças congênitas, enfim, estamos bem melhor estruturadas. Quer dizer, como disse Eliane Brum em uma de suas colunas, podemos sentir medo, mas sem deixar de viver o que tem que viver. Aproveito para copiar aqui um trecho que achei DIGNO:
Poucas crenças são mais perniciosas para as mulheres – e depois para os seus filhos –do que o mito da maternidade feliz. A escritora francesa Colette Audry disse uma frase genial sobre o que é um filho: “Uma nova pessoa que entrou na sua casa sem vir de fora”. Como não ter medo e sentimentos conflitantes a respeito de algo assim? Engravidar e parir dá medo mesmo. E uma mulher não vai amar menos aquele bebê por sentir pavor, raiva e sentimentos supostamente menos nobres – ou supostamente proibidos. Ao contrário. Ela pode ser uma pessoa pior e uma mãe pior se sufocar esses sentimentos em vez de aceitá-los e lidar com eles. O que também implica lidar com o medo da dor do parto e da responsabilidade de ajudar o filho a nascer. É claro que auxilia bastante encontrar um obstetra responsável que converse com ela sobre seus sentimentos – em vez de abrir a agenda para marcar a cesariana.
Além disso, várias pesquisas comprovam que o parto normal é bem melhor para o bebê. É o momento que ele quer sair. Enquanto a cesaria o arranca de dentro da barriga da mãe. Deve ser comparado a um choque.
Hoje estou com 38 semanas e meia, a qualquer momento meu bebê pode nascer. Se eu tenho medo? Sim. Mas acho que não devemos deixar o medo nos paralisar e nos fazer perder um dos momentos mais incríveis na vida de uma mulher.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Crescer lança curso gratuito para gestantes
Isso é sensacional uma vez que os cursos são pagos e não sai nada barato. Além de textos, tem vídeos explicativos que tiram várias dúvidas sobre parto, amamentação, cuidados com a higiene, como a limpeza do umbigo...enfim, tem muita informação, inclusive um guia de sobrevivência para o futuro pai. Vale a pena conferir.
Curso de Gestante Crescer Online
www.crescer.com.br/cursodegestante
Curso de Gestante Crescer Online
www.crescer.com.br/cursodegestante
domingo, 17 de abril de 2011
Dica para as mamães de plantão
Ontem fui conhecer a loja Alô Bebê ponta de estoque. A loja é super grande e ao avistá-la pensei "nossa vou deixar todo meu dinheiro aqui". Puro engano. A loja não tem quase nada para meninos (quer dizer, não tinha ontem). O pouco que tinha era feio, eu pelo menos não gostei. Agora para meninas tem uma grande variedade de vestidinhos e conjuntinhos. Tudo LINDO de morrer! Eu fiquei pensando pra quem poderia comprar para dar de presente, mas minhas amigas só tem meninos. Tá uma onda de meninos! Acontece que nem sempre você encontra os tamanhos que precisa, mas vale a pena vasculhar. As coleções são um pouco antigas, tudo o que sobra da rede vai parar nessa loja. Mas e daí que é antiga, né?! Basta ser lindo e ter um precinho ó....quando vi a primeira etiqueta levei um susto: cadê o tal desconto de 50%??? Os preços da etiqueta variam de R$50 a R$100 reais. MASSSSSS é só aplicar o desconto em cima da etiqueta e o preço diminui e muito. Bom, o marido foi para o fundo da loja onde tinha uma parede enorme só de sapatos de 0 a sei lá quantos anos (mas já grande). Nos deliciamos nesse departamento, pois tinha muita coisa para meninos. Muita coisa lindinha e dá vontade de comprar tudo. Escolhemos 4 pares e ao pagar um deles estava com o par errado. Conclusão saímos de lá com 3 pares de sapatinhos: um de 0 a 2 meses, outro de 2 a 4 meses e o terceiro de 4 a 6 meses. Um mais lindo que o outro!!!! Por um preço bem bacana, cada um sai praticamente R$ 20 reais. Teve um que foi R$17! Sendo que os preços de sapatinhos para criança não custa menos de R$50 reais. Um absurdo, afinal bebês perdem muito rápido.
A dica é: vale a pena dar uma conferida nessa loja.
Alô Bebê Ponta de Estoque
Rua Cunha Gago, nº 479
Tel.: 3813-0045
Pode ligar e perguntar se chegaram novos produtos que as meninas informam. As vendedoras me informaram que em breve chegará macacões.
Eu ainda não comprei tudo para o Benjamin. Exemplo: banheira! rsrsrs Quero comprar daquelas com suporte. É um trambolho, mas acredito ser bem mais prática para dar banho em bebês. Quem tiver dicas de lojas de bebê com preços bacanas, por favor, me envie. Essa pessoa aqui adoooooooora um desconto!
A dica é: vale a pena dar uma conferida nessa loja.
Alô Bebê Ponta de Estoque
Rua Cunha Gago, nº 479
Tel.: 3813-0045
Pode ligar e perguntar se chegaram novos produtos que as meninas informam. As vendedoras me informaram que em breve chegará macacões.
Eu ainda não comprei tudo para o Benjamin. Exemplo: banheira! rsrsrs Quero comprar daquelas com suporte. É um trambolho, mas acredito ser bem mais prática para dar banho em bebês. Quem tiver dicas de lojas de bebê com preços bacanas, por favor, me envie. Essa pessoa aqui adoooooooora um desconto!
domingo, 10 de abril de 2011
Chá de Bebê - Obrigada!
sábado, 9 de abril de 2011
Benjamin
Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi
"Gabi,
dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto.... Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada... absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer... não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse "grávido", grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado... e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida...
Seu pai"
Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro...de um sentimento puro, de felicidade.
De: Alvaro
Para: Gabi
"Gabi,
dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto.... Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada... absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer... não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse "grávido", grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado... e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida...
Seu pai"
Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro...de um sentimento puro, de felicidade.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Confissões de um pai de 30 - Parte II
- Qual é o seu desejo para este filho? Mesmo que você se prepare para respeitar os desejos futuros deste filho, nenhum filho existe sem que antes exista o desejo dos pais. Qual é o seu desejo de pai para este filho?
R: Tudo de bom. Desde o amor da família e dos amigos, passando pela escolha do time que ele vai torcer, até o melhor dos futuros que o destino lhe reservar.
- Foi importante saber que era um homem? Seria diferente se fosse uma mulher?
R: Importantíssimo, pois toda a decoração, roupinhas, acessórios, etc e etc são diferentes para meninos e meninas. Se fosse uma menina, provavelmente teríamos comprado tudo em outra cor...
Nada muda em relação ao sentimento pelo filho que virá. Fosse menino, menina, ET, mutante, andróide ou cachorro, amaria do mesmo jeito (salvo exceção caso for curintiano – dessa forma terei de fazer segunda análise sobre o assunto).
- Como você se prepara para ser pai?
R: Tenho me preparado muito. Faço meditação tântrica todas as manhã, yoga às terças e quintas, tenho ouvido música erudita, além de aulas de piano aos sábados de manhã. Fiz um curso de salva-vidas, tenho doado somas em dinheiro a instituições de caridade e tenho feito trabalho social em penitenciárias sempre que possível.
Brincadeiras à parte, não vejo necessidade de uma preparação tão específica. Sinto-me preparado para encarar esse desafio de criar um filho. Há alguns anos atrás, não pensaria dessa forma, tenho certeza absoluta que não estaria amadurecido o suficiente para encarar de forma tão positiva essa situação. Aliás, na verdade não encaro como um desafio (como todas as situações, opiniões, leituras e aconselhamentos buscam retratar). Acho tudo natural e a ideia que me vem é de que fomos agraciados pela vida com essa gravidez. Nada mais justo que retribuir isso, dando boa educação ao nosso filho.
- O que você sentiu quando soube que seria pai? E o que sentiu quando viu a imagem no ultrassom?
R: Ao saber que seria pai, lembro que senti um arrepio, uma espécie de frio na barriga. É aquele impacto inicial que choca o homem, quando ele descobre que vai ser pai. O peso da responsabilidade cai de uma altura de 10 andares, sem toldo para amortecer. Mas o tempo faz esse impacto ser absorvido com suavidade. Nove meses são mais que suficientes para isso. Ao mesmo tempo penso em mães solteiras ou pais adolescentes. O impacto vem também, com a mesma intensidade. Mas a absorção deve ser bem diferente...
No ultrassom parece ser a confirmação de tudo aquilo que, até então era história. Novamente o sentimento de ser pai recai sobre a gente, mas de uma forma extremamente positiva. Ver uma pessoa de verdade, naquela tela horrível em preto e branco e cheia de ruídos, nos faz sentir o lado doce da responsabilidade.
- No que você quer ser diferente, como pai, do seu próprio pai?
R: Principalmente na questão de conversar com meu filho. O diálogo deve ser livre e aberto entre os dois, a informação confiável é muito valiosa hoje em dia. Sei que as pessoas, no decorrer de toda a vida, aprendem diariamente. Nada mais justo (e seguro), que meu filho possa buscar esse aprendizado com o próprio pai.
- Para finalizar, vai ensinar seu filho andar de bicicleta sem rodinhas? (risos)
R: Garanto que tentarei ensinar todos os bons valores que aprendi na minha vida. O valor das verdadeiras amizades, a importância da família, o sentimento capitalista que move o mundo, as intempéries que o destino nos traz, as relações humanas, etc. Quanto à parte da bicicleta, reservo para a mãe do meu filho, afinal, não se pode ensinar algo que não sabe (ainda!)
FIM!
R: Tudo de bom. Desde o amor da família e dos amigos, passando pela escolha do time que ele vai torcer, até o melhor dos futuros que o destino lhe reservar.
- Foi importante saber que era um homem? Seria diferente se fosse uma mulher?
R: Importantíssimo, pois toda a decoração, roupinhas, acessórios, etc e etc são diferentes para meninos e meninas. Se fosse uma menina, provavelmente teríamos comprado tudo em outra cor...
Nada muda em relação ao sentimento pelo filho que virá. Fosse menino, menina, ET, mutante, andróide ou cachorro, amaria do mesmo jeito (salvo exceção caso for curintiano – dessa forma terei de fazer segunda análise sobre o assunto).
- Como você se prepara para ser pai?
R: Tenho me preparado muito. Faço meditação tântrica todas as manhã, yoga às terças e quintas, tenho ouvido música erudita, além de aulas de piano aos sábados de manhã. Fiz um curso de salva-vidas, tenho doado somas em dinheiro a instituições de caridade e tenho feito trabalho social em penitenciárias sempre que possível.
Brincadeiras à parte, não vejo necessidade de uma preparação tão específica. Sinto-me preparado para encarar esse desafio de criar um filho. Há alguns anos atrás, não pensaria dessa forma, tenho certeza absoluta que não estaria amadurecido o suficiente para encarar de forma tão positiva essa situação. Aliás, na verdade não encaro como um desafio (como todas as situações, opiniões, leituras e aconselhamentos buscam retratar). Acho tudo natural e a ideia que me vem é de que fomos agraciados pela vida com essa gravidez. Nada mais justo que retribuir isso, dando boa educação ao nosso filho.
- O que você sentiu quando soube que seria pai? E o que sentiu quando viu a imagem no ultrassom?
R: Ao saber que seria pai, lembro que senti um arrepio, uma espécie de frio na barriga. É aquele impacto inicial que choca o homem, quando ele descobre que vai ser pai. O peso da responsabilidade cai de uma altura de 10 andares, sem toldo para amortecer. Mas o tempo faz esse impacto ser absorvido com suavidade. Nove meses são mais que suficientes para isso. Ao mesmo tempo penso em mães solteiras ou pais adolescentes. O impacto vem também, com a mesma intensidade. Mas a absorção deve ser bem diferente...
No ultrassom parece ser a confirmação de tudo aquilo que, até então era história. Novamente o sentimento de ser pai recai sobre a gente, mas de uma forma extremamente positiva. Ver uma pessoa de verdade, naquela tela horrível em preto e branco e cheia de ruídos, nos faz sentir o lado doce da responsabilidade.
- No que você quer ser diferente, como pai, do seu próprio pai?
R: Principalmente na questão de conversar com meu filho. O diálogo deve ser livre e aberto entre os dois, a informação confiável é muito valiosa hoje em dia. Sei que as pessoas, no decorrer de toda a vida, aprendem diariamente. Nada mais justo (e seguro), que meu filho possa buscar esse aprendizado com o próprio pai.
- Para finalizar, vai ensinar seu filho andar de bicicleta sem rodinhas? (risos)
R: Garanto que tentarei ensinar todos os bons valores que aprendi na minha vida. O valor das verdadeiras amizades, a importância da família, o sentimento capitalista que move o mundo, as intempéries que o destino nos traz, as relações humanas, etc. Quanto à parte da bicicleta, reservo para a mãe do meu filho, afinal, não se pode ensinar algo que não sabe (ainda!)
FIM!
domingo, 27 de março de 2011
Confissões de um pai de 30 - parte I
Sou fiel leitora da coluna de Eliane Brum, todas às segundas, no site da revista Época. E semana passada sua coluna foi mega interessante: Confissões de um pai temporão. Eu que já tinha curiosidade sobre a resposta de muitas dessas perguntas com relação ao Marido pedi pra ele responder em forma de entrevista para postar aqui no blog. Então peguei algumas perguntas da entrevista de Eliane e fiz outras. Vamos ver o que pensa um pai de 30.
- Dizem que a mulher se torna mãe no momento que toma conhecimento da gravidez. Já o homem se torna pai com o nascimento do filho.Você está próximo de se tornar pai. Quais são os sentimentos que o permeiam neste momento? Existe medo entre eles?
R: Acho que a frase inicial da pergunta é bem verdadeira. O lance do homem se tornar pai deve vir mesmo no momento do nascimento do rebento. Em mim, a expectativa existe, mas por enquanto me sinto mais um observador ou mero coadjuvante da situação. Ao nascer, tenho absoluta certeza de que finalmente darei conta de que virei pai. E o medo, onde fica? Por enquanto, os medos são voltados para o lado financeiro da coisa. É do meu perfil não “sofrer antecipadamente” com as coisas, por isso sei que os medos da responsabilidade paterna só chegarão junto do Ben.
- Esperar um filho, ver sua esposa com o barrigão, faz você se sentir “grávido” também, ou seja, ter noção de tudo o que está acontecendo com ela e com vocês?
R: Faz me sentir grávido sim, mas de uma forma diferente. É óbvio que sentir diretamente a sensação de ter uma pessoa dentro de mim não existe, mas chega bem perto disso. A noção das coisas existe, mas a sensação fica por conta da imaginação. De qualquer forma, já me sinto ganhador do Oscar de melhor coadjuvante nessa história.
- Tudo que é também você e veio de você se desenvolve num mundo que é dentro dela. E você pode no máximo falar com a barriga, mas você não sente seu filho se movendo dentro de você, se alimentando de você. Pode ser um alívio, mas me parece que para muitos homens não é. Você inveja essa relação que, neste momento específico, só pode acompanhar como coadjuvante?
R: Não invejo de forma alguma. Cada um tem suas devidas funções nessa gestação, que acarretam diferentes, mas complementares, responsabilidades. Entendo que cada um tem sua demanda específica, que envolvem ações, cuidados, atividades e atitudes. E a parte do pai não é menos importante do que a da mãe, um completa o outro para formar a família.
- Saber que vai ser pai mudou o que na sua vida? Você sente que é outro?
R: O impacto maior vem logo após a descoberta. Saber que vai ser pai acarreta muita responsabilidade, que é melhor assimilada durante a gravidez. Mudou a percepção das prioridades, mas acho que ainda vai mudar muito mais. O foco sai de mim ou da minha esposa, se transferindo para uma nova pessoa nessa relação. Mas a mudança não é tão brusca assim, sinto-me perfeitamente apto e adaptável para essa nova realidade. De forma alguma eu seria outro, senão não daria conta do recado.
- É muito difícil aguentar uma mulher grávida? Quais são as suas estratégias?
R: Sim, é difícil. A grávida, ao contrário do que muitos pensam, não tem prioridade somente nos bancos do metrô ou nas filas de bancos. Elas dominam tudo que passa à sua frente, com a medicinal e antropológica afirmação de que ficam mais sensíveis, carentes, cansadas, irritadiças e tudo mais que possa se potencializar nessa época. O antídoto para não sofrer com essa inevitável situação são superdosagens de paciência, intercaladas com compreensão e disposição para o trabalho servil não-remunerado. O trabalho psicológico é essencial nessa etapa, preparar bem a cabeça e ter noção da situação ajudam a evitar estresse e fadiga.
- O que você pensa quando vê sua mulher e o barrigão?
R: Ela está realmente grávida.
- O que mais dá medo ao pensar em botar um filho no mundo?
R: Criar uma pessoa que, no futuro, venha a fazer mal à sociedade. Um delinquente, um usuário ou traficante de drogas ilícitas, um assassino ou assaltante. Tenho medo de criar bem um filho, mas que ele venha a se tornar membro da escória humana. Mas tenho consciência que isso, dificilmente acontecerá.
- Ter um filho é escolher uma relação que, mesmo que um dia você queira, jamais será rompida. Pode existir pai canalha, filho psicopata, mas não existe nem ex-pai nem ex-filho. Pai é para sempre. Filho é para sempre. Isso é assustador?
R: Para mim não. Existem diversas situações em que não podem existir “ex”, que não chega a assustar, como: ex-puta, ex-virgem, ex-gay, ex-assassino... A relação com um filho, que tende a ser a melhor possível, não deve assustar por ser eterna. Pelo contrário, ainda bem que une pela vida toda, afinal, famílias são para isso.
* Continua... No próximo post: o desejo do pai para o filho, a importância do sexo do bebê, como se preparar para ser pai, o sentimento ao descobrir a gravidez e um pouco mais.
- Dizem que a mulher se torna mãe no momento que toma conhecimento da gravidez. Já o homem se torna pai com o nascimento do filho.Você está próximo de se tornar pai. Quais são os sentimentos que o permeiam neste momento? Existe medo entre eles?
R: Acho que a frase inicial da pergunta é bem verdadeira. O lance do homem se tornar pai deve vir mesmo no momento do nascimento do rebento. Em mim, a expectativa existe, mas por enquanto me sinto mais um observador ou mero coadjuvante da situação. Ao nascer, tenho absoluta certeza de que finalmente darei conta de que virei pai. E o medo, onde fica? Por enquanto, os medos são voltados para o lado financeiro da coisa. É do meu perfil não “sofrer antecipadamente” com as coisas, por isso sei que os medos da responsabilidade paterna só chegarão junto do Ben.
- Esperar um filho, ver sua esposa com o barrigão, faz você se sentir “grávido” também, ou seja, ter noção de tudo o que está acontecendo com ela e com vocês?
R: Faz me sentir grávido sim, mas de uma forma diferente. É óbvio que sentir diretamente a sensação de ter uma pessoa dentro de mim não existe, mas chega bem perto disso. A noção das coisas existe, mas a sensação fica por conta da imaginação. De qualquer forma, já me sinto ganhador do Oscar de melhor coadjuvante nessa história.
- Tudo que é também você e veio de você se desenvolve num mundo que é dentro dela. E você pode no máximo falar com a barriga, mas você não sente seu filho se movendo dentro de você, se alimentando de você. Pode ser um alívio, mas me parece que para muitos homens não é. Você inveja essa relação que, neste momento específico, só pode acompanhar como coadjuvante?
R: Não invejo de forma alguma. Cada um tem suas devidas funções nessa gestação, que acarretam diferentes, mas complementares, responsabilidades. Entendo que cada um tem sua demanda específica, que envolvem ações, cuidados, atividades e atitudes. E a parte do pai não é menos importante do que a da mãe, um completa o outro para formar a família.
- Saber que vai ser pai mudou o que na sua vida? Você sente que é outro?
R: O impacto maior vem logo após a descoberta. Saber que vai ser pai acarreta muita responsabilidade, que é melhor assimilada durante a gravidez. Mudou a percepção das prioridades, mas acho que ainda vai mudar muito mais. O foco sai de mim ou da minha esposa, se transferindo para uma nova pessoa nessa relação. Mas a mudança não é tão brusca assim, sinto-me perfeitamente apto e adaptável para essa nova realidade. De forma alguma eu seria outro, senão não daria conta do recado.
- É muito difícil aguentar uma mulher grávida? Quais são as suas estratégias?
R: Sim, é difícil. A grávida, ao contrário do que muitos pensam, não tem prioridade somente nos bancos do metrô ou nas filas de bancos. Elas dominam tudo que passa à sua frente, com a medicinal e antropológica afirmação de que ficam mais sensíveis, carentes, cansadas, irritadiças e tudo mais que possa se potencializar nessa época. O antídoto para não sofrer com essa inevitável situação são superdosagens de paciência, intercaladas com compreensão e disposição para o trabalho servil não-remunerado. O trabalho psicológico é essencial nessa etapa, preparar bem a cabeça e ter noção da situação ajudam a evitar estresse e fadiga.
- O que você pensa quando vê sua mulher e o barrigão?
R: Ela está realmente grávida.
- O que mais dá medo ao pensar em botar um filho no mundo?
R: Criar uma pessoa que, no futuro, venha a fazer mal à sociedade. Um delinquente, um usuário ou traficante de drogas ilícitas, um assassino ou assaltante. Tenho medo de criar bem um filho, mas que ele venha a se tornar membro da escória humana. Mas tenho consciência que isso, dificilmente acontecerá.
- Ter um filho é escolher uma relação que, mesmo que um dia você queira, jamais será rompida. Pode existir pai canalha, filho psicopata, mas não existe nem ex-pai nem ex-filho. Pai é para sempre. Filho é para sempre. Isso é assustador?
R: Para mim não. Existem diversas situações em que não podem existir “ex”, que não chega a assustar, como: ex-puta, ex-virgem, ex-gay, ex-assassino... A relação com um filho, que tende a ser a melhor possível, não deve assustar por ser eterna. Pelo contrário, ainda bem que une pela vida toda, afinal, famílias são para isso.
* Continua... No próximo post: o desejo do pai para o filho, a importância do sexo do bebê, como se preparar para ser pai, o sentimento ao descobrir a gravidez e um pouco mais.
sexta-feira, 25 de março de 2011
São tantos detalhes
Montar quarto, pintar, pedreiro, organizar, exames, consultas, banheira, mamadeiras (grande, média, pequena), jogo de berço, colcha, bebê conforto, lembranças, enfeites, chá de bebê, roupinhas, curso para gestante, produtos de higiene, fraldas, consultas, ultrassons, sapatinhos, body, prateleira, porta trecos, bolsa, babá eletrônica, carrinho grande, carrinho de passeio, ninho neonato, colchonete, travesseiro anti-refluxo, mosquiteiro, móbiles, mordedor, toalhas, assento para banheira, termômetro para banho, trocador de bolsa, travesseiro, kit de berço, canguru, escova para mamadeira, pinça higiênica, saída de maternidade, poucos meses, semanas, ansiedade, ansiedade, ansiedade....
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Encantamento
Estar gestante é a melhor coisa do mundo. Você se sente iluminada. As pessoas ao seu redor te enxergam assim. Isso é no trabalho, na rua, no metrô, em reuniões com pessoas que você nunca viu. Você se torna o ser mais especial do mundo. É todo mundo dizendo que você está linda, radiante, iluminada. E as pessoas não dizem para te agradar, de fato você se torna tudo isso e um pouco mais. É inexplicável dizer o que sinto. Mas eu tenho me sentido uma super herói, cheia de força e vitalidade. Toda vez me pego pensando: estou carregando um ser humano dentro de mim. Tem outro ser aqui dentro! Uma pessoinha!!! E como a Dani me disse bem no começo: "agora você tem que se cuidar, pois são dois corações batendo aí dentro". Sim, são dois, um acelerado que parece bater mais rápido que o meu que agora vive apertado, mas batendo de tanta emoção. E isso dá tanta força. Eu já não penso mais em mim e sim nesse outro serzinho que cresce aqui. O jeito de ver a vida muda. Você passa a viver em estado de graça. E se dá conta de quanta coisa tem para apresentar a quem vai chegar, que pra você pode até ser tudo velho, mas que se tornará tudo novo, encanto, beleza, vida, luz, felicidade, sempre.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Qual é o nome?
Quando você está grávida passa a responder várias perguntas que se tornam repetitivas, mas existem três que são básicas:
1) Quantos meses?
2) Já sabe o sexo?
3) Já tem nome?
A reação para cada resposta é sempre muito parecida:
1) Nossa, mas sua barriga já está tão grande!
2) É tão bom ser mãe de menino!
3) Que nome lindo!!!
O nome do bebê foi definido há um mês aproximadamente. Eu já tinha como opção só que queria mesmo decidir só quando o bebê chegasse. Mas parece que isso é impossível nos tempos de hoje. As pessoas (até você) sentem necessidade de chamá-lo pelo nome.
Não tínhamos uma lista enorme, aliás era bem pequena com três ou quatro nomes. O marido não gostava de nenhum, mas gostou do nome que escolhi fora da lista. O nome escolhido foi Benjamin, cujo significado é filho dagabis felicidade. Lindo, né?! E aí sempre que respondo a terceira pergunta as reações são as melhores possíveis. Todo mundo se mostra surpreso e acha o nome lindo demais.
Só que essa última resposta me causou certa curiosidade quando li no aqui no Sopa de pai que a impressão que ele teve foi que poderia dizer qualquer nome e que todo mundo acharia "lindo". Achei super engraçado o teste que ele fez para tirar a prova e não aguentei...hoje realizei o meu teste.
Entramos numa loja de roupas para bebês, comprei um macacão lindo para o Meu Bem e a vendedora fez todas as perguntas básicas até chegar na pergunta que eu mais queria ouvir:
- Já tem nome?
ISSO! Era isso que eu queria ouvir. Vai ser agora. Uma pausa...
- Sim, ADONIRAN!
Silêncio.
- Nossa, diferente. Quer dizer, é um nome antigo né?!
Muda o assunto.
Por dentro eu dava gargalhadas. E o marido estava completamente sem graça, não acreditando que eu realmente tinha feito aquilo. Eu até fiquei com remorso, mas não conseguia deixar de pensar que esse não era exatamente o nome que eu queria ter dito. Eu já havia comentado com o marido esse meu plano e que os nomes escolhidos para utilizar seriam ERNESTO ou ADONIRAN. Mas na hora o Ernesto não veio. E acredite, esses nomes estavam na lista do meu marido para nome do nosso filho. Lista essa que eu nem cogitei.
Fiquei satisfeita com a reação da vendedora. E mais ainda por comparar com as reações das pessoas quando eu digo o nome verdadeiro. As pessoas realmente são sinceras ao dizerem que o nome é lindo, forte, incomum, de pessoa importante e até amoroso.
É claro que pode existir alguém que não goste do nome Benjamin, mas o fato é que a mamãe e o papai aqui gostaram muito. E tenho certeza que Meu Bem também vai gostar.
Eu ainda posso fazer o teste mais uma vez usando o nome que sobrou: ERNESTO.
1) Quantos meses?
2) Já sabe o sexo?
3) Já tem nome?
A reação para cada resposta é sempre muito parecida:
1) Nossa, mas sua barriga já está tão grande!
2) É tão bom ser mãe de menino!
3) Que nome lindo!!!
O nome do bebê foi definido há um mês aproximadamente. Eu já tinha como opção só que queria mesmo decidir só quando o bebê chegasse. Mas parece que isso é impossível nos tempos de hoje. As pessoas (até você) sentem necessidade de chamá-lo pelo nome.
Não tínhamos uma lista enorme, aliás era bem pequena com três ou quatro nomes. O marido não gostava de nenhum, mas gostou do nome que escolhi fora da lista. O nome escolhido foi Benjamin, cujo significado é filho da
Só que essa última resposta me causou certa curiosidade quando li no aqui no Sopa de pai que a impressão que ele teve foi que poderia dizer qualquer nome e que todo mundo acharia "lindo". Achei super engraçado o teste que ele fez para tirar a prova e não aguentei...hoje realizei o meu teste.
Entramos numa loja de roupas para bebês, comprei um macacão lindo para o Meu Bem e a vendedora fez todas as perguntas básicas até chegar na pergunta que eu mais queria ouvir:
- Já tem nome?
ISSO! Era isso que eu queria ouvir. Vai ser agora. Uma pausa...
- Sim, ADONIRAN!
Silêncio.
- Nossa, diferente. Quer dizer, é um nome antigo né?!
Muda o assunto.
Por dentro eu dava gargalhadas. E o marido estava completamente sem graça, não acreditando que eu realmente tinha feito aquilo. Eu até fiquei com remorso, mas não conseguia deixar de pensar que esse não era exatamente o nome que eu queria ter dito. Eu já havia comentado com o marido esse meu plano e que os nomes escolhidos para utilizar seriam ERNESTO ou ADONIRAN. Mas na hora o Ernesto não veio. E acredite, esses nomes estavam na lista do meu marido para nome do nosso filho. Lista essa que eu nem cogitei.
Fiquei satisfeita com a reação da vendedora. E mais ainda por comparar com as reações das pessoas quando eu digo o nome verdadeiro. As pessoas realmente são sinceras ao dizerem que o nome é lindo, forte, incomum, de pessoa importante e até amoroso.
É claro que pode existir alguém que não goste do nome Benjamin, mas o fato é que a mamãe e o papai aqui gostaram muito. E tenho certeza que Meu Bem também vai gostar.
Eu ainda posso fazer o teste mais uma vez usando o nome que sobrou: ERNESTO.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Teoria de Gabis
Eu sempre quis ter uma menina, mas assim que soube da gravidez tive certeza que seria menino. Eu sonhava com menina, mas tinha certeza que seria menino. Quando o médico disse o sexo, foi um misto de sentimento, alegria e principalmente aquele gostinho de "eu já sabia"! Porque eu tinha certeza absoluta disso. Comecei a pensar em todos os lados bons de ter um filho menino, tipo eu não perderia a majestade de casa, é mais fácil de limpar, gasta menos, meninos são mais apegados a mãe. Sem contar todas as opiniões de todo mundo sobre o quanto é melhor o primeiro filho ser menino. Não me pergunte o motivo, isso ainda não sei e as respostas sempre são muito pessoais. Outro dia para surpresa do marido eu comentei com ele como estava feliz em ter um menino. Ele super estranhou e disse "mas você sempre quis tanto uma menina!". Eu respondi "pois é, mas imagina que saco ter que ficar arrumando a menina, que é cheia de flu flu, tudo rosinha, acordar bem mais cedo pra pentear cabelo, etc...". Aff. Não era pra mim. Acho que por isso me mandaram um menino. Vejo pela Capitu, eu queria tanto fêmea e hoje quem arruma a bichinha?! O Marido. Ele que penteia os pelos, arruma a chuquinha...resumindo: descobri que nasci para ser mãe de menino. Mas tudo isso para chegar a minha nova teoria. Homens que tem filho menino é sinal de que não pecou muito, foi um bom rapaz e respeitou as moças. Já os que tem meninas é sinal de que foi um cara malvado, aprontou bastante e agora vai pagar todos os seus pecados. Comentei isso com o marido e ele foi logo dizendo que foi um bom rapaz. Mas o fato é que ele é agora por que eu o salvei. E pensando bem, tadinho, ele já pagou seus pecados, afinal casou-se comigo...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O que esperar quando você está esperando
Você pode esperar muita preocupação, ansiedade, medo, angústia, mas também muitas alegrias.... O título desse post é o nome do livro que ganhei da minha amiga Dani – que por sua vez me intimou a escrever um post me retratando de tudo o que achava no início da gravidez.
Foi a Dani a primeira pessoa para quem contei a novidade (aqui o Marido não conta, pois já sabia). Nunca vou me esquecer. Num dia eu tinha feito aquele exame de farmácia, que deu super positivo; e no outro eu fiz o exame de sangue para confirmar de fato. Aquele dia foi só ansiedade. Peguei o resultado pela internet. Positivo. Daí liguei correndo pra Dani. Meooo, toda vez que ligo pra Dani eu consigo falar com ela. É raro o contrário. Naquele dia liguei, se não me falha a memória, umas 564 vezes e nada de encontrá-la. Liguei até para o compadre Marcio (marido dela), pra casa da mãe dela e nada! Só no dia seguinte a Dani retornou minhas ligações. Até que enfim eu desabafaria com alguém que já tinha passado pela mesma situação:
Eu: Dani, qual é mesmo o nome do livro que você disse que me daria quando eu estivesse grávida?
Dani: O que esperar quando você está esperando
Eu: Ele é super grande, né?! Então, você tem que me dar logo porque tenho 8 meses para ler ele inteiro.(nessa altura do campeonato eu estava falando super rápido com a ansiedade que só existe em mim)
Dani: o quê?
Repeti
Senti a emoção da Dani do outro lado da linha, fiquei toda arrepiada. A voz dela toda embargada e ela dizendo “nossa, Gabi, estou emocionada”. Eu já sabia e compartilhava do mesmo sentimento. Aí começamos a conversar......
Naquele dia e nos outros que vieram eu estava feliz, com medo, mas muito feliz. Maaaaas....Com o passar dos dias eu comecei a passar muito mal. Eu sentia muito mal estar, vômitos, dores no estômago, muita fraqueza e consequentemente comecei a ficar triste, pra baixo, desanimada (algo que sinceramente não combina comigo), depois veio o calorão, a pressão baixa, aff.... E todo mundo dizendo que ia passar. Eu não imaginava que isso pudesse ser verdade. Não parecia.
Eu acompanhei de perto a primeira gestação da Dani. Essa mulher ficou radiante de contagiar quem estivesse ao seu lado. Ela adorou, venerou a gravidez do começo ao fim. E detalhe: não sentiu nada. E depois só dizia que sentia saudades da barriga. Incrível. A Dani fazia parte do grupo que vivia me falando que tudo ia passar, que eu ficaria bem. Eu não conseguia acreditar, já que ela não tinha sentido nada (e nessa altura do campeonato ela já tinha tido mais uma gestação). Toda vez que eu passava mal eu repetia chorosa pro Marido ou pra quem quer que fosse “mas minha amiga Dani não passou mal”. A verdade é que eu me achava um E.T.. E acreditava que ficaria assim os 9 meses. E queria ficar em casa deitada na minha cama. E de preferência com a minha mãe cuidando de mim.
Nesse meio tempo mudei de médico, pois achei que o meu não me dava atenção necessária. Fora que ele me chamava de mimada. Eu não ligava, mas isso passou a me incomodar. O que ele tinha a ver com isso?! Não que eu quisesse que o cara estivesse a meu dispor 24h, mas gostaria que ele fosse mais acolhedor e que me ajudasse mais quando eu ligasse. Eu que idolatrava esse meu médico peguei uma birra imensa dele. E quando eu pego birra.....não tem quem me faça mudar.
Hoje estou com um novo obstetra. Fofo, acolhedor, calmo, transparente, esclarecedor, um anjo. Cheguei em minha primeira consulta passando mal (só pra variar), ele foi hiper atencioso. Esclareceu todas as minhas dúvidas e um pouco mais. E me confirmou: “Isso tudo vai passar a partir do 4º mês. Um dia você vai acordar e simplesmente não sentirá nada.” Eu nem sei que dia foi esse, só sei que chegou. E agora eu amo de paixão ser gestante. É de fato uma fase deliciosa na vida de qualquer mulher (e que merece um outro post). Agora aproveito esse espaço para agradecer aos meus pais, a minhas irmãs, a todos os amigos (as), aos conhecidos (e até desconhecidos – alguns me ampararam na rua) e principalmente ao marido, por todo entusiasmo, coragem, palavras de carinho, apoio, atenção, bom humor, amparo, dedicação, amizade, carinho, esforço e...PACIÊNCIA. Vocês tinham razão! Passou. Obrigada!
Foi a Dani a primeira pessoa para quem contei a novidade (aqui o Marido não conta, pois já sabia). Nunca vou me esquecer. Num dia eu tinha feito aquele exame de farmácia, que deu super positivo; e no outro eu fiz o exame de sangue para confirmar de fato. Aquele dia foi só ansiedade. Peguei o resultado pela internet. Positivo. Daí liguei correndo pra Dani. Meooo, toda vez que ligo pra Dani eu consigo falar com ela. É raro o contrário. Naquele dia liguei, se não me falha a memória, umas 564 vezes e nada de encontrá-la. Liguei até para o compadre Marcio (marido dela), pra casa da mãe dela e nada! Só no dia seguinte a Dani retornou minhas ligações. Até que enfim eu desabafaria com alguém que já tinha passado pela mesma situação:
Eu: Dani, qual é mesmo o nome do livro que você disse que me daria quando eu estivesse grávida?
Dani: O que esperar quando você está esperando
Eu: Ele é super grande, né?! Então, você tem que me dar logo porque tenho 8 meses para ler ele inteiro.(nessa altura do campeonato eu estava falando super rápido com a ansiedade que só existe em mim)
Dani: o quê?
Repeti
Senti a emoção da Dani do outro lado da linha, fiquei toda arrepiada. A voz dela toda embargada e ela dizendo “nossa, Gabi, estou emocionada”. Eu já sabia e compartilhava do mesmo sentimento. Aí começamos a conversar......
Naquele dia e nos outros que vieram eu estava feliz, com medo, mas muito feliz. Maaaaas....Com o passar dos dias eu comecei a passar muito mal. Eu sentia muito mal estar, vômitos, dores no estômago, muita fraqueza e consequentemente comecei a ficar triste, pra baixo, desanimada (algo que sinceramente não combina comigo), depois veio o calorão, a pressão baixa, aff.... E todo mundo dizendo que ia passar. Eu não imaginava que isso pudesse ser verdade. Não parecia.
Eu acompanhei de perto a primeira gestação da Dani. Essa mulher ficou radiante de contagiar quem estivesse ao seu lado. Ela adorou, venerou a gravidez do começo ao fim. E detalhe: não sentiu nada. E depois só dizia que sentia saudades da barriga. Incrível. A Dani fazia parte do grupo que vivia me falando que tudo ia passar, que eu ficaria bem. Eu não conseguia acreditar, já que ela não tinha sentido nada (e nessa altura do campeonato ela já tinha tido mais uma gestação). Toda vez que eu passava mal eu repetia chorosa pro Marido ou pra quem quer que fosse “mas minha amiga Dani não passou mal”. A verdade é que eu me achava um E.T.. E acreditava que ficaria assim os 9 meses. E queria ficar em casa deitada na minha cama. E de preferência com a minha mãe cuidando de mim.
Nesse meio tempo mudei de médico, pois achei que o meu não me dava atenção necessária. Fora que ele me chamava de mimada. Eu não ligava, mas isso passou a me incomodar. O que ele tinha a ver com isso?! Não que eu quisesse que o cara estivesse a meu dispor 24h, mas gostaria que ele fosse mais acolhedor e que me ajudasse mais quando eu ligasse. Eu que idolatrava esse meu médico peguei uma birra imensa dele. E quando eu pego birra.....não tem quem me faça mudar.
Hoje estou com um novo obstetra. Fofo, acolhedor, calmo, transparente, esclarecedor, um anjo. Cheguei em minha primeira consulta passando mal (só pra variar), ele foi hiper atencioso. Esclareceu todas as minhas dúvidas e um pouco mais. E me confirmou: “Isso tudo vai passar a partir do 4º mês. Um dia você vai acordar e simplesmente não sentirá nada.” Eu nem sei que dia foi esse, só sei que chegou. E agora eu amo de paixão ser gestante. É de fato uma fase deliciosa na vida de qualquer mulher (e que merece um outro post). Agora aproveito esse espaço para agradecer aos meus pais, a minhas irmãs, a todos os amigos (as), aos conhecidos (e até desconhecidos – alguns me ampararam na rua) e principalmente ao marido, por todo entusiasmo, coragem, palavras de carinho, apoio, atenção, bom humor, amparo, dedicação, amizade, carinho, esforço e...PACIÊNCIA. Vocês tinham razão! Passou. Obrigada!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ai como dói
Essa madrugada tive a primeira cãimbra gestacional.Dizem que grávidas sentem muito isso. Cacete como dói cãimbra!!! Teve um tempo que eu sofria muito de câimbras, acordava no meio da noite gritando e minha mãe vinha com uma tesoura para encostar no ponto em que a bendita estava. Não é que passava...Pois essa noite acordei gritando de dor. Depois fiquei até com vergonha do escândalo, mas dói pra porra isso. Fiquei com medo também. Todo mundo me pergunta que tipo de parto quero fazer e eu tenho a reposta na ponta da língua: Normal. Quero o parto humanizado – no qual tenho a liberdade de escolher o que quero. Quero sem anestesia! Eu moooorro de medo de agulhas, tenho pavor só de pensar na anestesia do parto. Aí fiquei pensando, não aguento uma cãimbra, imagina as dores do parto. Aiquemeda! Mas se tem uma coisa que sou mais do que cagona é corajosa. Entrou vai ter que sair, né? Como são as coisas...entrar foi fácil, gostoso, macio, uma delícia! Agora sair...aimeudeusdocéu! Enfim, hoje passei o dia de rasteirinha, com a panturrilha direita dolorida, mal dava pra apoiar a perna para andar, e me questionando: será que o salto alto usado ontem teve sua parcela de culpa nisso? E nem vem dizer que é falta de potássio, pois eu estava comendo bananas todos os dias e ontem foi justo o dia que não comi...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Domingo
Nesse final de semana fizemos nossa primeira aquisição para o bebê. Quando eu penso que essa foi só a primeira, me dá até um tic nervoso, pois são tantas coisas para providenciar! Eu tenho lido bastante a respeito de enxoval, decoração e afins. A dica primordial é: controle-se, não saia comprando tudo! Estou seguindo a risca. São tantas coisas lindas e se deixar você sai comprando tudo. Fiz uma programação mental: primeiro vamos comprar os móveis e depois pensaremos na decoração. Adivinhem...Estou louca para comprar os móveis do quarto!!!
Ontem fomos (Eu, Marido e minha mãe) na Feira da Gestante e do bebê, lá no Expo Center Norte. Ótimo para pais de primeira viagem, como nós. Acredite, eu não sabia o que era um “Moisés”!!!! E nem tenho vergonha de não saber o que é, assim como não tenho vergonha de dizer que nunca na minha (curta) existência eu troquei fraldas de alguém. Vou ter que fazer um curso extensivo!
Tenho lido bastante sobre gestação, bebês e afins. Revistas e livros sugerem listas de enxoval, mas não tem fotos dos produtos. Eu só não conto o que eu imaginava o que era o tal do “Moisés” (aí já é vergonhoso). Imaginei tudo, menos que era aquele negócio grande com alça para carregar o bebê pro lado e pro outro.
Meoooo, são tantas coisas. Mas tenho aprendido bastante com as leituras.
Ontem também passei por uma experiência assustadora. Meu novo formato físico me obriga comprar peças novas (coisa chata!), então aproveitei uma liquidação, já que estávamos ao lado do Center Norte. Peguei vários vestidos para experimentar. Meu número: 38. Vale aqui abrir um parêntese. De repente eu me torno a pessoa mais linda e elegante que existe, todo mundo diz “que linda; você está tão bonita grávida; nossa, você não engordou nada até agora; só tem barriga; etc.” Aparentemente não engordei mesmo, há um mês a balança aumentou um quilo, após a perda de três. Fecha parênteses. Fui experimentar os vestidos. O primeiro, que eu tinha adorado ficou preso em baixo do braço entre os seios. A droga do vestido não descia e tinha zíper!!! Não deu pra insistir e pra tirar foi um sufoco, já estava até pensando em ir pedir ajuda (mas imagine a cena: uma moça grávida, apenas de calcinha, saindo do provador brigando com o vestido preso um pouco acima dos seios, aff) quando consegui reverter a situação. O vestido nº38 não serviu, o de nº40 também não serviu e qual tamanho eu comprei??? Sim, o de 42! A outra peça foi tamanho 40 (menos mal). Mas convenhamos, né... Fiquei com apenas dois vestidos e uma calça de cordinha na cintura (preferidas entre as gestantes).
A vendedora logo manda o discurso que todos passam a usar com as grávidas: “ah, mas você pode, está grávida”. Genteeeee, gravidez é sinônimo de “tudo posso”. Uma delícia isso! Eu até me sinto assim, mas tudo tem limite, né?! E depois que o barrigão sair, os seios diminuírem, faço o quê com os meus novos vestidos do meu tamanho atual... 42???
Ontem fomos (Eu, Marido e minha mãe) na Feira da Gestante e do bebê, lá no Expo Center Norte. Ótimo para pais de primeira viagem, como nós. Acredite, eu não sabia o que era um “Moisés”!!!! E nem tenho vergonha de não saber o que é, assim como não tenho vergonha de dizer que nunca na minha (curta) existência eu troquei fraldas de alguém. Vou ter que fazer um curso extensivo!
Tenho lido bastante sobre gestação, bebês e afins. Revistas e livros sugerem listas de enxoval, mas não tem fotos dos produtos. Eu só não conto o que eu imaginava o que era o tal do “Moisés” (aí já é vergonhoso). Imaginei tudo, menos que era aquele negócio grande com alça para carregar o bebê pro lado e pro outro.
Meoooo, são tantas coisas. Mas tenho aprendido bastante com as leituras.
Ontem também passei por uma experiência assustadora. Meu novo formato físico me obriga comprar peças novas (coisa chata!), então aproveitei uma liquidação, já que estávamos ao lado do Center Norte. Peguei vários vestidos para experimentar. Meu número: 38. Vale aqui abrir um parêntese. De repente eu me torno a pessoa mais linda e elegante que existe, todo mundo diz “que linda; você está tão bonita grávida; nossa, você não engordou nada até agora; só tem barriga; etc.” Aparentemente não engordei mesmo, há um mês a balança aumentou um quilo, após a perda de três. Fecha parênteses. Fui experimentar os vestidos. O primeiro, que eu tinha adorado ficou preso em baixo do braço entre os seios. A droga do vestido não descia e tinha zíper!!! Não deu pra insistir e pra tirar foi um sufoco, já estava até pensando em ir pedir ajuda (mas imagine a cena: uma moça grávida, apenas de calcinha, saindo do provador brigando com o vestido preso um pouco acima dos seios, aff) quando consegui reverter a situação. O vestido nº38 não serviu, o de nº40 também não serviu e qual tamanho eu comprei??? Sim, o de 42! A outra peça foi tamanho 40 (menos mal). Mas convenhamos, né... Fiquei com apenas dois vestidos e uma calça de cordinha na cintura (preferidas entre as gestantes).
A vendedora logo manda o discurso que todos passam a usar com as grávidas: “ah, mas você pode, está grávida”. Genteeeee, gravidez é sinônimo de “tudo posso”. Uma delícia isso! Eu até me sinto assim, mas tudo tem limite, né?! E depois que o barrigão sair, os seios diminuírem, faço o quê com os meus novos vestidos do meu tamanho atual... 42???
Assinar:
Postagens (Atom)
