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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Predestinação?!

Hoje faz cinco anos que eles estão juntos. Limpando a carteira ela encontrou um papelzinho dobrado. Era um e-mail impresso:

De: Roberto Piffer
Para: Gabriela
Enviada em: terça-feira, 11 de outubro de 2005, 11:25
Assunto: Bom dia...!

Gabriela Miranda, bom dia!
Imagino que vc deve ter, há poucos, chegado no seu trabalho...então gostaria de lhe desejar boas vindas a este novo dia (e por sinal um lindo dia).
Acho que vou ler o seu diário* de novo, achei mto legal aquilo...com seus feitos inacreditáveis...hahahahahaha...
Beijinho com carinho....
Roberto Piffer
PS: te AMO...! (no sentido literário e gramaticalmente correto da palavra!)


*Referência ao e-mail que ela enviou sobre o final de semana.

Mal sabiam que três anos depois, no mesmo dia e mês do e-mail, eles se casariam.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia dos namorados

Para complementar o presente de Dia dos Namorados nada como um presente criativo, personalizado e gostoso! Esse é um mini-bolo, criado pela SweetMary . Confesso que após ter feito o pedido comecei a me arrepender um pouco. Mas na hora em que vi na minha mesa do trabalho, simplesmente fiquei apaixonada de tão lindo! Eu optei por colocar os bonequinhos representando a família: Eu, Piffer e Capitu.

Além dos mini-bolo, tem cupcake, bolo de aniversário e assim: tudo personalizado! ADOREI!







domingo, 6 de junho de 2010

A lembrança

A lembrancinha do meu casamento não podia ter sido mais original. Era uma foto! Os convidados faziam pose e clik: levavam para casa uma foto da festa mais legal de 2008! Os noivos não precisavam necessariamente estar na foto, pois nela continha uma borda com fotos de diversos momentos deles.

Fez o maior sucesso entre os convidados. Fica a dica!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O dia mais feliz

Não fui uma noiva muito normal, no meu casamento não teve músicas religiosas, não teve bem casado e não foi entregue lembrancinhas que as pessoas se sentem obrigadas a guardar até que um dia, passado um bom tempo, elas se livram jogando fora (outra hora eu conto o que foi a lembrança). Meu vestido foi escolhido muito rápido, gostei dele na primeira vez que o vi e não procurei mais nenhum. Era aquele que eu queria. Minha irmã Luana (na época com 22) e meu primo Roque (18) foram os pajens e entregaram as alianças. Nossos padrinhos foram escolhidos a dedo.

Eu (uma pessoa extremamente ansiosa) não fiquei nervosa dias antes do casamento então minha resposta frustrava quando alguém perguntava “você está nervosa?” . As pessoas esperavam saber sobre as minhas ansiedades. Em compensação na noite anterior ao casamento eu fiquei muito nervosa. Motivo: despedida de solteiro. O combinado era realizarmos nossas despedidas no mesmo dia, justamente para um não ficar criando fantasias enquanto o outro estivesse realizando as fantasias. Não rolou e o Marido fez a despedida na noite anterior ao casamento. Uma merda. Ideia de amigos idiotas (só podia ser)! Nem gosto de reviver isso, pois foi motivo de pensar em não aparecer na igreja. E eu, passiva e exagerada demais, seria capaz de fazer isso! E ninguém duvidava. Mas nada que uma xícara de chá, amigos (leais e verdadeiros) ao lado colocando juízo em sua cabeça, flores, milhões de ligações e pedidos de desculpas, juntando o medo perceptivo que o noivo sentiu de ser largado no altar, me fizesse mudar de idéia.

Senti dor de barriga na hora de colocar o vestido. Na mesma hora meu pai liga dizendo que a camisa alugada não estava com o fraque. Pânico e mais dor de barriga. Engole um imosec. Mais uma ligação e meu pai diz que a vovo Biga não será levada ao casamento. Mais dor de barriga. Respirei fundo e fui para a igreja. Meu pai arrumou uma camisa emprestada que estava perdida na casa da minha tia. Minha vó estava fofa demais em sua roupa azul, sentada no primeiro banco da igreja. Meu pai estava nervoso e a essa altura todo meu nervosismo de uma noite evaporou, estava feliz da vida! Combinei com meu pai que não entraria na igreja assim que abrissem as portas. Ele não entendeu nada e expliquei: quero dar um susto no noivo, vamos nos esconder aqui, vai abrir a porta e ele não vai me ver, depois fecha a porta e fazemos como tem que ser. A louca! (pronto, matei a curiosidade de muita gente que não entendeu nada nessa hora)

Eu e o Marido entramos no salão da festa com nossa música tema “É só pensar em você”. Tudo foi escolhido com muito cuidado e sempre do nosso gosto. A todo instante, desde a produção do evento, a preocupação era fazer tudo do nosso jeito. Realizar a festa para nós e não para os outros. Agradar-nos. E o objetivo foi alcançado. Consequentemente todos os convidados gostaram e se sentiram satisfeitos em nossa festa. Foi o dia mais feliz da minha vida. Eu transpirava felicidade. Meus olhos faiscavam alegria. Foi a noite mais suprema e bela da minha vida.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Casamento é tudo de bom

Casamento é maravilhoso! Há quem diga o contrário: a categoria dos frustrados. Mas casamento é uma das melhores coisas que podem acontecer na vida de uma pessoa seja ela mulher ou homem. A receita está em fazer dar certo. E você sabe quando isso acontece se ele (o casamento) lhe oferece muito mais que a função tradicional de construir família. O importante é a FELICIDADE! Logo, casamento que dá certo, deu porque é fonte de felicidade. E eu faço parte de uma segunda categoria: dos felizes.

Essa felicidade vem da relação harmoniosa que tenho com meu marido, alguém especialmente encantador. Deixa minha vida mais leve. Muito diferente de outros casamentos/relacionamentos, o nosso não depende de aparências, segurança, patrimônio, filhos. Excluindo o fator “aparências”, todo resto é até importante, mas não essencial. Com ele eu moraria numa casinha de sapê (de preferência sem lagartixas e afins), desde que ele não perdesse esse encanto e humor próprios.

Sempre tive um lado romântico de ver as coisas. Claro, é importante pensar em coisas práticas, não quero ser hipócrita. Mas de uns dias pra cá estive pensando no sentido do casamento (eu sei, eu sei, devia ter feito isso antes de casar e não agora após quase dois anos). Casamento não é para amadores. Você deve escolher a pessoa certa para viver ao seu lado. Como? Não sei a receita ao certo, mas sei que sabemos quando é a pessoa correta. Não é preciso que os dois sejam e pensem iguais. Isso não é necessário mesmo (eu que diga, afinal eu e Marido somos opostos complementares). O essencial é ter hábitos que não se confrontem a todo instante, projetos de vida em comuns (mesmo que isso seja inserido na vida do outro), ter valores compatíveis e um pouco de força de vontade para aceitar o outro como ele é.

Não é tão simples quanto parece. E sei vou causar inveja aos inimigos com esse relato. Mas eu sou extremamente feliz no o meu casamento.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Adeus, Ranho!

Ranho é o batmóvel corsa sedan, verde tom tanque de guerra (e ele sem dúvida é um), sem ar condicionado, direção hidráulica e de quatro portas que pertencia ao marido quando começamos a namorar. Com o Ranho vivemos várias aventuras e ele NUNCA nos deixou na mão, exceto uma vez quando paramos na Av. Nova de madrugada para decidir se tomaríamos café da manhã ou não. No meio do pensamento de decisão, eu e o Piffer dor-mi-mos!!! Acordamos às 7h e pouco da manhã, com a chave virada no contato, resultado: acabou a bateria. O Piffer ficou tão constrangido (eu ADORO esse jeito dele de se sentir envergonhado em determinadas situações) e eu achei o máximo, dei muita risada e tentei levantar a moral dele. Na verdade eu achei o “Ó” (agora eu posso confessar, hahahaha), mas quis deixá-lo confortável. Ah! Lembrei!Duas vezes ficamos na mão. A outra foi na volta do Buffet que estávamos orçando para o casamento, já era muuuuito tarde, paramos para ir ao banheiro num Habibi’s e o carro não andou mais. Foram apenas essas duas vezes. De resto viajamos muuuuuito com o Ranho. Fomos e voltamos centenas de vezes para a cidade maravilhosa e do meu coração (Rio de Janeiro); diversas vezes para Ubatuba; uma vez fizemos uma viagem super gostosa para o RJ com parada de alguns dias em Paraty e a volta para São Paulo fizemos pela Rio Santos com direito a várias paradas para tirarmos fotos (o visual é lindo demais); Limeira; Campos do Jordão; Mongaguá; Santos; Pra lá e pra cá por São Paulo inteira. Ainda bem que o Ranho não fala, assim ele se torna um grande guardião de segredos. Foram tantas histórias. Essas relatadas aqui não são nem um terço. Ele também nos acompanhou em várias baladas, já foi carimbado com vômito da Sofia (que fique registrado) e já foi lavado por ela vestida de pijama no dia seguinte. Já batemos o Ranho, já mandamos arrumar; batemos novamente e arrumamos de novo. E agora enfim, o Ranho foi vendido. Eu xingava o Ranho, reclamava e hoje fazendo esse resgate percebo o quanto ele foi ponta firme conosco. Vai deixar só boas lembranças.

domingo, 2 de maio de 2010

Fases

Quando você namora há muito tempo vive sendo questionado “quando é o casamento?”;
Quando você casa é questionado “como está a vida de casados?”;
Quando você já está casado é questionado “quando vem o bebê?”;

Imagine. Você está pressionando o namorado para casar e ele nem pensa nisso. Um dia o casal encontra um amigo ou parente chato que faz a pergunta fatídica: Quando sai esse casamento?! Pronto, jogou a sementinha que vai render uma briga daquelas entre o casal.

Vocês casaram há um mês. Estão curtindo a lua de mel, está tudo a mil maravilhas. Encontram um amigo ou parente que pergunta: como está a vida de casado? Porra, como deveria estar?! É uma pergunta meio idiota e sem graça de responder por que obviamente está tudo ótimo. E se você responde que está tudo maravilhoso parece até que está se exibindo. Será que as pessoas perguntam querendo que sua resposta seja contrária do tipo “ah, casamento não é o que esperava; não estou muito feliz; não pensei que casamento fosse tão complicado, etc, etc, etc”?! A realidade é que casamento é bom demais, tem seus altos e baixos, mas é muito mais maravilhoso do que ruim, principalmente se você casou com a pessoa certa. E pode ter certeza, depois de um tempo casado, você sabe se casou com a pessoa certa ou não.

E aí chega o terceiro estágio: “quando vem o bebê?”. É uma pergunta sem resposta certa e chata pra caraaaaaaca!!!! Como assim “quando vem o bebê”? É para dar uma previsão? Tipo: “Ah, em maio de 2012 (mesmo sem ter certeza); daqui a três anos, talvez”. Essa pergunta é muuuuuito chata. Já disse isso. Pô, parece que existe uma pressão por parte das pessoas para que você engravide. Parece que é o próximo passo, quando na verdade não existe uma regra. Se estão casados há um ano, essa pergunta vem carregada de curiosidade e com um peso do tipo obrigatório. Pior: e quando você casa e em seguida (uns três meses depois) as pessoas passam a perguntar se você está grávida (só porque sua barriga está um pouco saliente)?!. A depiladora te pergunta , a vendedora da loja, a vizinha da sogra, todo mundo tomando conta da vida do casal. É muita energia desperdiçada para a vida alheia, não?! Será que as pessoas não tem noção que é caro ter filho! Tudo ao seu tempo.

O próximo questionamento eu ainda não sei qual é. E não tenho curiosidade nenhuma em saber.

sábado, 17 de abril de 2010

Julie & Julia - Fim

Descoberta.
Com esse livro descobri:
a) Existe uma porta secreta de possibilidades. Preciso encontrá-la.
b) Às vezes é preciso se sacrificar para resgatar a própria vida. Ao final tudo sempre vale à pena.

Sentimento.
Ao terminar de ler o livro, enviei uma mensagem para o Marido:
“Acabei de ler o livro”.
Recebi como resposta:
“Ai, que legal...Gostei de ver você rindo com o livro, se divertindo. É muito bom estar ao seu lado. Bjs”.

De repente me senti tão casada e tão feliz.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Esponja

O marido chega em casa e comenta empolgado com a esposa:

- Amor, trouxe 5 tipos diferentes de esponja: tem uma que protege a louça, outra que protege as mãos, outra que protege até as unhas (acabaram-se todos os problemas)...quem sabe assim alguém se anima para lavar a louça....

- E nesse lugar que você comprou essas esponjas não tinha algo para animar o marido lavar e passar as roupas, limpar e cuidar da casa, criar e educar os filhos, além, é claro, de trabalhar fora?


Por que as mulheres quiseram igualar seus direitos??? Isso não foi nada inteligente....

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tênis e Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida'. A situação está salva e o ódio vai aumentando. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim... (Do Livro: O retorno eterno, Rubem Alves)
*
Nota da blogueira:
Entregamos esse texto aos convidados do nosso casamento, em 11/10/2009.

domingo, 23 de agosto de 2009

Sintonia

Recebi a seguinte e-mail:

De: Faby
Enviada em: sexta-feira, 21 de agosto de 2009 15:37
Para: Gabi
Assunto: RES: Oiiiii

"Aliás, deixe eu lhe contar uma história q acho q vc não sabe...
No casamento da Lenis, lembra q eu fui estava ótimo e nunca vou esquecer uma cena, vc e o Piffer... dançando no salão e se divertindo horrores qdo todos já haviam acabado a pilha, e numa sintonia de dar gosto, sabe paixão pura no ar... pois é, naquele casamento estava com o Ricardo e estávamos numa crise terrível (tanto que depois, acabou!) e na discussão eu disse a ele... Ricardo, os casais devem ter sintonia...meu, o dia q eu achar um namorado com tanto companheirismo e sintonia como o Piffer e a Gaby eu caso... pois é minha amiga olha só!!!..."


Apesar de já ter escutado isso de muita gente, ao ler essa mensagem me arrepiei e fiquei realmente emocianada. Comecei a pensar em como minha relação com o Piffer é de fato especial e diferente. Existe um brilho no ar e isso é de sempre, desde quando nos conhecemos. Ao olhar para ele tenho a certeza que felicidade mora comigo e não ao lado. Ele é a alegria da minha vida. É mesmo a metade da minha laranja. Juntos brincamos, falamos e fazemos besteiras, podemos ser nós mesmos sem precisar fingir. E temos a certeza que somos perfeitos um para o outro. E uma das coisas que eu mais amo nele é a capacidade que ele possui de me arrancar um sorriso nas horas mais incertas e improváveis.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Para ele. Dela.

Você é a música da minha vida e eu a poesia que faltava em você;
Você é meu ponto forte e eu o seu ponto fraco;
Você é meu sol e eu sou seu brilho;
Você é o belo e eu a fera;
Eu sou o dia e você a noite;
Eu sou a preguiça e você é o agito;
Eu sou o texto e você o parágrafo;
Eu sou a novela e você o futebol;
Você é o cansaço e eu a soneca;
Você é a pergunta e eu a resposta.
Você é a surpresa e eu o gesto;
Você é a calmaria e eu a ventania;
Eu sou o livro e você é leitura;
Eu sou angústia e você é o alívio;
Eu sou a euforia e você a perfeição;
Eu sou a ansiedade e você a espera;
Você é Vodka e eu o Vinho;
Você é o responsável pelo som da minha risada;
Você é minha felicidade;
Você é assim;
Você é o meu amor, meu querido amor.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Existem muitos jeitos de expressar o que sinto por você...

Mandar uma serenata com a nossa música ....

"É só pensar em você que muda o dia, minha alegria dá pra ver...."


Expor para todo mundo o quanto te amo com uma daquelas declarações de amor que nos enchem de vergonha....


Lhe dar muitos presentes...

Mas o melhor é inventar um jeito novo de expressar o meu amor a cada dia. E lhe dar o que você mais ama depois de mim...




E qualquer dia desses, nós ainda vamos fazer aquele passeio de...

domingo, 7 de junho de 2009

Você faz minha VIDA ficar mais rara

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...
Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
De cara!...

Sorte
Caetano Veloso

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Achados e perdidos

Você perdeu algo e comenta com alguém. O alguém pergunta: - perdeu aonde?
É uma pergunta aparentemente idiota? Sim. Mas é inevitável.
É horrível perder algo e ficar passando na cabeça todos os lugares que esteve para tentar adivinhar aonde ficou o perdido. Principalmente, quando você chega a conclusão que não poderia ter perdido em nenhum daqueles lugares.
Às vezes perdemos algo que temos certeza absoluta que era impossível perder, que só pode ter sumido ou alguém pegou. Se sumiu, você perdeu. Alguém não pode pegar algo que você perdeu dentro de casa, por exemplo. Eu já perdi roupas dentro de casa. Recentemente mesmo perdi uma peça. E no entanto, recentemente, também andei fazendo uma limpa no guarda-roupa e colocando tudo o que não queria mais numa sacola. É provável que essa peça tenha ido junto sem eu perceber.
Há 7 meses casei. E adotei o nome do meu marido (só por que achava o meu pequeno*). Férias, Lua de Mel, casa bagunçada de presentes, enfim...chegou o dia em que quis mudar meus documentos. Comecei a pegar os documentos necessários para a mudança. O principal eu não achava: a certidão de casamento. Depois que você casa, nem a certidão de nascimento vale mais. O que vale é a certidão de casamento! Tá certo que é nela que tem o nome novo, mas não ter mais valor nenhum a certidão de nascimento...é um tanto estranho. É como se existisse uma divisão de vidas: antes e depois de casar. E pensando bem, é isso mesmo que acontece.
Procuramos, reviramos TUDO. E nada da certidão. Um ficava insinuando que a culpa era do outro. Mas eu tinha absoluta certeza que tinha ficado com ele.
Só tinha uma solução: tirar a 2ª via da certidão. Imagina, recém casados tirando a 2ª via de tal documento. Sem contar que eu não achava nem um pouco auspicioso ter perdido a certidão tão cedo. Fui lá morrendo de vergonha. A atendente ia ver lá a data de casamento e com certeza ia debochar de mim. Pois nunca vou esquecer a cena:
A atendente olhou a data, olhou para mim e soltou: - Não se preocupe, isso acontece sempre.
Como assim "não se preocupe"? Ela percebeu a minha vergonha. Como assim "isso acontece sempre"? Será que de cada 100 recém casados, 90 voltam lá para tirar a 2ª via?!
Peguei a 2ª via e saí de lá feliz da vida por que era exatamente igual a original.
Até hoje não fiz os documentos com o meu nome novo.
E ontem...... Ontem estávamos na minha sogra, meu marido estava procurando o contrato da pós dele, quando vejo ele achando o quê???? A CERTIDÃO DE CASAMENTO! Não consegui evitar e soltei aquela frase que todos nós adoramos dizer quando estamos certos: "eu não disse que estava com você". ;-)

*Meu nome não era pequeno e ficou ainda maior porque não tirei nome nenhum.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Manias e coisas de casal

Domingo.
Um casal está no curso de noivos da igreja.
Os noivos estão lá, atenciosos, prestando atenção na palestra, interessados.
A noiva tem uma mania: adora mexer em orelha. Sentada quietinha, ela mexe na orelha do noivo. Ele fica tentando evitar, mas não tem jeito.
- Para de mexer na minha orelha!
- Pq?
- Pq sim.

A noiva continua.

- Pq eu não gosto, droga!

Noiva espantada, surpresa e indignada:
- Como assim não gosta???? Você vai casar comigo e só agora diz que não gosta disso????

Ainda bem que eles ainda estavam no curso de noivos.

**********************
Em tempo...
Os noivos acima se casaram. Ela continua mexendo na orelha dele. E só entre nós....tenho pra mim que ele adora.