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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Casa nova

Estou com novo endereço: http://bossamae.wordpress.com/

Espero sua visita!

domingo, 16 de outubro de 2011

4 meses - e eu tenho o amor maior do mundo

Ainda é difícil acreditar que você, meu pequeno Benjamin, saiu de mim, que gerei essa pessoinha tão linda, tão feliz e que me faz o ser mais feliz do mundo. É tão difícil descrever o sentimento... Enquanto procuro as palavras para descrever, demonstro com essa letra de música com a qual fiz você ninar essa noite.

"Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo"


Como é grande o meu amor por você

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

barulhinho bom

Essa semana me dei conta como é gostoso morar em frente uma praça. Nesses dias de calor, acordo com o canto dos pássaros. Eita barulhinho bão. E todos os dias eu e Benjamin tomamos banho de sol. Ele no carrinho e eu com um livro na mão. O sol, a sombrinha, os passarinhos, aquela brisa no rosto...ai que delícia! Vou sentir saudades desses pequenos momentos com meu filhotinho. Hoje ele percebeu os passarinhos, sei lá o que ele enxerga, mas ficou atento aos movimentos e barulhos dos pequenos voadores. Em certo momento meu Ben começou a tagarelar alto e só dava ele e os pássaros na praça numa competição gostosa. Taí, agora o canto dos pássaros vai me lembrar esses momentos com o pequeno Benjamin. Na pressa do dia a dia esquecemos certos detalhes que fazem a diferença e dão certo sentido a nossa vida. Hoje me dei conta como certos barulhinhos fazem parte da nossa memória afetiva. Lembrei de um em especial: na casa dos meus avós Biga e Roque, tinha um enfeite com pequenos sininhos que ficava pendurado na porta da sala, toda vez que alguém abria a porta os sininhos tilintavam. Ao lembrar disso foi como se escutasse novamente o barulhinho. Som de infância. Meu coração, que ultimamente está cheio de amor, se encheu de mais carinho. Acho que esse objeto ficou com a tia Rosana. Outra lembrança, mas já da fase adulta: meu marido adora chuva. Ele gosta do som e do cheiro que ela traz. Com ele aprendi a gostar também. Chuva faz um barulhinho boooom. Quero que Benjamin tenha bastante barulhinhos bons preenchendo sua memória afetiva. Se depender da sua avó materna (que nesse momento canta para ele lá na cozinha), ele terá uma caixinha de música em sua memória afetiva.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para Gabriela uma Primavera e Benjamin

Adoooooro primavera, verão, flores, calor! São minhas estações preferidas do ano!

Estou em falta nesse blog. Em falta em tudo na minha vida. Estou tentando encontrar (ou colocar) ordem na vida, se é que isso será possível um dia. Acho que ordem não existirá mais, mas as coisas se encaixam. Um mês que não escrevo aqui! Assunto eu tenho de monte, falta tempo para parar no computador e organizar as ideias. Algumas pessoas já me falaram
"ah, você posta fotos e mensagens no FB, então tem tempo, o filho não esta consumindo tanto tempo assim". Não sabe de nada esse ser! Eu só posto no FB, entro em sites, envio email, graças esse tal de iPhone! Aliás, teclo dele nesse exato momento! Nunca pensei que fosse gostar e me adaptar tanto com esses aparelhos!

Setembro praticamente acabou e eu nem vi passar. O final do ano está ai... mais um ano se finda.

Estou pensando que preciso fazer algo, mudar a vida (um pouco mais). Bom, mas isso é outro assunto.

Felicidade é pouco pra descrever meu sentimento. Então ter filhos é isso?! Se emocionar pq seu filho sorri pra você, vontade de ficar abraçado a vida toda, ficar entregue a um ser tão pequeno, zelar seu sono, sentir que você mudaria o mundo por ele... É isso ser feliz?! Ou é amor?! Uma mistura de tudo isso e mais um pouco?! Eu sei que todos os dias tenho acordado com o peito cheio de amor (além de muito leite). Meu Ben está me tornando uma pessoa melhor. Ser mãe é edificante.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fraldas, bolsas e mulheres

Depois que o bebê nasce você deixa de ser um indivíduo. Todo mundo só pergunta do bebê, esquecem de você. E até você esquece-se de você. Eu esqueço várias vezes de comer, de ir ao banheiro. Super sério isso. Esquecemos que somos um indivíduo com necessidades e quereres. Dei conta disso de um jeito meio bizarro. Ao sair pra qualquer lugar antes eu escolhia a bolsa que usaria, agora eu tenho que arrumar a bolsa do bebê. Detalhe, a bolsa é sempre a mesma, no meu caso uma de cor bege (combina com tudo) com uma girafa, um leão e um hipopótamo (eu acho) bordados na frente. Então, eu me arrumo toda, coloco um sapato bonito, uma roupa bonita, uma jóia (ou biju) e....a bolsa bege do bebê. Eu acabo pegando só a carteira e colocando dentro da bolsa bege. De repente todo meu investimento em bolsas foi para os ares. E olha que eu tenho um bom investimento desses. Pense numa pessoa que gosta de bolsas e sapatos = EU. Pensando nisso, comentei com o marido que eu precisava de uma necessaire grande para colocar as coisas do bebê e levar dentro da minha bolsa (no caso teria quer bolsa grande). Dedicaria minhas idas ao shopping a procura de um produto que atendesse minha necessidade. Foi mais fácil do que pensei. Sábado estávamos na Etna e quando caminhávamos na parte infantil eis que me deparo com uma necessaire perfeita! O produto é da marca Nino Nina que tem coisas maravilhosas para bebê! Eu ganhei uma roupa de cama linda de morrer para o Benjamin. Na Etna os produtos da marca são um pouco caro, mas não sei quanto custa em outros lugares. Porém, sãos produtos de excelente qualidade. Na mesma hora que vi a nécessaire já peguei para levar, quando vi o preço (R$60!) pensei um pouco. Bem pouco mesmo, tempo insuficiente para voltar atrás na ideia de levar. Fiquei decepcionada porque só achei cor rosa quando avistei uma única peça na cor verde bem clarinha. Peguei! Comprei! E adorei!!! Cheguei em casa e fiz o teste. A necessaire é ótima para colocar dentro da bolsa feminina, além de atender as necessidades do bebê. Nela consta bolso para colocar fraldas, dois bolsos para colocar pomadas ou miniaturas de produtos infantis (shampoo, óleo, lenço umedecido, etc), e ao abrí-la por inteiro tem até trocador! Uma MARAVILHA! E linda. Pode até parecer fútil, mas achei que deveria fazer o papel de serviço e divulgar aqui no blog. Antes de sermos mães, somos esposas, filhas, irmãs, amigas e principalmente, mulheres. E que mulher não gosta de se vestir bem na hora de sair, ou melhor, que mulher não gosta de se sentir bem? Eu sei que adorei estrear a necessaire com a minha Louis Vuitton (e sair sem a bolsa bege)! Fica a dica.

domingo, 31 de julho de 2011

Diversas sensibilidades

Ouvi vários conselhos durante a gravidez, mas os melhores foram:

:-) Você vai ser a melhor mãe que o seu filho pode ter;
:-) Você vai descobrir que é mais forte do que imagina.

Esse último, inclusive, me emocionou demais. Eu que era a pessoa mais cagona do mundo, descobri que sou mesmo mais forte do que imaginava. Hoje posso dizer que não tenho medo de nada, exceto de uma coisa: de morrer. Acho que antes eu nem pensava nisso, mas agora penso que não posso morrer de jeito nenhum pois tenho o meu filho para criar, educar, apresentar esse mundo, proteger, abraçar e encher de carinhos.

*

Dia desses recebi um conselho que sem dúvida foi o melhor dos últimos tempos, que é para eu ficar atenta aos meus instintos de mãe...e eu estou.

*

Quando temos um filho precisamos estar preparados para o inesperado. Nada mais é possível programar. Você vive em função dele.

*

"Filho" virou minha palavra favorita, adoro pronunciá-la e faço com gosto, com orgulho, cheia de bossa.

*

Ainda é difícil acreditar que Benjamin saiu de mim, faz parte de mim, que pertence a mim. Quando ele sorri então...fica ainda mais inacreditável.

*

A semana que passou foi punk, bem difícil. Por incrível que pareça tudo passou no momento que atravessei a porta da pediatra. E mais uma descoberta: se eu estou bem, Meu Ben também está. Se ele está bem, eu também estou. Isso é real.

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Ah!!! Fazer compras também ajudou!

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Cada quilo que meu Ben ganha, eu perco um. Eita menino guloso!

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Meu Ben adora banho e eu adoro dar banho nele.

*

Cada dia que passa estou mais apaixonada...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tolerância zero

Estou um pouco intolerante, admito. Mas não é fácil ser mãe de primeira viagem, ou melhor, não ter uma baba. Embora minha mãe e minha irmã venham direto em casa, não é fácil morar longe delas. Aliás, pensar nisso tem me deixado louca, que mulher em perfeitas condições mentais vai morar perto da sogra e não da sua mãe? É não sei. Vantagem, acreditem, não tem nenhuma. Descobri que acordar no meio da noite para dar de mamar ou ficar a noite toda acordada não é o que me irrita. Até pq não tem como você ficar irritada com o bebê, o carinha não pediu pra nascer. O que me tira do sério são outros fatores. (estou dando de mamar enquanto escrevo aqui, Benjamin soltou um pum que delata o estrago que fez na fralda que acabei de trocar, ele olha pra mim e da um sorrisão, tem como ficar brava? Tem é que agradecer por ele está cagando e não sentido cólica). Além de tudo tenho sentido uma puta de uma dor nas costas, sem contar a dos braços. Não aguento ouvir pergunta do tipo: "quer que faça; precisa de ajuda"? Já não é óbvio? E estou com uma teoria que é a seguinte: quem quer ajudar não pergunta, faz. Eu sei que é complicado. Estou me sentindo numa prova de fogo. É como se eu tivesse sendo testada pra ver até onde vai o meu limite. Lembra da fralda?! Pois é, o estrago foi tão grande que tive que trocar a roupa inteira do Ben. Só pra constar roupa inteira significa body, calça, macacão. Detalhe: eu tinha trocado tudo isso antes da mamada... Mas nada que um sorrisinho dele não faça esquecer esse detalhe...

domingo, 24 de julho de 2011

Pensamentos soltos

Se o marido não está em casa as pessoas perguntam “você está sozinha?”. A resposta é sempre a mesma: não, estou com o Ben. Desde quando engravidei não fiquei mais sozinha. E acho que vai ser assim. Bom, pelo menos enquanto ele depender de mim, não ficarei mais só. Pensando nisso, outros devaneios preencheram essa tarde. Na verdade já faz alguns dias que ando me dando conta de como a minha vida mudou e o quanto ainda vai mudar. É impactante esse negócio de se tornar mãe. Agora eu sei que vivo para meu filho. Hoje senti saudades de mim. Algumas pessoas não gostam de sentir saudades. Eu gosto. Afinal, sentimos saudades de coisas boas. É nostálgico. Mas nostalgia, algumas vezes, faz bem pra alma. Diversas pessoas já me falaram para aproveitar muito esse período do Ben porque passa rápido. Acho mesmo que devemos aproveitar todos os momentos da vida, principalmente com os nossos filhos – porque após tê-los o tempo realmente passa mais rápido (e olha que o meu está com um pouco mais de um mês). Percebo que senti saudades de mim porque o meu futuro chegou rápido demais. O ano, por exemplo, mal começou e já está terminando...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Enfeite de porta maternidade

Eu queria algo bem diferente para colocar na porta do meu quarto na maternidade. Já tinha visto uma ideia de árvore genealógica, quando a Carol, do blog Aventuras de Casada, me indicou o Ateliê Scrap Time que é da Vanessa, uma moça muito simpática com quem me dei bem logo de cara. Não foi nada difícil escolher o tema do quadro, tinha que ter uma girafa - meu animal de zoo preferido e parte do tema do quarto do meu bebê. Fiz o pedido ainda no sétimo mês de gestação, em dois dias de conversa eu e Vanessa acertamos tudo por e-mail. Ela fez um esboço, enviou para aprovação, fizemos um ajuste ali outro aqui e aprovado. A bagunça se deu por conta da minha família, foi complicado explicar para Vanessa a árvore por parte da mãe - Eu. A parte do pai foi curta e simples. A minha deu um certo trabalho e vai dar também quando chegar a hora de explicar para meu filho, afinal é uma família grande e torta, digamos assim...mas é uma família maravilhosa, cheia de gente que já ama demais o Meu Ben. O quadro ficou lindo demais e foi difícil não mostrar para a família antes da hora. Como minha gestação foi até o limite mesmo, fiquei com o quadro guardado por um bom tempo. Enquanto isso, eu acompanhava os posts no Facebook do Ateliê Scrap Time: um monte de gente pede o quadro com a Girafa e o Macaco - está fazendo o maior sucesso. Um pouco antes do Ben nascer até comentei com o Marido: "pôxa, daqui a pouco não vai mais ser tão inédito o meu quadro, pois todo mundo já tem" (de tantos quadros parecidos que a Vanessa tinha feito). A Vanessa outro dia mandou um recadinho para o Ben dizendo que ele deu sorte para o Ateliê. Fico muito feliz com isso. O trabalho dela é lindo, feito com carinho e merece todo sucesso do mundo, dá gosto de ver. Por isso indico! Clique aqui e conheça um pouco mais do trabalho da Vanessa.

domingo, 3 de julho de 2011

Ele chora, eu choro

Já tinham me avisado que o primeiro mês com o bebê em casa seria difícil, assim como também avisaram que eu não teria tempo pra mais nada. Achava que isso era carregado no exagero. O ser humano tem uma certa tendência de não acreditar até que tire a prova. Todos estavam certos. Eu mal tenho tempo pra lavar os cabelos - talvez eu corte careca e lance moda. Se escrevo aqui nesse momento é porque estou do celular (que agora acho a coisa mais incrível do mundo). A primeira semana com o bebê em casa chorei todas as noites, a segunda semana fiquei maravilhada por estar conseguindo fazê-ló acordar apenas uma vez a noite, isso aconteceu por quatro noites consecutivas. Essa semana já mudou tudo, ele passou a não dormir a noite, ou melhor, passou a dormir só se estivesse no meu colo. E isso pq cometi o erro de dormir com ele numa noite dessas que estava muito frio. Como saber o que é certo ou errado? Existe uma fórmula para não errar? Com seu choro, o bebê tem o poder de nos manipular, eles nos vencem pelo cansaço e também pelo amor, pois esse nos move a agir com o coração. Quando eu chorava na primeira semana, era muito de emoção. Eu olhava para o meu bebê dormindo e meu coração se enchia de uma forte emoção. Ser mãe, ter um bebê e por ele um sentimento que cresce a cada dia é algo inexplicável. Já nesses últimos dias, se ele chora, eu choro feito ele, mas não é de fome, cólica, manha, sono. É um pouco de desespero, de não saber o que fazer, é de não poder tirar sua dor de cólica, é principalmente, de saber que ele ainda vai chorar muito e nem todos os males eu vou poder curar...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Amor

Agora dei pra me perguntar se você sente que é amado. Faço um carinho no seu rosto e você abre um enorme sorriso. Sim, você sabe que é bem amado.

domingo, 26 de junho de 2011

O dia em que voce nasceu

São Paulo, quinta-feira, 16 de junho de 2011.


Acordei. Ainda deitada recebi uma ligação da tia Rosana. Era um dia ensolarado. E acho que foi o primeiro que não havia pensado “será que você nasce hoje?”. No dia anterior estivemos na consulta com o obstetra que mais uma vez confirmou que você ainda estava alto na barriga da mamãe. E eu tinha apenas um centímetro e meio de dilatação. E você o prazo de mais uma semana para permanecer dentro de mim. Eu queria tanto ter você de parto normal. O Dr. Vicente tentou descolar a bolsa pra ver se de repente eu entrava em trabalho de parto nos próximos dias. Mesmo assim tivemos que marcar a cesariana, que ficou para o dia 21 de junho. Era pra ser dia 20, mas não tinha vaga na Maternidade Santa Joana, nem no Pró Matre. É muito estranho ter que escolher uma data para o nascimento do seu filho. É como se aquela escolha fosse determinar uma vida inteira, o que de certa forma é uma verdade.


No dia 16 para minha surpresa saiu o tampão da bolsa - o que até então eu não sabia o que era. Liguei para o Marido que indicou ligar pro médico – que pediu que eu fosse para o hospital ser examinada. Logo estavam em casa minha mãe e o Piffer. Fomos para o Santa Joana. Chegamos lá, fui examinada e explicaram que aquilo tratava-se do tampão. A dilatação era a mesma: 1,5cm. Mas eu ainda faria outros dois exames, um deles era ultrasson – realizado por último.


Eu estava morrendo de fome, não tinha almoçado e já era quase final de tarde. O marido foi buscar algo para eu comer e voltou super rápido com uma notícia inesperada. Ele tinha encontrado a médica que estava me atendendo. Ela contou que eu não poderia comer nada e que você nasceria naquele dia. Ele me contou a notícia todo nervoso. E eu fiquei em pânico: como assim??? Explica direito. E ele explicou:


- Encontrei a médica e ela disse que você não poderia comer, que houve uma alteração no líquido aminiótico e que o bebê teria que nascer de cesária.


Fiquei nervosa. Comecei a tremer da cabeça aos pés. Mas tudo estava saindo como eu imaginei durante os 9 meses de gestação: de repente! Fomos chamados e avisados sobre o que estava acontecendo, além da alteração no líquido, você era grande e estava com o dorso virado pra direita (o que até agora não sei muito o que significa, mas tinha algo a ver com a possibilidade de prender sua respiração). Minha pressão que é super baixa foi lá em cima. Fomos transferidos para a maternidade Pró Matre e o seu nascimento estava marcado para às 21h30. Demos entrada na maternidade e me instalaram no quarto que mais parecia de um hotel. Estava eu, o Marido, minha mãe e logo chegaram a Luana e a Dani (uma outra surpresa do dia. Eu havia avisado a Dani conforme combinamos - que se algo acontecesse, tipo a bolsa estourasse, ela queria ser avisada imediatamente). Com todas essas pessoas lá a espera ficou menos sofrida e quando dei por mim era 21h22, eu não havia nem me arrumado ainda. Rapidamente me despi e coloquei a camisola. Chegaram para me levar.


Eu estava feliz, enfim conheceria a pessoinha agitada que me chutava o tempo todo. Estava com um pouco de medo também, mas isso foi passando aos poucos. Na sala de parto conheci o anestesista Alexandre, uma figura de pessoa, que me explicou todo o processo da anestesia, as sensações que ela causaria. Assim que tomei a anestesia todo medo passou, fiquei mais tagarela do que já sou. Nunca imaginei que um parto fosse dessa forma. Na sala tinha música e nunca vou me esquecer: enquanto você nascia toucou uma das músicas preferidas da mamãe, I’m yours, de Jason Mraz. Todos ficam conversando animadamente o tempo todo. E o papai ali do lado, nervoso de emoção. Ao ver sua cabecinha saindo, seu pai soltou “nossa, tem um bebê lá dentro mesmo”. A gente fica meio assim, sem noção da realidade.


Você chegou ao mundo às 22h28. Ainda não sei explicar o que senti ao te ver, só pensava “saiu de mim”. Depois de te enrolarem, realizarem alguns exames, te trouxeram e colocaram bem pertinho de mim, você tinha uma carinha de bravo, testa franzida, não tinha dúvida nenhuma que era meu. Sua boca tão linda, bem desenhada, igual ao do papai. Você era perfeito e do jeito como eu sempre imaginei. Você nasceu grande e os médicos comentaram que você parecia um bebê de um mês e não um recém nascido. Aliás, todas as enfermeiras comentaram que você era grande, esperto e bravo. Realmente, você era o maior do berçário, nasceu com 52cm!


Ao todo, nos dois dias em que ficamos na maternidade, 70 pessoas foram nos visitar. Parecia uma festa e de certa forma era. As visitas não param aqui em casa. Já se passaram 10 dias e é impressionante como o meu amor por você aumenta a cada dia. É algo inexplicável. Quando você nasceu, nasceu também uma mãe, um pai, uma família. Em tão pouco tempo aprendi trocar fraldas, dar banho, interpretar seu choro de fome, de cólica e seu gesto de quem quer arrotar e não está conseguindo. Essas coisas que nos assustam enquanto o esperamos. Estou aprendendo a me comunicar com você. É tudo intuitivo, filho.


Você já é muito esperto. Gosta de conversar, de escutar. Está atento a tudo a sua volta. Você gosta de música! E pensar que tem um mundo imenso para lhe apresentar. A nossa vida juntos só está começando. É como disse o Marcelo, do blog Sopa de Pai, a vida continua e também começa agora!