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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Adeus, Ranho!

Ranho é o batmóvel corsa sedan, verde tom tanque de guerra (e ele sem dúvida é um), sem ar condicionado, direção hidráulica e de quatro portas que pertencia ao marido quando começamos a namorar. Com o Ranho vivemos várias aventuras e ele NUNCA nos deixou na mão, exceto uma vez quando paramos na Av. Nova de madrugada para decidir se tomaríamos café da manhã ou não. No meio do pensamento de decisão, eu e o Piffer dor-mi-mos!!! Acordamos às 7h e pouco da manhã, com a chave virada no contato, resultado: acabou a bateria. O Piffer ficou tão constrangido (eu ADORO esse jeito dele de se sentir envergonhado em determinadas situações) e eu achei o máximo, dei muita risada e tentei levantar a moral dele. Na verdade eu achei o “Ó” (agora eu posso confessar, hahahaha), mas quis deixá-lo confortável. Ah! Lembrei!Duas vezes ficamos na mão. A outra foi na volta do Buffet que estávamos orçando para o casamento, já era muuuuito tarde, paramos para ir ao banheiro num Habibi’s e o carro não andou mais. Foram apenas essas duas vezes. De resto viajamos muuuuuito com o Ranho. Fomos e voltamos centenas de vezes para a cidade maravilhosa e do meu coração (Rio de Janeiro); diversas vezes para Ubatuba; uma vez fizemos uma viagem super gostosa para o RJ com parada de alguns dias em Paraty e a volta para São Paulo fizemos pela Rio Santos com direito a várias paradas para tirarmos fotos (o visual é lindo demais); Limeira; Campos do Jordão; Mongaguá; Santos; Pra lá e pra cá por São Paulo inteira. Ainda bem que o Ranho não fala, assim ele se torna um grande guardião de segredos. Foram tantas histórias. Essas relatadas aqui não são nem um terço. Ele também nos acompanhou em várias baladas, já foi carimbado com vômito da Sofia (que fique registrado) e já foi lavado por ela vestida de pijama no dia seguinte. Já batemos o Ranho, já mandamos arrumar; batemos novamente e arrumamos de novo. E agora enfim, o Ranho foi vendido. Eu xingava o Ranho, reclamava e hoje fazendo esse resgate percebo o quanto ele foi ponta firme conosco. Vai deixar só boas lembranças.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

minha herança

Um anel de brilhante, presente de 15 anos do meu avô materno; Um recorte de jornal com uma matéria sobre meu avô materno, presente do meu avô paterno; Uma moeda da época do cruzeiro em formato de pingente em prata, presente para cada uma das netas, da minha avó paterna; Duas caixinhas de música, uma é presente da mãe e a outro do pai; Um colar de pérolas da avó materna, presente da minha mamis; Um Atlas com dedicatória do avô paterno; Uma caixa com várias cartas escrita a mão, enviadas pelo papis; Entre tantos outros. Presentes valiosos, não de valor financeiro, mas de sentimento. Presentes (alguns deles) de pessoas que já não estão mais aqui. Presentes com encantamento da infância. Alguns objetos trazem lembranças, encantos, afetos, certezas. Estes são alguns dos que matam a saudade que sinto do que foi e não é mais. E são preciosos de mais pra mim. Eles trazem a tona sensações que senti um dia. Já faz um tempo desconfio que as coisas possuem alma.