quinta-feira, 9 de julho de 2009
Duas indicações literárias
A história é fascinante, cheia de mistérios. Um jornalista condenado a 3 meses de prisão, é cotratado por um famoso empresário para investigar o sumiço de sua sobrinha. Daí ele vai contar com a ajuda da brilhande Salander. Um livro surpreendete que te leva a desvendar os mistérios junto com personagens. Um excelente romance policial. Vale a pena ler. Não vejo a hora de começar o 2º.
*
A Salvo de Nada, do francês Oliver Adam, finalista do mais importante prêmio literário da França Goncourt. É uma narrativa em primeira pessoa, a leitura transcorre de maneira sultil. Marie é quem narra a catástrofe que é sua vida. Na verdade ela pensa viver uma catástrofe até se envolver com os refugiados (kosovares) de diferentes países, que vivem sem ter onde morar, sem ter como se esquentar, passam fome, além de toda humilhação que que sofrem dos policiais. O relato chega ser sufocador. Uma mulher de meia idade, com marido, dois filhos e que vive à beira da loucura, querendo se salvar, mas sem saber do quê. Um livro para refletir sobre a vida.
Eis alguns trechos:
"...na hierarquia do pior a gente se contenta com pouco..."
"...Nunca se sabe, nada de verdade. Nunca se sabe nada de ninguém. Do fundo das coisas dentro de casa pessoa. Tudo é apenas superfície, orla, margem."
"...E diante daquele fogo que nos avemelhava a pele, eu disse a mim mesma está vendo minha cara você é como todos os outros. Extamente igual. Igual a todas essas pessoas que você escuta falando nas lojas nos cafés, que se queixam da sujeira dos refugiados tratando-os como ladrões, estupradores, que acham repugnante ajudá-los quando não há ninguém para ajudá-las. Que se preocupam apenas com elas mesmas e suas misérias, com seus fins de mês apertados e com as batatas todo dia, com a falta de serviço e o futuro que nunca chega. Que não se faz para eles nem se fará para suas crianças. É isso. Eu também tinha esses temores mesquinhos, esses sentimentos inconfessáveis."
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Pós casamento
Os apaixonados vivem num conto de fadas. Eles acreditam que o casamento é a realização de um sonho, uma fantasia genuína. Mas no cotidiano as coisas não acontecem bem assim. Depois de casados, os apaixonados terão que conviver com um quinhão de coisas triviais. Eis algumas coisinhas banais e irritantes:
Baixar a tampa da privada;
Pingo de xixi na tampa da privada;
Tubo de pasta de dente apertado de qualquer jeito;
Pelos no sabonete;
E assim por diante.
Nossos monstros são criados a partir de situações banais, assim como uma tampa de privada aberta ou respingada de xixi... esses são dois casos típicos e determinantes para a imagem do príncipe ser transformada em sapo. E ao pegar o sabonete para um banho delicioso, o encanto da esposa apaixonada desce pelo ralo...
terça-feira, 7 de julho de 2009
Mais um selo...
A regra é clara...
1. Indicar seus blogs favoritos; (tem a lista aí ao lado)
2. Exibir o selinho na sua página; (já está aí)
3. Avisar aos indicados; (não vou indicar ninguém, pois nem sempre gosto de seguir as regras)
4. Dizer cinco coisas que você adora na sua vida e porquê.
1. Eu adoro dormir. Não sei porquê. Afinal não sinto nada dormindo, muito raramente lembro dos meus sonhos. Mas ADORO dormir. Isso é inquestionável.
2. Adoro ler. Por que eu gosto de viajar com a leitura, é uma entrega: eu entro e vivo a história com os personagens.
3. Eu adoro feriado! Oras, por que não tem que acordar cedo e ir trabalhar!!!
4. Eu adoro praia. Por que gosto do mar, da areia e principalmente do entardecer na praia, o céu e suas cores.
5. Eu adoro fazer s....Ah, vai, isso todo mundo adora!
;-)
Obrigada pelo presente, Nina!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
P.S.
Curiosidade
Será que eles não ouviram falar de preservação do meio ambiente, aquecimento global, sustentabilidade?!
domingo, 5 de julho de 2009
Olha a cabeleira da Gabi
Cortei dois palmos do cabelo. Ele está praticamente no ombro. Pelo menos a frente está. Sentei na cadeira e disse: "Pode cortar sem dó". Estava parecendo uma Maria Mijona com aquele cabelão que já havia perdido o corte. Agora ele está moderno, a minha cara (risos). Cabelo cresce. E o meu não cresce, despenca na cabeça. Em cinco meses ele estará no mesmo tamanho de novo. Fazia muito tempo, anos, que não usava cabelos longos, eu era criança quando tive o cabelo tão enorme pela última vez. Peguei piolhos e mamãe mandou passar a tesoura. Depois disso, passava um pouquinho do obro eu ia lá e cortava, não tinha paciência de deixá-lo crescer. Há 4 anos cortei o cabelo bem curto, muito curto. Era final do último ano da faculdade. Eu dizia que cortaria que nem a menina da novela (passava Senhora do Destino e a atriz era a Débora Falabella, no papel de Duda) que usava um corte lindo bem acima da orelha. Ouvi várias vezes "você é louca, não vai ficar legal, seu cabelo é grosso e encaracolado". Mas ao cortar, tiraria todo o volume. Cheguei no salão, peguei uma revista e disse: Quero esse corte, eu sei que não vai ficar igual, mas quero cortar mesmo assim". Ameeeeei!!! E todo mundo também. Quando me encontravam as pessoas levavam um susto, mas lembro do sucesso que foi. Ficou realmente uma gracinha. Depois disso nunca mais cortei. Quer dizer, ele crescia e eu ia sempre modelando o corte ou cortando as pontas ou fazendo o que fiz agora. Mas nunca mais cortei curto, nem no ombro. E morro de vontade de cortar, mas ao mesmo tempo quero deixar longo, por que nunca usei ele assim. Então vou levando ele assim. Até baixar a loucura em mim. Por que quando decido cortar curto é algo repentino. Eu acordo e falo: vou corta todo cabelo. E vou.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Semana Cultural
Quinta-feira: Fnac.
Sexta-feira: Teatro. Peça: Vestido de Noiva - uma adaptação do texto de Nelson Rodrigues.
Exceletes autores, ótima interpretação de corpo, canto, sem contar que o texto é muito bom. Fica a indicação para o final de semana. A peça está em cartaz no Teatro Vivo, até 03 de agosto.
Na Fnac fomos comprar 1 livro. Que delícia. Comprar livro é quase um ritual. E a Fnac é quase um santuário. Aquele cheiro, o ambiente, o silêncio (e o som), é tudo muito agradável. E você entra começa olhar, pesquisar, quando vê já passaram-se duas horas. Resultado: três livros na mão, dois pela internet, total: 5 livros comprados. Além desses, três leituras em andamento. Com uma previsão de término nesse final de semana e já dá para começar a leitura de um ou dois dos livros novos. Acho que dá para o mês de julho.
Não posso esquecer que tem um monte de revista para ler também.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Jean Charles - O filme
- Próximo.
- Moça, acabou ingressos para Era do Gelo 3 em 3D?
Isso quer dizer que o pensamento tem poder. Algumas vezes eu tenho que parar de pensar, mas é impossível. E fico pensando: Por que eu penso tanto?
Para não perder a viagem pegamos Jean Charles. Enquanto caminhava para a sala do filme fiquei pensando e falando (para variar) o que veríamos no filme de um cara que foi assassinado brutalmente, o que teriam para passar da vida dele além de sua morte trágica? Pois bem. Preciso contar que compreendi e chorei no final do filme. Além de ser um filme que revela as experiências de jovens brasileiros em terras desconhecidas, em busca de único sonho: uma vida melhor, foi a forma que alguém achou para de alguma maneira fazer justiça de um caso ocorrido há 3 anos e que nada foi feito contra os culpados; foi um jeito de ajudar a família desse moço gritar; foi um gesto de grito desesperador tentando alertar o mundo contra a impunidade que nos rodeia. Foi, principalmente, a forma que achou para transmitir que
"aqui o sistema é bruto, fia".
Filme: Jean Charles
Gênero: Drama
Direção: Henrique Goldman
Elenco: Selton Melo (ator extraordinário), Vanessa Giácomo (atriz excelente, conseguiu transmitir sentimentos. Mandou muito bem), Daniel Oliveira (pequena participação), Luis Miranda (interpretação sensacional), Patricia Armani (o filme poderia ter ficado melhor sem a participação dela. Atriz muito fraquinha, para não ser tão maldosa), Sidney Magal (pequena participação, sem muito o que comentar)