Tão sublime essa música. Linda. Delicada...
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
...e o nome mesmo já diz, Sutil.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Você sabe como nasce um sorriso?
Vamos combinar a Coca-Cola é foda!!!
As propagandas são sensacionais!
Adoooro!
E a minha mãe é essa Coca-Cola toda!!!!
As propagandas são sensacionais!
Adoooro!
E a minha mãe é essa Coca-Cola toda!!!!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Anatomia do tédio
"Vivemos uma época de faltas: falta de tempo, de sono, de repouso, de dinheiro, de amor, de convivência, de variedade, de coesão familiar, de comicidade, de cordialidade, de liberdades, de simplicidades, de natureza, de segurança, de estabilidade financeira. Vivemos, em contrapartida, uma época de excessos: excesso de ansiedade, de trabalho, de burocracia, de ruídos, de hostilidade, de monotonia, de pagamentos, de alarmes, de desagregação familiar, de tensão, de dramaticidade, de violência, de coerções, de complicações, de ameaças, de instabilidade."
do livro O Amor acaba - Crônicas Líricas e existenciais, Paulo Mendes Campos
do livro O Amor acaba - Crônicas Líricas e existenciais, Paulo Mendes Campos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
de mal (e de bem) com a balança
Eu estou pesando 58kg!!! Tem noção que 58 é quase 60kg?! Sim, por que não é 58 redondo e sim 58kg e alguns gramas, em breve será 59kg e pronto, chegou o 60!!! Sabe quando pensei que um dia eu pesaria isso? NUNCA!!! Aos 20 anos eu pesava 42kg. É minha gente, qua-ren-ta e do-is ki-los!!! Eu era praticamente uma pena.
Nossa, como eu tinha vários apelidos sem graça quando criança. Eu passava na rua e ouvia dos moleques "só o pó...da rabiola"; "graveto"; "magrela" (esse era o menos pior). Acho que ouvi esses apelidinhos até a adolescência. Que saco! Eu chorava. E minha mãe me entupia de vitaminas e um negócio que eu odiava: biotônico fontora batido com ovos de codorna e leite condensado. Eca!
Já adolescente fui até ao endocrinologista! Quando eu entrava na sala, os médicos até tomavam um susto, mas não é porque eu era magra demais, era porque achavam absurdo uma jovem querer engordar. E geralmente, essa especialidade é para quem quer emagrecer.
Enfim...agora estou eu aqui com 28 anos e 58kg! Morrendo de medo de chegar aos 30 anos com 60kg. Sim, porque se isso acontecer f@deooooo. Eu nunca mais emagreço. E ainda nem tive filhos. Engordar depois de ter filhos ainda vai, né?! Posso usar a desculpa depois. Mas imagina engordar antes e depois engordar mais.
Mas tenho que confessar...eu me sinto muito melhor agora (inclusive, tenho sido surpreendida por uma vontade louca de completar 30 anos. Que esquisito!). O que me incomoda um pouco é a barriga que está um pouco saliente. Um monte de gente pergunta se estou grávida!!! É minha chefe, é tia, agora até as vendedoras no shopping perguntam isso! NÃO, NÃO ESTOU!
Eu queria o corpo de hoje com a barriga dos meus 18/20 anos. Era seca, seca demais. Aparecia até os ossinhos do lado. Hoje não consigo nem localizar esse osso. Pois é, nunca estamos plenamente satisfeito com o que temos.
E pensando em manter esse corpo, melhorar a situação da barriguinha e não chegar aos 60kg antes do tempo, resolvi deixar a preguiça de lado e me tornar uma garota fitness. Sim, eu e o maridão (um será o incentivo do outro) vamos nos matricular numa academia (tenho até medo de pronunciar essa palavra). E eu vou levar o negócio a sério. Pense, é bom por vários aspectos: vou deixar de ser sedentária, logo terei uma vida mais saudável, mais disposição, pique. Já comprei até um tênis para essa nova minha atividade. E já fiz vários planos, um deles é participar de maratonas (lá no trabalho sempre tem inscrições), correr no Ibira, caminhar na praça, andar de bicicleta, etc.
Mas não vou ficar só fazendo musculação, não. Aí já é forçado demais. Vou reservar dois dias (quem sabe três) da semana para essa modalidade. O resto vou dedicar a exercícios aeróbicos, ginástica e afins. Pensei em me matricular na natação, ou melhor, na hidroginástica. Mas um passo de cada vez. Eu até queria fazer natação, mas moooorro de medo de água. Algumas pessoas não acreditam, embora eu ame mar, piscina, eu não sei colocar a cabeça embaixo d'água sem tampar (com a mão) o nariz. É verdade!!! E não adiantam dizer "na natação você aprende". Eu me conheço. Não vou aprender. Não consigo colocar a cabeça nem embaixo do chuveiro, quem dirá numa piscina.
Já prestou atenção nessa letra?
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Sei lá... a vida tem sempre Razão (Toquinho e Vinicius de Morais)
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Sei lá... a vida tem sempre Razão (Toquinho e Vinicius de Morais)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Restos - Com efeito
Ontem fomos assistir Restos, com Antonio Fagundes. A peça é sensacional. Surpreendente e arrasadora. Sim, arrasadora! Nos cinco minutos que antecede o fim do espetáculo, o ator revela um segredo irreal. E a platéia fica se perguntando “é isso mesmo que entendi?!” Meu marido comentou comigo depois “você precisava ver a sua cara de espanto”. Descobri: sou preconceituosa! Afinal, preconceito não é só racial. E isso eu sei que não sou. Mas preconceito existe em vários aspectos da vida. Por exemplo, achar que uma mulher não pode namorar um rapaz 30 anos mais novo, é preconceito. E a peça nem é sobre isso. Pra mim foi surreal. Mas eu adorei. Restos é sobre o valor da vida, o que somos, o que fazemos, o que nos tornamos, é sobre como tudo pode mudar em um segundo (e como eu penso nisso!!!) com uma simples mudança de caminho, uma escolha, um acidente, uma doença, é sobre como moldamos e como nos molda a vida. É sobretudo o que resta da vida e principalmente, de amor.
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É uma belissíma história contada num velório, por um viúvo de 70 anos. É um monólogo. O autor prende a platéia em cada ato, em cada fala. "Com efeito". O cenário é misterioso e traz significados e mensagens subliminares - cada um faz sua interpretação e todas estão certas e se completam.
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O texto Restos é do americano Neil LaBute. Indicado e mencionado diversas vezes pelo ator após a peça. Parece que é um escritor que gosta de causar espanto, polêmica, sua intenção é fazer o leitor/espectador rever seus conceitos e gerar conflito dentro de si. Segundo Fagundes, LaBute não gosta de privar o espectador da crueldade da vida.
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A peça torna-se ainda mais enriquecedora e valiosa após seu término, quando Antonio Fagundes troca de roupa e volta para um bate-papo informal com a platéia. Sensacional! Eu o achava metido, um cara arrogante (como fazemos julgamentos precipitados). Ele é uma pessoa super direta, sem rodeios, inteligentíssimo, educado, um pouco apressado (mas quem não é hoje em dia?!), profissional, dedicado, rigído e vários outros adjetivos que pude perceber em uns 30 minutos que ele ficou ali com a platéia. Além de tudo, é sim o que 99% das mulheres dizem: charmoso!
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A peça torna-se ainda mais enriquecedora e valiosa após seu término, quando Antonio Fagundes troca de roupa e volta para um bate-papo informal com a platéia. Sensacional! Eu o achava metido, um cara arrogante (como fazemos julgamentos precipitados). Ele é uma pessoa super direta, sem rodeios, inteligentíssimo, educado, um pouco apressado (mas quem não é hoje em dia?!), profissional, dedicado, rigído e vários outros adjetivos que pude perceber em uns 30 minutos que ele ficou ali com a platéia. Além de tudo, é sim o que 99% das mulheres dizem: charmoso!
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Serviço
Local: Teatro FAAP
Endereço: Rua Alagoas, nº 903 - Higienópolis, São Paulo
Temporada até 29 de novembro
Dias e Horários: Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 20h, e Domingos, às 18h.
Preços: R$ 100,00 / R$ 50 (meia-entrada)
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Cada um no seu quadrado
Estou de acordo com a minha amiga e jornalista Thaís e não abro mão. Concordo plenamente com sua coluna dessa semana no Portal Imprensa, Cada um no seu quadrado. Concordo do começo ao fim.
Não teve cabimento nenhum essa intervenção da Record. Como eles querem ficar em primeiro lugar na audiência com esse tipo de comportamento?! Foi realmente uma cena vergonhosa. Onde já se viu a equipe da Record invadir o link da outra emissora, que por sinal era a TV Globo.
Ser “bacaninha” com a repórter uma ova (para não falar outra coisa bem feia). Planejamento é a palavra de ordem. Principalmente para uma entrevista. O negócio não era coletiva de imprensa. Não é carnaval. E pensando em mídia, divulgação, eu como assessora de imprensa não permitiria que o meu cliente primeiro desse entrevista para a emissora que não estava agendada, principalmente, por que a entrevista agendada era com a TV Globo. Agora me fala, qual cliente não prefere emplacar primeiro na TV Globo?!
O apresentador do Programa Hoje em Dia, o jornalista Celso Zucatelli ficou repetindo "é uma pena isso vai contra a democratização da informação, é uma pena que a gente veja esse tipo de imagem...". Vamos combinar, uma pena é ver o tipo de imagem que a Record estava transmitindo, o papelão que estavam fazendo invadindo o link da outra emissora. Uma vergonha é ver um jornalista ao vivo agindo dessa maneira. Puro sensacionalismo. Uma vergonha! Ai que vergonha...(e eu me formei nisso e hoje nem precisa de diploma)
Eu odeeeeio esse papinho “anti-Globo”; essas pessoas que querem parecer (e se acham) inteligentes, intelectuais e ficam com esse blá blá contra a Globo; não gosto desse argumento manjado “monopólio da informação”. (muito bem definido pela jornalista Thaís)
Meooo, não quer assistir a TV Globo, não assista, mude de canal. Ainda bem, temos livre arbítrio para escolher o que achamos melhor e o que mais nos agrada. E ainda bem que hoje contamos com o serviço da TV paga. E quem quiser, que assista a Record...
Assista o vídeo. Clique aqui.
Não teve cabimento nenhum essa intervenção da Record. Como eles querem ficar em primeiro lugar na audiência com esse tipo de comportamento?! Foi realmente uma cena vergonhosa. Onde já se viu a equipe da Record invadir o link da outra emissora, que por sinal era a TV Globo.
Ser “bacaninha” com a repórter uma ova (para não falar outra coisa bem feia). Planejamento é a palavra de ordem. Principalmente para uma entrevista. O negócio não era coletiva de imprensa. Não é carnaval. E pensando em mídia, divulgação, eu como assessora de imprensa não permitiria que o meu cliente primeiro desse entrevista para a emissora que não estava agendada, principalmente, por que a entrevista agendada era com a TV Globo. Agora me fala, qual cliente não prefere emplacar primeiro na TV Globo?!
O apresentador do Programa Hoje em Dia, o jornalista Celso Zucatelli ficou repetindo "é uma pena isso vai contra a democratização da informação, é uma pena que a gente veja esse tipo de imagem...". Vamos combinar, uma pena é ver o tipo de imagem que a Record estava transmitindo, o papelão que estavam fazendo invadindo o link da outra emissora. Uma vergonha é ver um jornalista ao vivo agindo dessa maneira. Puro sensacionalismo. Uma vergonha! Ai que vergonha...(e eu me formei nisso e hoje nem precisa de diploma)
Eu odeeeeio esse papinho “anti-Globo”; essas pessoas que querem parecer (e se acham) inteligentes, intelectuais e ficam com esse blá blá contra a Globo; não gosto desse argumento manjado “monopólio da informação”. (muito bem definido pela jornalista Thaís)
Meooo, não quer assistir a TV Globo, não assista, mude de canal. Ainda bem, temos livre arbítrio para escolher o que achamos melhor e o que mais nos agrada. E ainda bem que hoje contamos com o serviço da TV paga. E quem quiser, que assista a Record...
Assista o vídeo. Clique aqui.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Promessa
Eu estou viciada em sapatos. Comecei a comprar um por mês e agora compro dois. Eu estava tão controlada até um tempo atrás. Não sei o que está acontecendo. É mais forte que eu. Afirmei que não compro mais até fevereiro. Mas acho que há um mês eu disse aqui mesmo nesse blog que compraria só em dezembro. Quer dizer, não adianta eu falar. Na hora do desejo da compra, não adianta nem mais fazer aquela pergunta “eu preciso disso?”. A resposta tem sido "não, mas eu desejo, logo preciso". Que coisa feia. Que pecado! Então pensei em fazer promessa para ficar um tempo sem comprá-los. Pensei mais um pouco e fiquei me questionando sobre o sentido da promessa. Resumindo meu pensamento, a idéia da promessa é: se Deus me der o que peço (nesse caso, peço força para não gastar mais compulsivamente), eu darei aquilo que Ele gosta. E devo prometer algo que eu acho que vai agradar Deus. No entanto, em geral, acabamos prometendo coisas dolorosas: subir a escadaria de não sei de onde, não comer chocolate por seis meses (essa eu já fiz, acho inclusive, que foi a única promessa que fiz até hoje), não tomar refrigerante, não fazer sexo, fazer caminhadas de joelho, fazer jejum, etc, etc. Aí esses meus pensamentos foram mais longe... o que agrada Deus e o faz feliz é o nosso sofrimento? Deus sente prazer em nos ver sofrer? Por que prometemos coisas dolorosas? Se eu prometer não gastar mais, quem sai lucrando é minha conta bancária e como estarei agradando Deus? Como faço a minha promessa para não gastar mais? Prometo pra mim ou para Deus?
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