De: Álvaro Miranda
Enviada em: quarta-feira, 10 de março de 2010 15:12
Para: Gabriela Miranda
Assunto: Re: Oi
Gabiroba,
Muito da vida antes e depois da gente nos faz poeta, muito do que está fora, sem que a gente perceba. Você me fez poeta, desde pequena, e hoje assumo essa condição de verticalizar minha vida desse jeito, com tentativas assim de outro olhar. Mas, a poesia é inerente ao ser humano, daí que sou mais um na multidão. Isso não me incomoda, pelo contrário. Me sinto no achonchego do humano, reiventando minha própria natureza. A luz se faz entre arvoredos que inventamos, ficamos na sombra e vivemos, ficamos à luz, voamos e criamos. Nessa vida, não temos outra saída a não ser criar, seja lá o que for para o belo, o prazer, o encantamento, a troca de enriquecer o tempo com os fazeres mais simples da vida...
Grande beijo,
Seu Pai
*
Adoro receber e-mails do meu pai. Esse foi referente ao post "poeta" (logo abaixo). Não saberia viver sem receber seus textos filosóficos, poéticos. Cada texto seu alimenta minha alma; preenche sua ausência; enche minha vida de alegria e principalmente, de sentido.
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Bom dia, Chopin
De: Gabriela Miranda
Enviada em: segunda-feira, 8 de março de 2010 17:03
Para: Rodrigo Manzano
Assunto: Re: Bom dia, Chopin
Rodrigo,
Eu sempre senti que você tinha uma certa antipatia por mim. Sentimento sem motivo aparente. Acho que é simplesmente seu jeito e tentei desencanar com isso. Mas quando você me chamava de "Gabriela".....ai. Acho que depois que saí da revista devo ter comentado isso com a Dani alguma vez.
O fato é que eu sempre senti uma certa admiração por você. Sua inteligência intelectual, criatividade e o seu jeito jornalista de ser me cativou desde quando entrei na revista lá atrás quando a sede era na Av. Ipiranga. Se eu não me engano você trabalhava como redator na época, só aparecia no fechamento. E eu sempre senti vontade de me aproximar de você para ver se pegava um pouco de suas qualidades tão gritantes.
Quando você voltou para revista, já estávamos na sede atual e lembro que fiquei feliz com a notícia sobre sua volta. Tratei de comprar uma caixa de bombom pq queria muito que você se sentisse bem, além de ter sido o jeito que encontrei para dizer que gostava e te admirava. Nem sei se você vai lembrar disso...
Toda essa introdução para lhe dizer que continuo te admirando. Você é incrível como jornalista e eu posso ser considerada tipo uma fã sua. Como você é inteligente!!! E eu adorei acessar o portal hoje e ler a sua coluna "Bom dia, Chopin". Já tinha esquecido como seus textos são adoráveis. Você tem graça.
(trecho do texto)
"Na verdade, não sei porque me importava tanto, se nem católico eu era, mas aquela tinha tudo para ser a matéria mais polêmica de toda minha vida. Ela iria abalar a cidade. As beatas se organizariam. O arquiteto nutriria raiva eterna de mim. Eu alcançaria inimigos entre os reformistas (literalmente) e conservadores (literalmente), porque não me alinhava a ninguém. Eu era independente. Eu não tinha rabo preso com Deus, nem com o Diabo. Eu era um jornalista. Um jornalista de primeira grandeza. Eu era o Bob Woodward do Angelgate".
Beijo,
Gabi
De: Rodrigo Manzano
Enviada em: segunda-feira, 8 de março de 2010 17:03
Para: Gabriela Miranda
Assunto: Re: Bom dia, Chopin
Gabi, querida
Aposto também, que ao demorar para responder o seu e-mail, você deve ter pensado que além de antipatia eu nutriria também um desprezo por você. Isso só prova o quanto podemos estar equivocados em nossas percepções.
Seu email é uma brisa de frescor nos dias quentes e úmidos de São Paulo. Muitas vezes, tenho a impressão que escrevo para jogar palavras ao mar, em garrafas. Sorte terei se alguém se interessar por essas letras juntadas no calor do momento, sem muito respeito, sem muita consistência. Quando a garrafa encontra leitoras como você, fico feliz.
Tenho muito carinho pelos dias que compartilhamos em todas as fases da revista. Estou ficando um homem velho e acreditando cada vez mais na gente nova, cheia de idéias e energia como você. Só não gostava muito das suas crises emocionais. Elas eram bem cansativas. Mas eu também tenho as minhas e ninguém reclama. O sofrimento dos nossos amigos é também o nosso.
Pois bem, se tem um sentimento que eu tenho por você, além de carinho, é uma puta inveja. Você escreve bem pra caralho naquele blog e eu fico pensando nesse talento incubado ai, no seu gene paterno (somente uma filha de poeta escreveria coisas tão boas). Ou será que é seu pai que escreve?
beijos
Rodrigo
*
Nota da blogueira: Rodrigo é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. E claro, muito admirável.
Enviada em: segunda-feira, 8 de março de 2010 17:03
Para: Rodrigo Manzano
Assunto: Re: Bom dia, Chopin
Rodrigo,
Eu sempre senti que você tinha uma certa antipatia por mim. Sentimento sem motivo aparente. Acho que é simplesmente seu jeito e tentei desencanar com isso. Mas quando você me chamava de "Gabriela".....ai. Acho que depois que saí da revista devo ter comentado isso com a Dani alguma vez.
O fato é que eu sempre senti uma certa admiração por você. Sua inteligência intelectual, criatividade e o seu jeito jornalista de ser me cativou desde quando entrei na revista lá atrás quando a sede era na Av. Ipiranga. Se eu não me engano você trabalhava como redator na época, só aparecia no fechamento. E eu sempre senti vontade de me aproximar de você para ver se pegava um pouco de suas qualidades tão gritantes.
Quando você voltou para revista, já estávamos na sede atual e lembro que fiquei feliz com a notícia sobre sua volta. Tratei de comprar uma caixa de bombom pq queria muito que você se sentisse bem, além de ter sido o jeito que encontrei para dizer que gostava e te admirava. Nem sei se você vai lembrar disso...
Toda essa introdução para lhe dizer que continuo te admirando. Você é incrível como jornalista e eu posso ser considerada tipo uma fã sua. Como você é inteligente!!! E eu adorei acessar o portal hoje e ler a sua coluna "Bom dia, Chopin". Já tinha esquecido como seus textos são adoráveis. Você tem graça.
(trecho do texto)
"Na verdade, não sei porque me importava tanto, se nem católico eu era, mas aquela tinha tudo para ser a matéria mais polêmica de toda minha vida. Ela iria abalar a cidade. As beatas se organizariam. O arquiteto nutriria raiva eterna de mim. Eu alcançaria inimigos entre os reformistas (literalmente) e conservadores (literalmente), porque não me alinhava a ninguém. Eu era independente. Eu não tinha rabo preso com Deus, nem com o Diabo. Eu era um jornalista. Um jornalista de primeira grandeza. Eu era o Bob Woodward do Angelgate".
Beijo,
Gabi
De: Rodrigo Manzano
Enviada em: segunda-feira, 8 de março de 2010 17:03
Para: Gabriela Miranda
Assunto: Re: Bom dia, Chopin
Gabi, querida
Aposto também, que ao demorar para responder o seu e-mail, você deve ter pensado que além de antipatia eu nutriria também um desprezo por você. Isso só prova o quanto podemos estar equivocados em nossas percepções.
Seu email é uma brisa de frescor nos dias quentes e úmidos de São Paulo. Muitas vezes, tenho a impressão que escrevo para jogar palavras ao mar, em garrafas. Sorte terei se alguém se interessar por essas letras juntadas no calor do momento, sem muito respeito, sem muita consistência. Quando a garrafa encontra leitoras como você, fico feliz.
Tenho muito carinho pelos dias que compartilhamos em todas as fases da revista. Estou ficando um homem velho e acreditando cada vez mais na gente nova, cheia de idéias e energia como você. Só não gostava muito das suas crises emocionais. Elas eram bem cansativas. Mas eu também tenho as minhas e ninguém reclama. O sofrimento dos nossos amigos é também o nosso.
Pois bem, se tem um sentimento que eu tenho por você, além de carinho, é uma puta inveja. Você escreve bem pra caralho naquele blog e eu fico pensando nesse talento incubado ai, no seu gene paterno (somente uma filha de poeta escreveria coisas tão boas). Ou será que é seu pai que escreve?
beijos
Rodrigo
*
Nota da blogueira: Rodrigo é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. E claro, muito admirável.
terça-feira, 9 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
sempre penso nisso
"Não se fala da morte por causa da morte, mas por causa da vida. Lidar bem com a certeza que todos temos de morrer um dia, mais cedo ou mais tarde, é fundamental para viver melhor. E para compreender a natureza fugaz e preciosa da vida".
Eliane Brum
Eliane Brum, minha repórter preferia deixou a redação da revista Época. Adoro seus textos. Sua coluna da semana passada, no site da Época, me emocionou muito. Cheguei ficar com olhos lacrimejados. E a alma embargada.
Vou deixar registrado aqui. E quem quiser pode acessar:
Escrivaninha Xerife
Eliane Brum
Eliane Brum, minha repórter preferia deixou a redação da revista Época. Adoro seus textos. Sua coluna da semana passada, no site da Época, me emocionou muito. Cheguei ficar com olhos lacrimejados. E a alma embargada.
Vou deixar registrado aqui. E quem quiser pode acessar:
Escrivaninha Xerife
Poeta
Meu pai é poeta. O meu poeta preferido.
Eu sempre quis inspirar um poema para ele.
Nessa última viagem ao RJ ele me disse em plena praia do Leblon:
- Gabiroba, minha filha, você é meu carnaval.
Taí. Acho que posso considerar isso um poema.
Eu sempre quis inspirar um poema para ele.
Nessa última viagem ao RJ ele me disse em plena praia do Leblon:
- Gabiroba, minha filha, você é meu carnaval.
Taí. Acho que posso considerar isso um poema.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Palavra, pra que te quero?
Começa agora uma nova seção nesse blog. Já faz algum tempo queria diferenciá-lo de alguma forma. Ele vai fazer 1 ano!!! A primeira ideia foi esse post abaixo "Sempre Quis" - jargão muitas vezes utilizado pela minha amiga Nina para afirmar exatamente isso: sempre quis. Nem pedi licença pra ela, fui usando. A ideia é postar uma vez e outra uma imagem de algo que sempre quis. Mas essa nova ideia é mais original. Meu amigo de infância (nem nos conhecemos, ele trabalhou na empresa para qual trabalho atualmente, é tipo um mito: tem alguém que sempre fala dele e ele nem deve existir), Alan Patrik, desenhista, vai enviar desenhos exclusivos para o Blog da Gabiroba. É uma seção sem nome, sem compromisso. O tema sempre será o do desenho. O primeiro é "Palavra, pra que te quero?", com o mímico Joaquim Sem Sobrenome. Eu muitas vezes já me perguntei para quê quero palavras. Elas muitas vezes distorcem o que queremos dizer, outras vezes expressam muito bem. Uma coisa de louco.
Sobre o artista:
Atualmente, ele é assistente jurídico e não gosta muito do que faz. Ele se autodefine "sou menino em fase de amadurecimento. Existem muitas coisas que todo mundo já sabe que eu ainda não conheci. As que já conheci, algumas foram da pior forma possível e assim a vida veio me ensinando".
Ele estuda aos sábados no período da manhã, depois sai com a namorada e na outra parte do tempo, dorme. Aos domingos, é voluntário em dois abrigos da Liga Solidária, onde dá aula de desenho. "Não sei muito sobre, mas ensino tudo que sei e da melhor forma possível (na visão de Educador)".
Ele estuda aos sábados no período da manhã, depois sai com a namorada e na outra parte do tempo, dorme. Aos domingos, é voluntário em dois abrigos da Liga Solidária, onde dá aula de desenho. "Não sei muito sobre, mas ensino tudo que sei e da melhor forma possível (na visão de Educador)".
Quando pergunto sobre sua profissão, ele se questiona: "Minha futura profissão? Sei que é algo relacionado a desenho e que seja livre, só não sei em qual ramo do desenho eu quero entrar e que se encaixe no que desejo... Essa escolha, está sendo uma das mais difíceis que enfrentei e enfrento... Sempre me senti bem desenhando e há poucos meses percebi o real motivo. Esse gosto pelo desenho, parte de criança e quando desenho é como se eu estivesse no meu mundinho particular, sem interrupções, totalmente livre para fazer o que eu quiser. Vai ver eu tenho sede de liberdade, e pra não morrer seco, eu desenho".
O convite para ele desenhar para Blog foi super de repente. O Thiaguinho tem sua parcela de culpa. Foi ele quem me apresentou o Joaquim Sem Sobrenome (o desenho). Na mesma hora fiz o convite para o Alan e descobrimos um ponto em comum: ele não gosta de compromisso - no sentido de não gostar de se comprometer em fazer algo que gosta para não virar uma obrigação, quer dizer, o agradável pode se tornar insuportável e uma chatice. Por isso o desenho não terá data certa para ser publicado. E o Alan aceitou:
"Nós, Joaquim e Eu, aceitamos e agradecemos seu convite".
terça-feira, 2 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Alegrias
Minha alegria é assim, por nada e independente. Para surgir não precisa de um acontecimento exuberante. Ela vive em mim. É minha companheira constante. Acompanha-me desde pequena, mesmo quando não parecia existir. Em alguns momentos me perco dela, mas logo nos encontramos. Ela vive em minha alma. E vivemos felizes assim.
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