quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O ponteiro do segundo não para

Há dois meses e uma semana penso nisso todos os dias: como perdemos tempo nessa vida. Há dois meses foi quando minha vida mudou para sempre. O dia que meu Ben nasceu. Eu posso dizer com propriedade: perdemos muito tempo nessa vida. A gente perde tempo sentindo medo, sofrendo por antecipação, pensando no que poderia ser. Perdemos tempo nos preocupando com coisas que não valem a pena, com bobagens, com o que vão falar de nós, pensando em como vamos dizer "não", como será o amanhã, como será o natal, como vamos pagar aquela tão sonhada viagem. A gente perde muito tempo nessa vida - que é tão frágil e breve. Pra depois, no final das contas, dar-se conta que o mundo, apesar de transitório, está do mesmo jeito e que nada vai mudar por nossa causa. No final, o que vale na vida é o amor. Ele que transforma. Ele que te transforma. O amor que impulsiona. É o amor que embeleza a vida (e a alma).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fraldas, bolsas e mulheres

Depois que o bebê nasce você deixa de ser um indivíduo. Todo mundo só pergunta do bebê, esquecem de você. E até você esquece-se de você. Eu esqueço várias vezes de comer, de ir ao banheiro. Super sério isso. Esquecemos que somos um indivíduo com necessidades e quereres. Dei conta disso de um jeito meio bizarro. Ao sair pra qualquer lugar antes eu escolhia a bolsa que usaria, agora eu tenho que arrumar a bolsa do bebê. Detalhe, a bolsa é sempre a mesma, no meu caso uma de cor bege (combina com tudo) com uma girafa, um leão e um hipopótamo (eu acho) bordados na frente. Então, eu me arrumo toda, coloco um sapato bonito, uma roupa bonita, uma jóia (ou biju) e....a bolsa bege do bebê. Eu acabo pegando só a carteira e colocando dentro da bolsa bege. De repente todo meu investimento em bolsas foi para os ares. E olha que eu tenho um bom investimento desses. Pense numa pessoa que gosta de bolsas e sapatos = EU. Pensando nisso, comentei com o marido que eu precisava de uma necessaire grande para colocar as coisas do bebê e levar dentro da minha bolsa (no caso teria quer bolsa grande). Dedicaria minhas idas ao shopping a procura de um produto que atendesse minha necessidade. Foi mais fácil do que pensei. Sábado estávamos na Etna e quando caminhávamos na parte infantil eis que me deparo com uma necessaire perfeita! O produto é da marca Nino Nina que tem coisas maravilhosas para bebê! Eu ganhei uma roupa de cama linda de morrer para o Benjamin. Na Etna os produtos da marca são um pouco caro, mas não sei quanto custa em outros lugares. Porém, sãos produtos de excelente qualidade. Na mesma hora que vi a nécessaire já peguei para levar, quando vi o preço (R$60!) pensei um pouco. Bem pouco mesmo, tempo insuficiente para voltar atrás na ideia de levar. Fiquei decepcionada porque só achei cor rosa quando avistei uma única peça na cor verde bem clarinha. Peguei! Comprei! E adorei!!! Cheguei em casa e fiz o teste. A necessaire é ótima para colocar dentro da bolsa feminina, além de atender as necessidades do bebê. Nela consta bolso para colocar fraldas, dois bolsos para colocar pomadas ou miniaturas de produtos infantis (shampoo, óleo, lenço umedecido, etc), e ao abrí-la por inteiro tem até trocador! Uma MARAVILHA! E linda. Pode até parecer fútil, mas achei que deveria fazer o papel de serviço e divulgar aqui no blog. Antes de sermos mães, somos esposas, filhas, irmãs, amigas e principalmente, mulheres. E que mulher não gosta de se vestir bem na hora de sair, ou melhor, que mulher não gosta de se sentir bem? Eu sei que adorei estrear a necessaire com a minha Louis Vuitton (e sair sem a bolsa bege)! Fica a dica.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Defina alegria

Você acordar numa segunda-feira e lembrar que não precisa ir trabalhar.
Morar numa praça.
Ouvir o canto dos pássaros.
Poder apreciar um lindo céu azul.
Flagrar o sorriso mais lindo do mundo: do seu filho.
Ser gentil. Receber gentileza.
Construir, buscar, atingir.
Flores em casa. Vale cactos.
Ter seu melhor amigo, seu cão, sempre fiel ao seu lado.
Passar mais dias livres com sua mãe.
O descompromisso.
O sol batendo na cara.
Até uma chuvinha.
Poder sonhar. Dormindo ou acordado.
Ouvir sua música preferida.
Ler um livro.
Ver um filme. Em casa ou no cinema.
Caminhar no parque, no clube ou na preça.
Ter amigos. Bons e verdadeiros amigos.
Ficar a toa. De boa.
Gozar de saúde.
Aproveitar.
Viver. Apesar de tudo e por tudo, viver...

domingo, 31 de julho de 2011

Diversas sensibilidades

Ouvi vários conselhos durante a gravidez, mas os melhores foram:

:-) Você vai ser a melhor mãe que o seu filho pode ter;
:-) Você vai descobrir que é mais forte do que imagina.

Esse último, inclusive, me emocionou demais. Eu que era a pessoa mais cagona do mundo, descobri que sou mesmo mais forte do que imaginava. Hoje posso dizer que não tenho medo de nada, exceto de uma coisa: de morrer. Acho que antes eu nem pensava nisso, mas agora penso que não posso morrer de jeito nenhum pois tenho o meu filho para criar, educar, apresentar esse mundo, proteger, abraçar e encher de carinhos.

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Dia desses recebi um conselho que sem dúvida foi o melhor dos últimos tempos, que é para eu ficar atenta aos meus instintos de mãe...e eu estou.

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Quando temos um filho precisamos estar preparados para o inesperado. Nada mais é possível programar. Você vive em função dele.

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"Filho" virou minha palavra favorita, adoro pronunciá-la e faço com gosto, com orgulho, cheia de bossa.

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Ainda é difícil acreditar que Benjamin saiu de mim, faz parte de mim, que pertence a mim. Quando ele sorri então...fica ainda mais inacreditável.

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A semana que passou foi punk, bem difícil. Por incrível que pareça tudo passou no momento que atravessei a porta da pediatra. E mais uma descoberta: se eu estou bem, Meu Ben também está. Se ele está bem, eu também estou. Isso é real.

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Ah!!! Fazer compras também ajudou!

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Cada quilo que meu Ben ganha, eu perco um. Eita menino guloso!

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Meu Ben adora banho e eu adoro dar banho nele.

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Cada dia que passa estou mais apaixonada...

terça-feira, 26 de julho de 2011

...

...temos que enxergar as coisas com um olhar diferente, mesmo que seja defícil. A noite tudo parece maior do que realmente é. Talvez a escuridão seja lente de aumento. Não podemos esquecer que logo o sol chega e ilumina tudo. E ao final de cada dia tem um lindo por do sol.

Tolerância zero

Estou um pouco intolerante, admito. Mas não é fácil ser mãe de primeira viagem, ou melhor, não ter uma baba. Embora minha mãe e minha irmã venham direto em casa, não é fácil morar longe delas. Aliás, pensar nisso tem me deixado louca, que mulher em perfeitas condições mentais vai morar perto da sogra e não da sua mãe? É não sei. Vantagem, acreditem, não tem nenhuma. Descobri que acordar no meio da noite para dar de mamar ou ficar a noite toda acordada não é o que me irrita. Até pq não tem como você ficar irritada com o bebê, o carinha não pediu pra nascer. O que me tira do sério são outros fatores. (estou dando de mamar enquanto escrevo aqui, Benjamin soltou um pum que delata o estrago que fez na fralda que acabei de trocar, ele olha pra mim e da um sorrisão, tem como ficar brava? Tem é que agradecer por ele está cagando e não sentido cólica). Além de tudo tenho sentido uma puta de uma dor nas costas, sem contar a dos braços. Não aguento ouvir pergunta do tipo: "quer que faça; precisa de ajuda"? Já não é óbvio? E estou com uma teoria que é a seguinte: quem quer ajudar não pergunta, faz. Eu sei que é complicado. Estou me sentindo numa prova de fogo. É como se eu tivesse sendo testada pra ver até onde vai o meu limite. Lembra da fralda?! Pois é, o estrago foi tão grande que tive que trocar a roupa inteira do Ben. Só pra constar roupa inteira significa body, calça, macacão. Detalhe: eu tinha trocado tudo isso antes da mamada... Mas nada que um sorrisinho dele não faça esquecer esse detalhe...

domingo, 24 de julho de 2011

Pensamentos soltos

Se o marido não está em casa as pessoas perguntam “você está sozinha?”. A resposta é sempre a mesma: não, estou com o Ben. Desde quando engravidei não fiquei mais sozinha. E acho que vai ser assim. Bom, pelo menos enquanto ele depender de mim, não ficarei mais só. Pensando nisso, outros devaneios preencheram essa tarde. Na verdade já faz alguns dias que ando me dando conta de como a minha vida mudou e o quanto ainda vai mudar. É impactante esse negócio de se tornar mãe. Agora eu sei que vivo para meu filho. Hoje senti saudades de mim. Algumas pessoas não gostam de sentir saudades. Eu gosto. Afinal, sentimos saudades de coisas boas. É nostálgico. Mas nostalgia, algumas vezes, faz bem pra alma. Diversas pessoas já me falaram para aproveitar muito esse período do Ben porque passa rápido. Acho mesmo que devemos aproveitar todos os momentos da vida, principalmente com os nossos filhos – porque após tê-los o tempo realmente passa mais rápido (e olha que o meu está com um pouco mais de um mês). Percebo que senti saudades de mim porque o meu futuro chegou rápido demais. O ano, por exemplo, mal começou e já está terminando...

sábado, 9 de julho de 2011

Os 9 meses mais rápidos da minha vida

Ontem iniciei uma limpeza no guarda roupa. Tirei um monte de peças que já não me servem mais e outras que não usarei. Ao me deparar com os vestidos que usei durante a gestação me bateu uma saudade enorme do meu barrigão. De ontem pra hoje me dei conta de como o tempo passou tão rápido. Foram as 40 semanas e 6 dias mais rápidos da minha vida. Nunca vou me esquecer do dia em que descobrimos a gravidez. Acho que nunca vou esquecer desse período que foi um dos mais especiais. E aconteceu tanta coisa de lá pra cá. Eu passei um pouco mais de três meses passando mal, enjoando, vomitando no carro, no metro, em casa, no supermercado, no trabalho, no elevador, nas vielas de Paris; compramos apartamento; troquei de obstetra; não entendia como as mulheres gostavam de ficar grávidas, não encontrava a graça dessa brincadeira; chegou o Verão, minha estação preferida do ano; a Dilma foi eleita; chegou o Natal; fomos à Paris e passamos o Réveillon por lá; passei férias em Búzios; carnaval em São Paulo; chegou o aniversário do Marido; meu aniversário comemorei no Rio de Janeiro e pra chegar lá pegamos um puta trânsito; chegou o Outono; comemorei meu primeiro dia das mães; fiz não sei quantos ultrassons; três exames de sangue; dois de urina; passamos váaaaaarias horas na sala de espera do melhor obstetra que poderia ter tido; fomos a muitas lojas de móveis para bebê; li diversas coisas sobre gestação; comprei livros; fui seis vezes na 25 de março; montei as lembrancinhas; fiz chá de bebê; tive um chá de fraldas na Globo; fiquei de licença; fiquei enjoada de shopping; de Mc Donald's; de doce; de perfumes então (aff!); um ano e meio sem escova progressiva e ainda vou ficar pelo menos mais meio ano sem; fiz drenagem linfática; hidroginástica; tive bastante sono, dormi muito e agora acho que foi de menos; fiz, aproximadamente, uns 38 mil litros de xixi; consumi, aproximadamente, um milhão e meio de cubos de gelo; fiz dois ensaios fotográficos; fiquei enjoada de morango (que era minha fruta preferida); tive vontade de comer comida japonesa e fomos diversas vezes ao restaurante; acordei uma única vez de madrugada com vontade de tomar suco de maçã (por sorte tinha em casa); comecei terapia; passei horas cagando de medo da anestesia, só pra depois, em um segundo, descobrir que foi uma bobagem sentir medo; usufrui centenas de vezes do atendimento preferencial (banco, metrô, supermercado, Louvre, Arco do Triunfo, banheiros, etc); muitas vezes desejei que fosse parto normal e, principalmente, que acontecesse de forma rápida e de repente; parto normal não foi possível, mas aconteceu num dia inesperado e bem de repente, conforme eu queria; recebi muitos elogios e me senti a grávida mais linda do mundo; então encontrei a graça e compreendi porque as mulheres gostavam de estar grávidas e amei também estar nesse estado. Os vestidos me fazem recordar esse momento que foi o mais inestimável da minha vida. Não vou me desfazer de nenhum deles, mesmo os de tamanho maior. Ficarão guardados, quem sabe, para serem usados num futuro próximo. ;-)