Saudaaaades de um tempo que não volta mais...domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Estive pensando sobre isso
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncios; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois povos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; às vezes acaba na mesma música que começou; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba com esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Trecho do texto O amor Acaba, de Paulo Mendes Campos.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Dia dos namorados
Lojas cheias, restaurantes super lotados, motéis com fila na entrada.
É sempre a mesma fórmula: Flores + bombons + restaurante + lingerie nova + motel.
Para os solteiros é época de depressão total.
Para os acompanhados é época de trocar ideias de presentes.
Por que todos os dias não podem ser especiais?
Por que não fazer uma surpresa no meio do dia para a pessoa amada?
E por que não presenteá-lo (a) sem motivo num dia qualquer?
Por que está tão em desuso os pequenos gestos?
Bom, eu não tenho do que reclamar. Mas deixo aqui minha sugestão.
Faça algo diferente. Crie. Fuja do previsível.
domingo, 31 de maio de 2009
Relacionamentos
Às vezes estamos tão acomodados que não nos damos conta. Lutamos contra sentimentos de ciúmes, posse, tomamos uma dose de coragem com bastante gelo e...terminamos.
Nada é em vão. Nada fica perdido. Planos e sonhos são refeitos. A vida continua. E quando você decidir caminhar em frente, ao olhar para trás, vai ter certeza que não faria nada diferente.
E não importa a quantidade de namorados que você teve ou terá até ficar com aquele que será "para sempre". O que importa é você estar preparado para encontrá-lo.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Mãe, minha vida
Minha mãe é meu alicerce.
Quem não tem mais a mãe ao seu lado, daria tudo para vê-la novamente e dela receber um afago, uma palavra de carinho.
Cuide bem da sua mãe. Cuide bem do seu amor.