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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Todos os lugares (me) levam a Lapa

Eu não ando muito de ônibus. Já andei muuuuito, mas faz tempo que não faço uso diário. As poucas vezes que pego ônibus, eu pego errado. O pior é que toda vez que preciso pegar é para o mesmo roteiro. E sempre no mesmo ponto. Eu não entendo como eu pego ônibus errado. Quer dizer, entender eu entendo, mas não consigo compreender (sente a diferença?!). Geralmente costuma ser assim: eu leio o letreiro e certificada (erroneamente) de que é o ônibus do meu destino, faço o sinal. É bem assim: euleiooletreiro! E não sei como nunca é o meu destino correto. Poderia dizer que isso se deve ao fato de fazer pouco uso desse meio de transporte. Mas seria uma desculpa muito tola. Eu sou completamente louca, desligada. E praticamente uma sexta-feira sim outra não eu pego o transporte errado. E o mais engraçado é que eu sempre vou parar quase no mesmo lugar: em algum lugar da Lapa. Sempre é um lugar diferente da Lapa. E da última vez eu fui me dar conta no ponto final do ânibus. Todo mundo levantando, descendo normalmente e eu sentada. A essa hora eu rindo (eu consigo rir e muito das minhas bizarrices) comentei com o cobrandor "peguei o ânibus errado, aonde estou?!", e ele "Na Lapa. Pra onde você vai?". Pensei: Ah, na Lapa tá tranquilo, aqui já nem me sinto mais perdida. O cobrador gentilmente me explicou como pegar o transporte correto para o meus destino. Algum dia eu ainda vou lapa py@ q piiiiiiiiiiiiiiii...

sábado, 20 de junho de 2009

Tudo novo de novo

Adoro a nova série da TV Globo, Tudo novo de novo. É a história do dia-a-dia de uma família dos tempos atuais. Pra mim é história antiga: casais que se separam, casam-se novamente, filhos (e esposas) que tem que se acostumar com “filhos-irmãos” do primeiro casamento do pai, a sua mãe ou a nova esposa grávida do pai (ou do novo marido), você tendo que aceitar a esposa ou marido atual, férias, finais de ano alternados na casa de um e de outro. Confuso?! Pra mim não. Adoro a série, mas pra mim não tem nada de novo. Acho tão normal. Na minha família sempre foi assim. Meu pai teve três mulheres. Tenho irmãos do mesmo pai e mães diferentes. Quando viajava para casa de meu pai com as amigas, elas achavam no mínimo esquisito fazer um programa no qual estavam a mulher atual, a anterior, o pai e os filhos de ambos. Logo, a minha família sempre foi contemporânea. A única diferença é que só o meu pai sempre teve filhos de outro “casamento”, isto é, ele sempre vinha com bagagem, e eu, sempre fui a primeira peça de sua mala.

Acho que por isso, talvez, eu tento fazer diferente: começa que casei na igreja de papel passado e tudo o que eu tinha direito, faltou só o príncipe chegar num cavalo branco. Meus pai, por exemplo, viveu se juntando. Tem coisa mais moderna do que ir morar junto e ser considerado casado? Pretendo ter filhos do meu marido e não me separar. Mas nunca sabemos o dia de amanhã. Se tudo seguir como imagino, será tudo novo, conforme antigamente e como deveria ter sido com meus pais, mas tenho que admitir que já vim de um mundo que se torna atual apenas hoje, que no entanto caso a natureza queira se intrometer nos meus planos e mudar tudo, será tudo novo de novo. E aí só vai me restar cantar "É tudo novo de novo/vamos nos jogar onde já caímos/tudo novo de novo/vamos mergulhar do alto onde subimos".