domingo, 7 de junho de 2009

Você faz minha VIDA ficar mais rara

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...
Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
De cara!...

Sorte
Caetano Veloso

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Momento Obaníaca


Um gesto ou um olhar desses vale mais que qualquer palavra ou qualquer presente. Existem coisas que o dinheiro não paga, nem o Mastercard.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dia dos namorados

As lojas do shopping, os comerciais de TV, os amigos COM namorados, anunciam a chegada do Dia dos Namorados.

Lojas cheias, restaurantes super lotados, motéis com fila na entrada.

É sempre a mesma fórmula: Flores + bombons + restaurante + lingerie nova + motel.

Para os solteiros é época de depressão total.
Para os acompanhados é época de trocar ideias de presentes.

Por que todos os dias não podem ser especiais?
Por que não fazer uma surpresa no meio do dia para a pessoa amada?
E por que não presenteá-lo (a) sem motivo num dia qualquer?
Por que está tão em desuso os pequenos gestos?

Bom, eu não tenho do que reclamar. Mas deixo aqui minha sugestão.

Faça algo diferente. Crie. Fuja do previsível.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sobre suicídio

Eu penso demais, fico tentando encontrar respostas...
Ontem conversando sobre minha comoção diante do suicídio e minha convicção ao que leva as pessoas se tornarem suicidas, ouvi uma resposta categórico e direta: "é uma pessoa fraca".
Uma onda de fúria percorreu o meu corpo. Não por ouvir essa opinião, mas por ter certeza que muitos pensam da mesma forma, que é simples assim. Tentei mais uma vez expor minha opinião, mas eu acho que não fui clara e ainda não sei se vou conseguir ser.
Dentro de mim está esclarecido. Não é fraqueza por si só que leva uma pessoa ser suicida. É uma sucessão de fatos que acaba o tornando fraco: depressão, não conseguir enxergar nenhuma luz no fim do túnel, nenhum caminho à frente, falta de crença, de esperança, et cétera. Suicídio é um ato de desespero sim e a pessoa faz de maneira planejada. Provavelmente, ela não está em seu juízo perfeito, não se pode cobrar equilíbrio, razão e muito menos força. É fraqueza da pessoa sim, mas não tão simples de ser resumido assim "é uma pessoa fraca". É algo que vai além, seguido de um monte de coisas e sentimentos obscuros e desconhecidos por nós que acreditamos na vida e, é claro, preferimos enfrentá-la.

Aviões carregam sonhos

Alguém conseguiu definir exatamente o que penso sobre tragédias com avião.

A primeira vez que viajei de avião estava indo para Porto Seguro. Acho que estava nervosa. Mas nada se compara ao nervosismo que sinto toda vez que entro num avião, após o acidente da Tam. Esse mexeu profundamente comigo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

As fatalidades da vida

Eu fico muito sensível diante certos acontecimentos.
A semana já começou com o desastre do avião. Até que me provem o contrário, eu mantenho a minha esperança de que tudo vai acabar bem. Mas infelizmente os fatos surgem devastando não só as minhas esperanças.

Hoje a Av. São Luiz com a Ipiranga parou. Um homem se atirou do Edifício Itália. Hoje resolvi almoçar no shopping Light. Ao descer a rua me deparei com os vestígios do ocorrido. Metade da calçada estava fechada com fita de emergência e em volta uma imensa roda humana tinha se formado. O corpo estava tampado, mas a calçada estava repleta de partículas. Uma vida. O suficiente para eu perder a fome e uma tristeza me abater.

Tentei passar o mais rápido possível. Não queria ver aquela cena. Enquanto andava na São Luiz me deparava com um monte de pessoas, comentando, julgando o caso, aquela pessoa. Inclusive a roda humana.

Entendo e ao mesmo tempo não entendo a curiosidade humana. Que todo mundo tem curiosidade eu sei. Eu também tenho. Entendo que algumas coisas precisamos constatar com nossos próprios olhos. Tem coisa que é preciso ver para cair uma ficha dentro de nós. Mas acredito que não era o caso. As pessoas ficam ali em volta, julgando, comentando e aumentando o caso. Pra quê? Para dizerem orgulhosos em casa que viram um corpo estatelado, destruido?!

O que eu vi foi uma vida destruida. Não sei o motivo. Mas imagino que só uma coisa leva a esse ponto....o desespero. E o desespero tem suas razões, além de ser troiçoeiro. Ele desperta no ser humano um lado oculto que ninguém conhece. Todos carregam em si um lado forte e outro fraco, assim como todo mundo tem o lado bom e o ruim.

Essa noite não vou conseguir dormir. Tenho certeza que vou colocar minha cabeça no travesseiro e ficar pensando nessas tragédias. Nessas vidas.

Qual o seu livro de cabeceira?

Eu sempre sonhei em um dia ser entrevista por Marília Gabriela, Serginho Groisman, Jô Soares, Hebe, etc. Sempre me imaginei respondendo a uma única pergunta: "Qual seu livro de cabeceira?". Que boba!
Adoro ler. Sempre estou lendo algo. Às vezes leio 2 ou 3 livros ao mesmo tempo.
Acabei de ler Castelo de Vidro, presente de aniversário que ganhei de uma grande amiga.
Alguns livros começo a ler e não consigo avançar, desisto. Antes eu me obrigava a ler até o fim, achava um absurdo começar e não terminar um livro. Hoje largo a leitura ao meio sem nenhum pudor. Quem sabe um dia eu volto nele e termino.
Alguns livros eu devoro, quero tanto saber o final que vou lendo, lendo até acabar. Sem contar às vezes que dou um pulo nas últimas páginas só para ter uma idéia do que vou encontrar. Sim, eu já me corrompi a esse ponto. Mas não faço mais isso.
Outros são para serem lidos devagar. É o caso de "Ostra feliz não faz pérola", de Ruben Alves. Ganhei do Marido, em novembro de 2008. Não acabei de ler ainda e não tenho vontade de acabar de tão gostoso que é lê-lo. Trata-se de um livro de contos, pensamentos, devaneios, etc. É dividido em vários temas como trabalho, amizade, amor, beleza, educação... Sempre volto a lê-lo entre o término de um livro e outro. É daqueles livros que você faz anotações, lê duas ou três vezes a mesma coisa só para se certificar que o autor pensou naquilo mesmo.
Acho que o livro de cabeceira é aquele que você gosta tanto, que ele fica lá ao seu lado para quando quiser dar uma folheada, e não diretamente o que você está lendo (mas esse conta também). Por muito tempo o meu livro de cabeceira ficou sendo A menina que roubava livros. Atualmente, se me perguntarem, responderei: - é Ostra feliz não faz pérola.

Selecionei algumas das coisas deliciosas que Ruben Alves escreve em seu livro:

A cena
“O apaixonado sofre menos com a morte da pessoa amada que com a sua partida para um novo amor. A morte torna eterno o amor. Ela fixa, para sempre, a bela cena. A partida, ao contrário, a destrói.”

Encontro e separação
“Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque amor é algo que não se possui, jamais. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E, quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do encontro.”

Bicho-de- pé e educação sexual
O bicho-de-pé merece sobreviver por suas múltiplas utilidades, entre elas, o seu uso didático, utilíssimo em aulas de educação sexual. A jovem, com medo da noite de núpcias, perguntou à mãe se doía muito. Ao que a mãe respondeu: “É feito bicho-de-pé. Dói um pouquinho, mas depois a gente não quer parar de esfregar...”

Sensacional.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sentimento - no meu peito eu tenho demais

Expectativa e ansiedade moram ao lado. E ambas habitam um espaço de 70m2, na rua do Fora de Controle, s/n, dentro do meu coração.

Quero parar de pensar. Tem como?
Não, dormir não adianta. Eu penso até dormindo.
Acho que vou na farmácia.

- Moço, me dá uma pílula "antiExpectativa e antiAnsiedade".
- Não tenho. Acredito que nem exista.
- Ok. Me dá então anticoncepcional mesmo.