Eu super amo o mês de abril. E há quem afirma que é por ser o mês do meu aniversário. Que seja. Eu amo abril, amo a brisa do outono que vem com ele, amo páscoa, amo os dois feriados que tem no mês, amo ainda mais o sol, amo cada dia e hora de abril. Amo. Amo. Amo. E esse ano não vou citar o poema que gosto muito As cores de abril, já postado em abril/2009. Vou postar um dos meus textos preferidos de Cecília Meireles que não fala sobre abril, mas da arte de ser feliz. Um dos textos mais delicados que conheço, que define muito bem a minha maior convicção: a felicidade está nas coisas simples da vida. Feliz Abril!
Houve um tempo em que minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal, no canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? quem as comprava? em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? e que mãos as tinham criado? e que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu que participava do auditório imaginava os assuntos e suas peripécias – e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos: que sempre me parecem personagem de Lope de veja. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Encontros
A vida é feita de encontros e desencontros. Hoje Ontem foi dia de encontros. Há uma semana combinamos eu, Dani e Thaís de nos encontrar. E não é que deu certo?! Sem furo, sem mudanças de planos, sem namoridos, sem chuva, só nós e diversos assuntos para falar. Três mulheres e três milhões de assuntos infinitos, só multiplicando na mesa do bar. Valores de vida/as coisas simples dela/ deficiência física/ madrasta/ filhos/ gravidez/ marido/ enteada/ mães/ pais/BBB/ família/escolas/ensino/educação/dinheiro/viagem/livros/pensamentos/entre tudo isso muita risada.Tudo isso assim sem vírgula, sem ponto final (até porque essas pautas vão voltar para a mesa). Entrávamos em um assunto e no meio dele introduzíamos outros e voltávamos para finalizar o primeiro. E a noite foi seguindo agradavelmente (e "arejada") até darmos conta do horário.
Dani e Thaís são pessoas mega especiais pra mim. Amizades que conquistei na revista. Eu e Dani nos falamos constantemente e isso me dá um alivio no peito, porque ao sair da revista tive medo de perder um pouco o contato com ela – o que me assustava, eu não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. A Thaís é engraçada. Algumas vezes quando ela envia algum e-mail dá um jeito de dizer “olha, sei que eu não falo, mas amo vocês”! Ela é do tipo relapsa (no sentido de não ficar ligando, enviando e-mail, essas coisas) e principalmente, prática. Muito prática. Admiro as duas. Sinto um pouco de inveja delas – uma vez que uma tem a companhia da outra diariamente e eu não mais. E ninguém substitui a falta que elas me fazem no dia a dia.
Vamos repetir a dose!
Dani e Thaís são pessoas mega especiais pra mim. Amizades que conquistei na revista. Eu e Dani nos falamos constantemente e isso me dá um alivio no peito, porque ao sair da revista tive medo de perder um pouco o contato com ela – o que me assustava, eu não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. A Thaís é engraçada. Algumas vezes quando ela envia algum e-mail dá um jeito de dizer “olha, sei que eu não falo, mas amo vocês”! Ela é do tipo relapsa (no sentido de não ficar ligando, enviando e-mail, essas coisas) e principalmente, prática. Muito prática. Admiro as duas. Sinto um pouco de inveja delas – uma vez que uma tem a companhia da outra diariamente e eu não mais. E ninguém substitui a falta que elas me fazem no dia a dia.
Vamos repetir a dose!
Enfim, acabou o BBB 10
Não gostei dessa edição, já disse. Muitas crises, brigas, neurose. Muita mulher chata. Eu não torcia para ninguém. Ahhh!!! Torcia sim! Pela saída do Dourado. E como ele nunca era eliminado passei a torcer para quem ia ao paredão com ele. E a pessoa sempre era eliminada. Então passei a torcer pelo Cadu. A única pessoa que eu achei digna! O Bial disse bem: Cadu tem pinto doce 3 metros de coração. Aquele perdição corpo ñão é só um corpo, é puro coração recheado de caráter. Merecia ganhar. Mas o povo brasileiro não gosta disso, muito pelo contrário, gosta de gente xucra, sem educação, grosseiro, gosta de Dourados. Nada contra a pessoa, "em sua essência" o Dourado é um bom rapaz. Mas eu não daria o prêmio para ele. Tenho que admitir o cara foi um puta jogador, inteligentíssimo, até mereceu (e é com dor no peito que admito isso). Não conheço a história de vida dele mas parece que até às 23h59 do dia 30/03/10 ele era um perdedor. E os textos do Bial sempre me transformam numa pessoa contraditória, sempre me fazem achar a pessoa um pouco melhor do que eu a transformo em meus pensamentos, sempre me faz avaliar meus sentimentos por outrem . Droga! Mesmo assim gostaria que esse fosse um jogo no qual ganhasse as pessoas mais verdadeiras, humanas, mais cheias de caráter, sensíveis, tipo o Cadu e não as que se mostram ser algo que não são. Sim, porque o Durado é preconceituoso, provocativo (e não sincero, há uma diferença grande aí), ogro, etc, etc, etc. E a Planta Fernanda?! Quem diria, hein?! A menina era um vegetal no começo do programa e se tornou Bi!!! Esse é um jogo louco, o qual eu amo e gostaria de participar um dia. Meu marido tem vergonha alheia por isso, detesta quando eu grito ou comemoro a saíde de alguém como foi no paredão da Lia. Gritei: "chuuuuuuuupa, Lia"!!! Ele não entende que o BBB está para mim como um campeonato de libertadores está para ele. Homens!
domingo, 28 de março de 2010
culpados ou não: condenados
O que mais me impressiona nessa história toda de Nardoni e Jatobá é o fato de não haver confissão. As provas indicam: eles são culpados. E em nenhum momento a história contada dá entender o contrário. Não consigo entender como alguém é capaz de cometer um crime desses e guardar para si, mentir até o final. Eles mentiram tanto que já acreditam na própria mentira. Eu não entendo como ele, sendo pai, convive com isso. Não entendo como ela, sendo mãe de duas crianças, convive com isso. Não entendo como os dois foram capazes de realizar tal maldade com a menina. Não entendo como ele, por ser pai, foi capaz de cometer uma maldade dessas com a própria filha. Entendo o fato dele não ter encarado e conversado com a mãe da menina desde a morte da filha. Covardia. Afinal, ela foi entregue para ele num final de semana comum e ele tinha a obrigação de zelar pela integridade da filha e não o fez. Esse é um dos crimes mais arrasadores, mas imagine quantos casos não existem iguais. Esse ganhou proporção sem tamanho. Ele pegou um pouco mais de 31 anos, ela 26. Os dois anos que já se passaram contabilizam na conta da pena. Quer dizer, daqui 8 anos, ele pode sair. Daqui 6 anos ela pode sair. E cumprirem suas penas em regime semi aberto. Isso porque a Lei no Brasil entende que prisioneiros com bom comportamento tem o direito de serem integrados à sociedade. É óbvio que eles terão bom comportamentos, já tiveram nesses dois anos que se passaram... Num momento irracional, só pode ser, eles mataram uma menina de 5 anos, indefesa, frágil e devem pagar pelo que fizeram. Tenho pena da mãe de Isabella. Como ela mesma disse, a justiça foi feita, mas nada trará sua filha de volta.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Vai ser fácil dormir
Estava sentindo falta de um livro.
Demoro pra pegar no sono se não leio um pouco antes de dormir. Não relaxo.
Não vale revista, tem que ser livro. Essa semana recorri ao livro da Clarice Lispector, que fica na minha cabeceira.
Mas eu queria um livro, uma história com começo meio e fim. Um romance.
Fomos à livraria Cultura.
Hoje resolvi me render a história de Julie & Julia. "Julie está em crise. Prestes a completar 30 anos, em um emprego medíocre e sufocada pela pressão crescente para que tenha um bebê..."
Pronto. Entreguei-me.
Ganhei de presente do meu marido.
Na livraria não resisti (e também ganhei) uma daquelas maravilhosas edições de "Alice no país das maravilhas". LINDO!
Agora vou pegar mais rápido no sono. E terei bons sonhos...
Ah!!! Nessa ida à livraria Cultura, comprei um Larousse Francês que acompanha CD. Vou aprender a falar francês, já que eu e o inglês não simpatizamos muito um com o outro.
Bons sonhos = Paris = Torre Eiffel = Museée du Louvre = cafeterias charmosas, etc, etc, etc.
Demoro pra pegar no sono se não leio um pouco antes de dormir. Não relaxo.
Não vale revista, tem que ser livro. Essa semana recorri ao livro da Clarice Lispector, que fica na minha cabeceira.
Mas eu queria um livro, uma história com começo meio e fim. Um romance.
Fomos à livraria Cultura.
Hoje resolvi me render a história de Julie & Julia. "Julie está em crise. Prestes a completar 30 anos, em um emprego medíocre e sufocada pela pressão crescente para que tenha um bebê..."
Pronto. Entreguei-me.
Ganhei de presente do meu marido.
Na livraria não resisti (e também ganhei) uma daquelas maravilhosas edições de "Alice no país das maravilhas". LINDO!
Agora vou pegar mais rápido no sono. E terei bons sonhos...
Ah!!! Nessa ida à livraria Cultura, comprei um Larousse Francês que acompanha CD. Vou aprender a falar francês, já que eu e o inglês não simpatizamos muito um com o outro.
Bons sonhos = Paris = Torre Eiffel = Museée du Louvre = cafeterias charmosas, etc, etc, etc.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Albert Einstein
Quereres
Essa fase da minha vida se chama assim: quereres.
A ansiedade vem me consumindo de tanto querer.
Quero tudo a todo momento.
Quero coisas diferentes a cada horário.
Algumas vezes quero ficar fora de mim, só para ter momentos sem quereres.
Quero que chegue logo maio.
Quero completar 30.
Quero que o ano acabe logo.
Quero sorver a vida.
Quero descobrir o mundo.
Quero me achar.
Só existe uma coisa que não faz parte da minha lista de quereres: morrer sem fazer tudo o que quero.
A ansiedade vem me consumindo de tanto querer.
Quero tudo a todo momento.
Quero coisas diferentes a cada horário.
Algumas vezes quero ficar fora de mim, só para ter momentos sem quereres.
Quero que chegue logo maio.
Quero completar 30.
Quero que o ano acabe logo.
Quero sorver a vida.
Quero descobrir o mundo.
Quero me achar.
Só existe uma coisa que não faz parte da minha lista de quereres: morrer sem fazer tudo o que quero.
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