sexta-feira, 11 de junho de 2010

Disparidade

“Quem fala o que quer ouve o que não quer".
Mas tem gente que fala o que quer e sai correndo para não ouvir o que não quer.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Decoração

O filme Sex And The City também traz dicas de decoração. Essa mesa de centro dá para decorar com muitos livros. Repare: uma espécie de moldura segura os livros em pé. Quero uma. Amei no momento em que vi!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tudo pode dar certo

Mais um filme maravilhoso de Woody Allen: Tudo pode dar certo. Uma “comédia dramática”. Texto cheio de drama e graça que te faz refletir sobre a vida. O personagem principal, Boris, será meu primo Roque de 19 anos daqui uns 40: alguém rabugento que se acha a única pessoa do mundo com competência para entender a “insignificância das aspirações humanas e o caos do universo”. Sensacional! Trata-se de um filme charmoso, cheio de graça, espirituoso, perspicaz.

Senti-me tão feliz ao terminar de ver o filme. Uma esperança no coração. Uma alegria genuína. Uma certeza repentina de que realmente tudo pode dar certo.

Eu estava louca para assistir, cheia de ansiedade, expectativas e enfim, assisti um filme que superou todo e qualquer anseio meu. Fazia tempo que isso não acontecia. Valeu a pena pagar R$20,00 cada ingresso, lá no Reserva Cultural. Aliás, esse vício de ir apenas no Cinemark nos faz esquecer que existem salas melhores de cinema. Lá no Reserva Cultural as salas são menores, confortáveis e bem mais silenciosas. Consequentemente, bem mais agradável. Fica a dica!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sexy and the city

Sexy and The City está para mim como contos de fadas na infância. Esse filme é meu conto de fadas da época adulta. Desses que nos faz sonhar com viagens impossíveis com tudo na faixa e com direito a levar as amigas! Sensacional. Roupas e acessórios caros, casas maravilhosas e amigas da vida toda! Um sonho! Nesse 2º filme o que mais me chamou a atenção foi a amizade maravilhosa e eterna das quatro “garotas”. Desculpe-me se vou parecer pessimista, chata, velha, etc. mas não existem amizades que duram a vida toda. Quer dizer, existe. Mas não dá forma como é relatado no filme. Cada uma numa situação diferente de vida: casada e sem filhos, casada e com filhos, e a solteira convicta e feliz sexualmente. É possível unir o grupo todo como antigamente? Eu não acredito nisso. Talvez uma vez por ano. Já acreditei. Assim como já acreditei em amizades que durariam pra vida toda. O fato é que as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, a vida vai girando e tudo se transformando. Um dia os melhores amigos deixam de ser os melhores. Culpa sua, dele, do tempo? Sei lá. Sei que relacionamentos devem ser cultivados. Exatamente como plantas, se regadas elas florescem. Se não, elas morrem. E então um dia você entende que não adianta ser a pessoa que mais liga, mais procura, envia e-mail, pois as partes devem cultivar, é troca. Não da afirmação “eu faço para receber”; é dedicar-se ao outro porque ele te faz bem. Posso até parecer uma velhota ao falar isso, mas a sensação que tenho hoje é que quanto mais o tempo passa, menos amigos temos na vida. Amigos vão se distanciando, diminuindo...e cada qual cada vez mais sozinho. Sem perceber. No mundo. Desatado. No moinho. Girando.

*

Esse final me fez lembrar uma música:

“Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...”

Bom esse tal de Chico Buarque...

domingo, 6 de junho de 2010

A lembrança

A lembrancinha do meu casamento não podia ter sido mais original. Era uma foto! Os convidados faziam pose e clik: levavam para casa uma foto da festa mais legal de 2008! Os noivos não precisavam necessariamente estar na foto, pois nela continha uma borda com fotos de diversos momentos deles.

Fez o maior sucesso entre os convidados. Fica a dica!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O dia mais feliz

Não fui uma noiva muito normal, no meu casamento não teve músicas religiosas, não teve bem casado e não foi entregue lembrancinhas que as pessoas se sentem obrigadas a guardar até que um dia, passado um bom tempo, elas se livram jogando fora (outra hora eu conto o que foi a lembrança). Meu vestido foi escolhido muito rápido, gostei dele na primeira vez que o vi e não procurei mais nenhum. Era aquele que eu queria. Minha irmã Luana (na época com 22) e meu primo Roque (18) foram os pajens e entregaram as alianças. Nossos padrinhos foram escolhidos a dedo.

Eu (uma pessoa extremamente ansiosa) não fiquei nervosa dias antes do casamento então minha resposta frustrava quando alguém perguntava “você está nervosa?” . As pessoas esperavam saber sobre as minhas ansiedades. Em compensação na noite anterior ao casamento eu fiquei muito nervosa. Motivo: despedida de solteiro. O combinado era realizarmos nossas despedidas no mesmo dia, justamente para um não ficar criando fantasias enquanto o outro estivesse realizando as fantasias. Não rolou e o Marido fez a despedida na noite anterior ao casamento. Uma merda. Ideia de amigos idiotas (só podia ser)! Nem gosto de reviver isso, pois foi motivo de pensar em não aparecer na igreja. E eu, passiva e exagerada demais, seria capaz de fazer isso! E ninguém duvidava. Mas nada que uma xícara de chá, amigos (leais e verdadeiros) ao lado colocando juízo em sua cabeça, flores, milhões de ligações e pedidos de desculpas, juntando o medo perceptivo que o noivo sentiu de ser largado no altar, me fizesse mudar de idéia.

Senti dor de barriga na hora de colocar o vestido. Na mesma hora meu pai liga dizendo que a camisa alugada não estava com o fraque. Pânico e mais dor de barriga. Engole um imosec. Mais uma ligação e meu pai diz que a vovo Biga não será levada ao casamento. Mais dor de barriga. Respirei fundo e fui para a igreja. Meu pai arrumou uma camisa emprestada que estava perdida na casa da minha tia. Minha vó estava fofa demais em sua roupa azul, sentada no primeiro banco da igreja. Meu pai estava nervoso e a essa altura todo meu nervosismo de uma noite evaporou, estava feliz da vida! Combinei com meu pai que não entraria na igreja assim que abrissem as portas. Ele não entendeu nada e expliquei: quero dar um susto no noivo, vamos nos esconder aqui, vai abrir a porta e ele não vai me ver, depois fecha a porta e fazemos como tem que ser. A louca! (pronto, matei a curiosidade de muita gente que não entendeu nada nessa hora)

Eu e o Marido entramos no salão da festa com nossa música tema “É só pensar em você”. Tudo foi escolhido com muito cuidado e sempre do nosso gosto. A todo instante, desde a produção do evento, a preocupação era fazer tudo do nosso jeito. Realizar a festa para nós e não para os outros. Agradar-nos. E o objetivo foi alcançado. Consequentemente todos os convidados gostaram e se sentiram satisfeitos em nossa festa. Foi o dia mais feliz da minha vida. Eu transpirava felicidade. Meus olhos faiscavam alegria. Foi a noite mais suprema e bela da minha vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Famílias Contemporâneas - reflexões

Adorei assistir ao Seminário Revista Crescer Famílias Contemporâneas. Foi enriquecedor e ao mesmo tempo assustador. Foram levantados vários questionamentos:
Existe algum truque para que o casamento sobreviva após os filhos?
Após o nascimento, os pais vão parar de trabalhar por quanto tempo?
E depois, vão colocar o bebê na creche?
Vão ter uma babá?
Vão deixar com os avós?
Quem poderá ajudar?
Terão dinheiro para todos os gastos?

Fiquei pensando...não tem como ter certeza de todas as respostas acima. E existem aflições maiores. Não temos certeza de nada nessa vida. Podemos ter uma base de respostas, mas tudo pode mudar. É claro que esperamos mudanças sempre para melhor, mas é imprevisível. Por outro lado, não dá pra ficar esperando ter certeza de tudo, ter um emprego sensacional, ter se formado, ter comprado uma casa, falar inglês fluente, ter uma conta bancária recheada, ter feito a viagem dos seus sonhos. Não dá, né?! Ou dá?!

Fiquei pensando...como as pessoas tomam a decisão de ter filhos? E as que têm sem tomar decisão nenhuma, sem planejamento, planejam depois o que fazer? Como saber se vai dar certo, se os pais darão conta de tudo? Como saber se os pais estão psicologicamente preparados para se ter um filho?

Fiquei pensando...é melhor parar de pensar. Às vezes o melhor é agir intuitivamente. Àsvezes não. O fato é que não dá para planejar a vida milimetricamente, algumas coisas fogem do nosso controle.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Famílias Contemporâneas

Hoje assisti ao 2º Seminário Revista Crescer - Famílias Contemporâneas. O seminário foi composto por dois painéis:

1º) O casamento depois dos filhos;
2º) Educar dá trabalho, sim.

Aqui registro algumas das minhas anotações.

Marcelo Tas, moderador dos painéis, iniciou o debate com um questionamento "Existe vida depois do casamento e chegada dos filhos?". Para Dira Paes, atriz e mãe de Inácio, 2 anos, após a chegada dos filhos "tudo melhora". A atriz parou de amamentar seu filho há um mês. Depois de quase 2 anos amamentando, o marido - que segundo ela estava com ciúmes - começou a protestar. Então fizeram uma negociação: quando o filho completasse 2 anos, Dira pararia de amamentar. E ela cumpriu o compromisso. Dia 23 de abril ela parou de amamentar. Ela conta que está sendo a coisa mais difícil, que parece uma separação. A psicoterapeuta de adultos, casais e famílias, Teresa Bonumá, afirma que o desmame é a perda da intimidade com o filho, de certa forma uma separação, a primeira de muitas outras que virão ao longo da vida.

O ator Eduardo Moscovis, pai de três filhas de 11, 9 e 3 anos, confessa que acha os primeiros seis meses após o nascimento do bebê muito chato. "Esse período a mãe está voltada somente para o filho, nós (homens) passamos a negociar um tempo com a mulher. Ficamos de escanteio. A criança também não interage com o pai. Não é uma realidade nossa e temos que esperar a nossa vez em uma relação que é quase exclusiva da mãe, é desigual. A situação melhora após os 6 meses ou 3 anos". Tas concorda que essa é a melhor fase para o pai.

Abel Neto, Jornalista da TV Globo, é pai de Vitor, 3 anos. Ele sugere antes de ter um filho "o casal deve ter uma preparação psicológica". A psicoterapeuta Teresa concorda e sustenta ser possível e importante se preparar para a gravidez, pois tudo muda na casa após o nascimento.

Rita Callegari, psicóloga e uma das debatedoras do 2º painel, afirma ser valorosa a preparação antes da gravidez, "pensar porque se quer ter um filho, qualquer coisa que agrega valor em nossa vida dá trabalho".

Educar dá trabalho, sim! Chegou-se a essa conclusão na 2ª parte do debate. Educar em primeiro lugar é ensinar valores. Os pais educam, mas aprendem muito também com os filhos. Rita destacou que o importante é que o filho seja saudável – no sentido de estar bem socialmente. "Os pais querem uma regra para a idade certa do filho andar, falar...e muitas vezes a preocupação os deixa neuróticos e eles perdem o melhor da festa”.

Ilan Brenman, psicólogo e autor de mais de 30 livros infantojuvenis, pai de duas meninas de 3 e 6 anos, comenta que "um mundo bonitinho pode atrapalhar, não tem como educar adultos saudáveis se privarmos alguns contextos quando criança". Ele dá a dica: conte história. "Contos de fadas mostra para a criança que por mais difícil que seja uma situação, lá no final tudo se resolve".
*
Momento tietagem: