sábado, 16 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Estive pensando...

Ontem, 10/04, esse blog completou 2 aninhos. Praticamente uma criança...

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Sabe quando você fica viciado em um CD e não para de escutar de jeito nenhum? Pois é, estamos (eu e Ben) viciados num CD chamado Canções de Ninar, que só tem música instrumental. A ideia é você interagir com o bebê cantando as canções e assim ele vai reconhecendo sua voz. Além de ser canções antigas (tipo, O cravo brigou com a Rosa, Alecrim, Se esta rua fosse minha, Terezinha de Jesus, etc), vem encarte com a letra de todas para você relembrar. Uma delícia. E tão relaxante.

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Amanhã tem consulta pré-natal. Não vejo a hora.

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Ando com os nervos a flor da pele, chorona, com pés e pernas doendo, tensa, uma coisa. Chegou num momento que fico pensando no parto e em como será a chegada do Ben até a vinda dele pra casa, como será a nova vida. E se ele vai gostar de mim...

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Esse negócio de amizade às vezes é complicado. Eu levo muito a sério. E fico pensando que é como um relacionamento. E todo relacionamento é baseado em troca. Soa interesseiro, mas quero dizer no sentido de cultivo - cuidar, dedicar-se. Todo relacionamento precisa disso. Mas é um assunto tão delicado...

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Tenho tantas dúvidas sobre como cuidar de um bebê. É até um pouco assustador.

domingo, 10 de abril de 2011

Chá de Bebê - Obrigada!

Depois de uma semana irritante de nervosismo sem motivo aparente além dos hormônios da gestação a flor da pele, chegou o chá de bebê do Benjamin. Esse dia foi muito esperado por mim, pelo simples motivo de reencontrar os amigos, matar as saudades, abraçar, relembrar, curtir... esse dia chegou e foi maravilhoso. Contei com a presença de amigas que eu duvidava que compareceriam, assim como contei com a falta de uma amiga que dessa vez eu tinha certeza que compareceria. Mas foi uma tarde deliciosa. Ao chegar em casa fiquei chateada por não ter aberto os presentes na frente dos meus convidados. Eu acho isso uma tremenda falta de educação e odeio dar um presente e a pessoa não abrir na minha frente. Eis que fiz isso. Acontece que as pessoas foram chegando muito rápido, uma atrás da outra e não daria tempo de abrir e dar a devida atenção. Então as pessoas foram colocando nomes nos embrulhos e abri todos de madrugada mesmo, assim que cheguei em casa. Eu simplesmente amei cada presente e relacionaria aqui um agradecimento especial para cada amigo, mas vai que eu esqueço alguém (memória de grávida é bem fraca)?! Ficaria chato, né...então, agradeço de coração a todos pelos lindos e úteis presentes, principalmente pela presença tão especial de cada um. Vocês fizeram toda a diferença. Foi um dia realmente encantador. Obrigada!


sábado, 9 de abril de 2011

Benjamin

Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi

"Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto.... Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada... absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer... não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse "grávido", grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado... e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida...

Seu pai"


Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro...de um sentimento puro, de felicidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Confissões de um pai de 30 - Parte II

- Qual é o seu desejo para este filho? Mesmo que você se prepare para respeitar os desejos futuros deste filho, nenhum filho existe sem que antes exista o desejo dos pais. Qual é o seu desejo de pai para este filho?

R: Tudo de bom. Desde o amor da família e dos amigos, passando pela escolha do time que ele vai torcer, até o melhor dos futuros que o destino lhe reservar.

- Foi importante saber que era um homem? Seria diferente se fosse uma mulher?

R: Importantíssimo, pois toda a decoração, roupinhas, acessórios, etc e etc são diferentes para meninos e meninas. Se fosse uma menina, provavelmente teríamos comprado tudo em outra cor...
Nada muda em relação ao sentimento pelo filho que virá. Fosse menino, menina, ET, mutante, andróide ou cachorro, amaria do mesmo jeito (salvo exceção caso for curintiano – dessa forma terei de fazer segunda análise sobre o assunto).

- Como você se prepara para ser pai?

R: Tenho me preparado muito. Faço meditação tântrica todas as manhã, yoga às terças e quintas, tenho ouvido música erudita, além de aulas de piano aos sábados de manhã. Fiz um curso de salva-vidas, tenho doado somas em dinheiro a instituições de caridade e tenho feito trabalho social em penitenciárias sempre que possível.
Brincadeiras à parte, não vejo necessidade de uma preparação tão específica. Sinto-me preparado para encarar esse desafio de criar um filho. Há alguns anos atrás, não pensaria dessa forma, tenho certeza absoluta que não estaria amadurecido o suficiente para encarar de forma tão positiva essa situação. Aliás, na verdade não encaro como um desafio (como todas as situações, opiniões, leituras e aconselhamentos buscam retratar). Acho tudo natural e a ideia que me vem é de que fomos agraciados pela vida com essa gravidez. Nada mais justo que retribuir isso, dando boa educação ao nosso filho.

- O que você sentiu quando soube que seria pai? E o que sentiu quando viu a imagem no ultrassom?

R: Ao saber que seria pai, lembro que senti um arrepio, uma espécie de frio na barriga. É aquele impacto inicial que choca o homem, quando ele descobre que vai ser pai. O peso da responsabilidade cai de uma altura de 10 andares, sem toldo para amortecer. Mas o tempo faz esse impacto ser absorvido com suavidade. Nove meses são mais que suficientes para isso. Ao mesmo tempo penso em mães solteiras ou pais adolescentes. O impacto vem também, com a mesma intensidade. Mas a absorção deve ser bem diferente...
No ultrassom parece ser a confirmação de tudo aquilo que, até então era história. Novamente o sentimento de ser pai recai sobre a gente, mas de uma forma extremamente positiva. Ver uma pessoa de verdade, naquela tela horrível em preto e branco e cheia de ruídos, nos faz sentir o lado doce da responsabilidade.

- No que você quer ser diferente, como pai, do seu próprio pai?

R: Principalmente na questão de conversar com meu filho. O diálogo deve ser livre e aberto entre os dois, a informação confiável é muito valiosa hoje em dia. Sei que as pessoas, no decorrer de toda a vida, aprendem diariamente. Nada mais justo (e seguro), que meu filho possa buscar esse aprendizado com o próprio pai.

- Para finalizar, vai ensinar seu filho andar de bicicleta sem rodinhas? (risos)

R: Garanto que tentarei ensinar todos os bons valores que aprendi na minha vida. O valor das verdadeiras amizades, a importância da família, o sentimento capitalista que move o mundo, as intempéries que o destino nos traz, as relações humanas, etc. Quanto à parte da bicicleta, reservo para a mãe do meu filho, afinal, não se pode ensinar algo que não sabe (ainda!)

FIM!

domingo, 27 de março de 2011

Confissões de um pai de 30 - parte I

Sou fiel leitora da coluna de Eliane Brum, todas às segundas, no site da revista Época. E semana passada sua coluna foi mega interessante: Confissões de um pai temporão. Eu que já tinha curiosidade sobre a resposta de muitas dessas perguntas com relação ao Marido pedi pra ele responder em forma de entrevista para postar aqui no blog. Então peguei algumas perguntas da entrevista de Eliane e fiz outras. Vamos ver o que pensa um pai de 30.

- Dizem que a mulher se torna mãe no momento que toma conhecimento da gravidez. Já o homem se torna pai com o nascimento do filho.Você está próximo de se tornar pai. Quais são os sentimentos que o permeiam neste momento? Existe medo entre eles?
R: Acho que a frase inicial da pergunta é bem verdadeira. O lance do homem se tornar pai deve vir mesmo no momento do nascimento do rebento. Em mim, a expectativa existe, mas por enquanto me sinto mais um observador ou mero coadjuvante da situação. Ao nascer, tenho absoluta certeza de que finalmente darei conta de que virei pai. E o medo, onde fica? Por enquanto, os medos são voltados para o lado financeiro da coisa. É do meu perfil não “sofrer antecipadamente” com as coisas, por isso sei que os medos da responsabilidade paterna só chegarão junto do Ben.

- Esperar um filho, ver sua esposa com o barrigão, faz você se sentir “grávido” também, ou seja, ter noção de tudo o que está acontecendo com ela e com vocês?
R: Faz me sentir grávido sim, mas de uma forma diferente. É óbvio que sentir diretamente a sensação de ter uma pessoa dentro de mim não existe, mas chega bem perto disso. A noção das coisas existe, mas a sensação fica por conta da imaginação. De qualquer forma, já me sinto ganhador do Oscar de melhor coadjuvante nessa história.

- Tudo que é também você e veio de você se desenvolve num mundo que é dentro dela. E você pode no máximo falar com a barriga, mas você não sente seu filho se movendo dentro de você, se alimentando de você. Pode ser um alívio, mas me parece que para muitos homens não é. Você inveja essa relação que, neste momento específico, só pode acompanhar como coadjuvante?
R: Não invejo de forma alguma. Cada um tem suas devidas funções nessa gestação, que acarretam diferentes, mas complementares, responsabilidades. Entendo que cada um tem sua demanda específica, que envolvem ações, cuidados, atividades e atitudes. E a parte do pai não é menos importante do que a da mãe, um completa o outro para formar a família.

- Saber que vai ser pai mudou o que na sua vida? Você sente que é outro?
R: O impacto maior vem logo após a descoberta. Saber que vai ser pai acarreta muita responsabilidade, que é melhor assimilada durante a gravidez. Mudou a percepção das prioridades, mas acho que ainda vai mudar muito mais. O foco sai de mim ou da minha esposa, se transferindo para uma nova pessoa nessa relação. Mas a mudança não é tão brusca assim, sinto-me perfeitamente apto e adaptável para essa nova realidade. De forma alguma eu seria outro, senão não daria conta do recado.

- É muito difícil aguentar uma mulher grávida? Quais são as suas estratégias?
R: Sim, é difícil. A grávida, ao contrário do que muitos pensam, não tem prioridade somente nos bancos do metrô ou nas filas de bancos. Elas dominam tudo que passa à sua frente, com a medicinal e antropológica afirmação de que ficam mais sensíveis, carentes, cansadas, irritadiças e tudo mais que possa se potencializar nessa época. O antídoto para não sofrer com essa inevitável situação são superdosagens de paciência, intercaladas com compreensão e disposição para o trabalho servil não-remunerado. O trabalho psicológico é essencial nessa etapa, preparar bem a cabeça e ter noção da situação ajudam a evitar estresse e fadiga.

- O que você pensa quando vê sua mulher e o barrigão?
R: Ela está realmente grávida.

- O que mais dá medo ao pensar em botar um filho no mundo?
R: Criar uma pessoa que, no futuro, venha a fazer mal à sociedade. Um delinquente, um usuário ou traficante de drogas ilícitas, um assassino ou assaltante. Tenho medo de criar bem um filho, mas que ele venha a se tornar membro da escória humana. Mas tenho consciência que isso, dificilmente acontecerá.

- Ter um filho é escolher uma relação que, mesmo que um dia você queira, jamais será rompida. Pode existir pai canalha, filho psicopata, mas não existe nem ex-pai nem ex-filho. Pai é para sempre. Filho é para sempre. Isso é assustador?
R: Para mim não. Existem diversas situações em que não podem existir “ex”, que não chega a assustar, como: ex-puta, ex-virgem, ex-gay, ex-assassino... A relação com um filho, que tende a ser a melhor possível, não deve assustar por ser eterna. Pelo contrário, ainda bem que une pela vida toda, afinal, famílias são para isso.

* Continua... No próximo post: o desejo do pai para o filho, a importância do sexo do bebê, como se preparar para ser pai, o sentimento ao descobrir a gravidez e um pouco mais.

sexta-feira, 25 de março de 2011

São tantos detalhes

Montar quarto, pintar, pedreiro, organizar, exames, consultas, banheira, mamadeiras (grande, média, pequena), jogo de berço, colcha, bebê conforto, lembranças, enfeites, chá de bebê, roupinhas, curso para gestante, produtos de higiene, fraldas, consultas, ultrassons, sapatinhos, body, prateleira, porta trecos, bolsa, babá eletrônica, carrinho grande, carrinho de passeio, ninho neonato, colchonete, travesseiro anti-refluxo, mosquiteiro, móbiles, mordedor, toalhas, assento para banheira, termômetro para banho, trocador de bolsa, travesseiro, kit de berço, canguru, escova para mamadeira, pinça higiênica, saída de maternidade, poucos meses, semanas, ansiedade, ansiedade, ansiedade....