quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
O que você quer antes de morrer?
Duas americanas (Nicole Kenney e KS Rives) colocam em prática um projeto sobre os desejos humanos. Elas sairam pelas ruas clicando as pessoas com uma câmera Polaroid e após o clique, cada entrevistado escrevia na imagem a sua resposta para a pergunta: Antes de morrer, você quer...? Segundo Rives, a intenção era fazer as pessoas pensarem sobre o que realmente é importante em suas vidas. Existem vários grupos de pessoas: os altruístas, que desejam coisas boas para a humanidade. O Marido se encaixa nesse grupo, ele sempre diz seriamente que seu desejo é a paz mundial. Quem não o conhece pensa que ele está tirando um sarro, mas ele está sendo verdadeiro. Embora, eu também queira a paz mundial, não é esse o meu desejo mais fiel. Tem o grupo dos materialistas e ainda os que buscam a espiritualidade. Sendo bem sincera, confesso (com vergonha) sou do grupo materialista. Fiquei refletindo a respeito....pra quê desejamos (nós do grupo materialistas) ter o carro do ano, comprar a casa própria, ficar ricos, etc...se morremos e tudo fica aí? Vi uma foto de uma menininha e o seu desejo antes de morrer é ir ao zoológico. Ao ver isso pensei "quisera não perder a inocência jamais", mas esse desejo já não é mais possível. O projeto das americanas é bem interessante, elas colheram milhares de depoimentos de pessoas diferentes e até de pacientes de hospícios. Você pode conferir o trabalho AQUI . Daqui alguns anos, as americanas pretendem entrar em contato com os entrevistados para ver se eles têm alcançado seu objetivo e, se não, por que não o fizeram. Vi essa notícia na revista Vida Simples que terminava o texto com a resposta de uma das entrevistadas: "antes de morrer eu quero viver". Achei digno e refleti mais um pouco... embora eu queira bens materiais, o meu maior desejo é fazer as coisas que tenho vontade, viajar, fazer feliz as pessoas que amo e viver intensamente, mesmo que pra mim isso signifique não fazer nada numa tarde de sol, ficar contemplando a rua da varanda, como estava fazendo antes de vir escrever no blog. E você o que quer?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
atualizado
Feriadão. Frio. Chuva. E mesmo assim o Rio de Janeiro continua lindo. Fomos até lá levar "notícias diferentes" para o meu pai.
*
Terminei Gonzos e comecei a ler A Dama da Solidão, da Parisot. Adorei o primeiro e indico. Já o segundo é uma viagem da autora. Viagem bem esquisita. Acho que tenho problemas em ler um segundo livro do mesmo autor. Nunca supera a primeira leitura. Os imcomparáveis até agora são: Gabriel Garcia Marquez, Clarice Lispector, Mario Vargas Llosa - todos os livros desse cara são sensacionais. Inclusive, Llosa acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Indico: As Travessuras da menina má.
*
E os mineiros, hein?! Eu claustrofóbica do jeito que sou não aguentaria nem subir na tal Fenix, quem dirá ficar dois meses embaixo da terra. Comovente a saída deles. Daqui dois anos vira filme.
*
Preciso aprender a dominar a ansiedade.
*
11 de outubro - 2 aninhos de casados. Bodas de algodão. O combinado era não trocarmos presentes. Na prática o negócio foi diferente. Os dois ganharam...
*
Disseram-me que 2010 era o ano de alguma coisa.....do que mesmo?!
*
Terminei Gonzos e comecei a ler A Dama da Solidão, da Parisot. Adorei o primeiro e indico. Já o segundo é uma viagem da autora. Viagem bem esquisita. Acho que tenho problemas em ler um segundo livro do mesmo autor. Nunca supera a primeira leitura. Os imcomparáveis até agora são: Gabriel Garcia Marquez, Clarice Lispector, Mario Vargas Llosa - todos os livros desse cara são sensacionais. Inclusive, Llosa acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Indico: As Travessuras da menina má.
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E os mineiros, hein?! Eu claustrofóbica do jeito que sou não aguentaria nem subir na tal Fenix, quem dirá ficar dois meses embaixo da terra. Comovente a saída deles. Daqui dois anos vira filme.
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Preciso aprender a dominar a ansiedade.
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11 de outubro - 2 aninhos de casados. Bodas de algodão. O combinado era não trocarmos presentes. Na prática o negócio foi diferente. Os dois ganharam...
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Disseram-me que 2010 era o ano de alguma coisa.....do que mesmo?!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O que estou lendo
Enfim terminei de ler Comprometida, de Elizabeth Gilbert, autora do Best-seller Comer, rezar, amar. Vou me limitar a dizer que esse livro não vai parar nas telas do cinema, como o Comer...que eu amei e estou super ansiosa para ver o filme. Minha ansiedade é por vários motivos: eu amei o livro, ganhei de uma pessoa especial, tem uma dedicatória linda, me identifiquei com a personagem; no filme a protagonista não podia ser melhor: Julia Roberts - a mulher mais linda do mundo, na minha opinião. E seu par super charmoso Javier Bardem. Aimeudeus!
Agora comecei a ler Gonzos e Parafusos, de Paula Parisot. Eu falei do lançamento desse livro AQUI. Eu estava a procura de um outro livro da mesma autora: A Dama da solidão. Não estava encontrando (fora na internet) quando fiz minha última tentativa na Saraiva e encontrei o único exemplar de Gonzos na loja. Abri a primeira página e li: “Às vezes a Baronesa ElizabethBachofen-Echt vem me visitar. Porém, o fato de ela não existir não me torna necessariamente uma louca. Porque, nesse caso, toda pessoa com imaginação seria louca”.
Pronto. Foi o suficiente para querer levá-lo comigo. Ele me faria companhia enquanto minha encomenda não chegasse. Sim, porque mesmo em falta, eu comprei o livro A Dama da Solidão e tenho que esperar até sexta-feira para chegar.
Li mais um pouquinho só para ter aquela sensação de "preciso-desse-livro-agora": "Eu estava pronta para ir a uma festa com a Amanda. Havia até comprado um livro com a poesia completa de T.S. Eliot para o aniversariante. Sempre faço isso, presenteio as pessoas com as coisas que eu gostaria de ganhar".
Pronto. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Identifiquei-me. Preciso levar esse livro pra casa.
Minha relação com um livro começa assim. Se um livro me chama atenção eu abro leio um pouco, me interesso ou... não. Se me interesso leio a contracapa. E se me interesso ainda mais levo pra casa. Não sei o que me leva querer tanto um livro, mas a maioria das vezes são livros que me preenchem de alguma forma e com os quais me identifico. Nesse Gonzos e Parafusos tem uma parte peculiar na qual a personagem, Elisabeth, define muito bem essa experiência: “Não costumo saber exatamente por que estou levando aquele livro comigo, mas quase sempre as leituras impostas pelo acaso são descobertas essenciais para mim naquele determinado momento da minha vida”. Elisabeth quer dizer que não somos nós que escolhemos o livro, é ele que nos escolhe.
Agora comecei a ler Gonzos e Parafusos, de Paula Parisot. Eu falei do lançamento desse livro AQUI. Eu estava a procura de um outro livro da mesma autora: A Dama da solidão. Não estava encontrando (fora na internet) quando fiz minha última tentativa na Saraiva e encontrei o único exemplar de Gonzos na loja. Abri a primeira página e li: “Às vezes a Baronesa ElizabethBachofen-Echt vem me visitar. Porém, o fato de ela não existir não me torna necessariamente uma louca. Porque, nesse caso, toda pessoa com imaginação seria louca”.
Pronto. Foi o suficiente para querer levá-lo comigo. Ele me faria companhia enquanto minha encomenda não chegasse. Sim, porque mesmo em falta, eu comprei o livro A Dama da Solidão e tenho que esperar até sexta-feira para chegar.
Li mais um pouquinho só para ter aquela sensação de "preciso-desse-livro-agora": "Eu estava pronta para ir a uma festa com a Amanda. Havia até comprado um livro com a poesia completa de T.S. Eliot para o aniversariante. Sempre faço isso, presenteio as pessoas com as coisas que eu gostaria de ganhar".
Pronto. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Identifiquei-me. Preciso levar esse livro pra casa.
Minha relação com um livro começa assim. Se um livro me chama atenção eu abro leio um pouco, me interesso ou... não. Se me interesso leio a contracapa. E se me interesso ainda mais levo pra casa. Não sei o que me leva querer tanto um livro, mas a maioria das vezes são livros que me preenchem de alguma forma e com os quais me identifico. Nesse Gonzos e Parafusos tem uma parte peculiar na qual a personagem, Elisabeth, define muito bem essa experiência: “Não costumo saber exatamente por que estou levando aquele livro comigo, mas quase sempre as leituras impostas pelo acaso são descobertas essenciais para mim naquele determinado momento da minha vida”. Elisabeth quer dizer que não somos nós que escolhemos o livro, é ele que nos escolhe.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Predestinação?!
Hoje faz cinco anos que eles estão juntos. Limpando a carteira ela encontrou um papelzinho dobrado. Era um e-mail impresso:
De: Roberto Piffer
Para: Gabriela
Enviada em: terça-feira, 11 de outubro de 2005, 11:25
Assunto: Bom dia...!
Gabriela Miranda, bom dia!
Imagino que vc deve ter, há poucos, chegado no seu trabalho...então gostaria de lhe desejar boas vindas a este novo dia (e por sinal um lindo dia).
Acho que vou ler o seu diário* de novo, achei mto legal aquilo...com seus feitos inacreditáveis...hahahahahaha...
Beijinho com carinho....
Roberto Piffer
PS: te AMO...! (no sentido literário e gramaticalmente correto da palavra!)
*Referência ao e-mail que ela enviou sobre o final de semana.
Mal sabiam que três anos depois, no mesmo dia e mês do e-mail, eles se casariam.
De: Roberto Piffer
Para: Gabriela
Enviada em: terça-feira, 11 de outubro de 2005, 11:25
Assunto: Bom dia...!
Gabriela Miranda, bom dia!
Imagino que vc deve ter, há poucos, chegado no seu trabalho...então gostaria de lhe desejar boas vindas a este novo dia (e por sinal um lindo dia).
Acho que vou ler o seu diário* de novo, achei mto legal aquilo...com seus feitos inacreditáveis...hahahahahaha...
Beijinho com carinho....
Roberto Piffer
PS: te AMO...! (no sentido literário e gramaticalmente correto da palavra!)
*Referência ao e-mail que ela enviou sobre o final de semana.
Mal sabiam que três anos depois, no mesmo dia e mês do e-mail, eles se casariam.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Antes dos 30, mas antes de tudo
Outubro chegou e me traz a calmaria. Meus meses de preferência são setembro e outubro. São os meses que tudo acontece pra mim. São meus meses de realizações. De repente tudo acontece nesse período. E agora estou tomada por uma calma insana. Passou ansiedade e agora é só alegria. Só comemoração – o que adoro!
*
Minha alegria tem nome poético. Descampado. Também lembra um biscoito. Mirabel. Ela também tem um número de sorte. 13. Mais um sonho realizado. Antes dos 30. É a vida. E como é bonita.
*
A coluna dessa segunda-feira, da Eliane Brum no site da Época vem de encontro com o que tenho pensado muito nos últimos dias. Você encontra o texto na íntegra AQUI. O título é “Nada é só bom”, referência que ela pegou do filme “A suprema felicidade”, de Arnaldo Jabor. Fala um pouco sobre essa relação que as pessoas tem com a felicidade. O texto inteiro é maravilhoso, mas me apeguei em um trecho muito interessante, no qual ela diz:
Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”
Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.
Fiquei satisfeita ao ler isso. Porque sou uma pessoa que deseja 100% constantemente. Daí tive a resposta que andava procurando: não é ruim estar sempre em busca de algo. Eu estava começando achar que era uma pessoa insatisfeita pelo simples fato de sempre estar em busca. Mas não. Estou em movimento.
*
Uma outra coisa que eu andei pensando é sobre a minha vontade insana de chegar logo os sábados. Já faz três semanas que tento aproveitar os outros dias da semana também. Como? Fazendo coisas que gosto após o trabalho, sem esquecer que as horas livres dos dias úteis e do domingo também são para serem aproveitadas. E o tempo até passa mais rápido sendo aproveitado. E aí no texto, a Eliane Brum comenta outra frase do filme: “O sábado é uma ilusão” . Ela finaliza: Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.
Eu me dei conta disso outro dia, só não soube definir tão bem. Então é isso: antes de tudo é preciso viver todos os dias; antes de tudo é importante desejar; antes de tudo é necessário estar em movimento.
*
Minha alegria tem nome poético. Descampado. Também lembra um biscoito. Mirabel. Ela também tem um número de sorte. 13. Mais um sonho realizado. Antes dos 30. É a vida. E como é bonita.
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A coluna dessa segunda-feira, da Eliane Brum no site da Época vem de encontro com o que tenho pensado muito nos últimos dias. Você encontra o texto na íntegra AQUI. O título é “Nada é só bom”, referência que ela pegou do filme “A suprema felicidade”, de Arnaldo Jabor. Fala um pouco sobre essa relação que as pessoas tem com a felicidade. O texto inteiro é maravilhoso, mas me apeguei em um trecho muito interessante, no qual ela diz:
Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”
Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.
Fiquei satisfeita ao ler isso. Porque sou uma pessoa que deseja 100% constantemente. Daí tive a resposta que andava procurando: não é ruim estar sempre em busca de algo. Eu estava começando achar que era uma pessoa insatisfeita pelo simples fato de sempre estar em busca. Mas não. Estou em movimento.
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Uma outra coisa que eu andei pensando é sobre a minha vontade insana de chegar logo os sábados. Já faz três semanas que tento aproveitar os outros dias da semana também. Como? Fazendo coisas que gosto após o trabalho, sem esquecer que as horas livres dos dias úteis e do domingo também são para serem aproveitadas. E o tempo até passa mais rápido sendo aproveitado. E aí no texto, a Eliane Brum comenta outra frase do filme: “O sábado é uma ilusão” . Ela finaliza: Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.
Eu me dei conta disso outro dia, só não soube definir tão bem. Então é isso: antes de tudo é preciso viver todos os dias; antes de tudo é importante desejar; antes de tudo é necessário estar em movimento.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sobre amizade, saudade, encontros e separações
Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial pra mim. Minha amiga Bruna. Por isso dedico esse post a ela.
É curioso como e aonde nascem às amizades. Pode ser de um simples sorriso, uma empatia, longos dias de conversa para então descobrir as afinidades, assim como pode ser no primeiro contato e pode ser na escola, faculdade, na vizinhança ou no trabalho. A amizade simplesmente acontece. Não existe fórmula. Podemos ter amizade com pessoas tão diferentes e tão iguais a nós, não importa desde que saibamos respeitar e aceitar as qualidades e defeitos que todos nós temos. E quando digo amizade, falo de AMIZADE maiúscula. Amigos têm aos montes, mas nem todos são verdadeiros.
Sinto saudades da época da faculdade, tempo em que tínhamos mais contato com os amigos. Após a faculdade cada um foi levando seu rumo. Lembro que ao final do curso senti uma tristeza imensa. Algumas pessoas eu tinha certeza que manteria contato e com outras não, afinal acabamos nos perdendo. Mas era um período de convivência diária que tornava tudo mais intenso, em meio de alegrias, discussões, tristeza, confissões, segredos. E nesse caminho vamos encontrando e desencontrando várias pessoas.
Acho até que esse final da faculdade foi um período de amadurecimento ao menos pra mim no que diz respeito a separações. Perder o convívio com as pessoas que mais gostamos é uma das perdas mais dolorosas. E ao longo da vida essa perda se repete em diversos momentos. Encontros, desencontros, separações. A vida segue, nós choramos a separação esquecendo que em breve, logo ali, virão novas conquistas.
No último dia que fomos à faculdade, eu estava tomada por um sentimento imensurável de alegria com um misto de tristeza. Era o início de uma nova vida. Eu e todos a minha volta respirávamos expectativas. Mas sentia uma angústia em pensar que não teria o convívio diário com algumas daquelas pessoas. Era de fato uma separação. A primeira de muitas que viriam, assim como foi quando saí da casa da minha mãe para ir morar sozinha.
Atualmente, não falo com a maioria dos meus amigos da faculdade. Para alguns eu ainda ligo, envio um e-mail, tento manter um contato. Com outros não falo há meses, mas vivem na minha memória. E com outros posso não ter a convivência diária, mas basta saber que existem. De certa forma aprendemos a viver com isso. Outro dia li uma frase do Eugênio Mussak que define bem o que hoje me serve como alento: Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue. É isso aí. Ainda bem que ficam as lembranças. Dessas a gente não se separa. E obrigada aos amigos.
Feliz aniversário, B!
É curioso como e aonde nascem às amizades. Pode ser de um simples sorriso, uma empatia, longos dias de conversa para então descobrir as afinidades, assim como pode ser no primeiro contato e pode ser na escola, faculdade, na vizinhança ou no trabalho. A amizade simplesmente acontece. Não existe fórmula. Podemos ter amizade com pessoas tão diferentes e tão iguais a nós, não importa desde que saibamos respeitar e aceitar as qualidades e defeitos que todos nós temos. E quando digo amizade, falo de AMIZADE maiúscula. Amigos têm aos montes, mas nem todos são verdadeiros.
Sinto saudades da época da faculdade, tempo em que tínhamos mais contato com os amigos. Após a faculdade cada um foi levando seu rumo. Lembro que ao final do curso senti uma tristeza imensa. Algumas pessoas eu tinha certeza que manteria contato e com outras não, afinal acabamos nos perdendo. Mas era um período de convivência diária que tornava tudo mais intenso, em meio de alegrias, discussões, tristeza, confissões, segredos. E nesse caminho vamos encontrando e desencontrando várias pessoas.
Acho até que esse final da faculdade foi um período de amadurecimento ao menos pra mim no que diz respeito a separações. Perder o convívio com as pessoas que mais gostamos é uma das perdas mais dolorosas. E ao longo da vida essa perda se repete em diversos momentos. Encontros, desencontros, separações. A vida segue, nós choramos a separação esquecendo que em breve, logo ali, virão novas conquistas.
No último dia que fomos à faculdade, eu estava tomada por um sentimento imensurável de alegria com um misto de tristeza. Era o início de uma nova vida. Eu e todos a minha volta respirávamos expectativas. Mas sentia uma angústia em pensar que não teria o convívio diário com algumas daquelas pessoas. Era de fato uma separação. A primeira de muitas que viriam, assim como foi quando saí da casa da minha mãe para ir morar sozinha.
Atualmente, não falo com a maioria dos meus amigos da faculdade. Para alguns eu ainda ligo, envio um e-mail, tento manter um contato. Com outros não falo há meses, mas vivem na minha memória. E com outros posso não ter a convivência diária, mas basta saber que existem. De certa forma aprendemos a viver com isso. Outro dia li uma frase do Eugênio Mussak que define bem o que hoje me serve como alento: Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue. É isso aí. Ainda bem que ficam as lembranças. Dessas a gente não se separa. E obrigada aos amigos.
Feliz aniversário, B!
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