terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
É só uma fase, vai passar
Existem momentos que nos sentimos perdidos, sem saber que rumo tomar ou melhor, sem saber o que vai acontecer. A verdade é que nunca sabemos o que vai acontecer, mas às vezes pensamos que temos as rédeas de tudo. Eu sou assim. Faço plano pra tudo. E nunca parei pra pensar que um dos meus planos, depois de realizado, seria o que mais mudaria a minha vida completamente.
Tenho sentido muita vontade de escrever no blog, de colocar pra fora todos os sentimentos contraditórios que me permeiam. Assim como tenho sentido muita vontade de ficar quieta, calada no meu canto, em silêncio e sem escrever nada e nem falar com ninguém. Talvez nem todo mundo entenda todos esses sentimentos. E aí me descubro uma pessoa egoísta. Não quero que me julguem. Mas a minha preocupação maior é com você, não quero te transmitir esses sentimentos. E por isso, em pensamento, te falo todos os dias “vida, não é nada pessoal”.
Minha vontade sincera não é terminar com esse blog, lugar onde quero contar várias alegrias que estão por vir. Hoje resolvi escrever motivada pelos acontecimentos matinais. Acordei bem disposta. Ao baixar os e-mails havia um e-mail lindo da Dani, onde ela definiu muito bem a minha fase “desencontro de você com você mesma”, também me mandou uma foto muito fofa do momento de banho do seu caçula. Em seguida recebi uma ligação da Nina, que carinhosamente me “emprestou” sua preciosa Mazé para me dizer lindas palavras. Que sábia essa Mazé! Fiquei emocionada ao ouvir a sua voz. Não a conheço pessoalmente e também nunca tinha falado com ela. Mas foi como se um anjo estivesse me dando colo e me fazendo lembrar “olha, você é muito querida e tem muita gente torcendo por vocês, eu sou uma delas”. Sim. Tem muita gente torcendo por nós. E eu não sei o que temo tanto. Eu também tenho dentro de mim a sensação de que tudo vai dar certo. Mas eu sou tão cagona! Sou forte, mas o medo muitas vezes não me deixa enxergar isso. É tudo muito novo.
Tenho que dar créditos também a outras pessoas que fazem da minha vida cada dia melhor:
Ao Piffer. Que marido! Ele dá sentido a nossa vida todos os dias. Com ele não tem tempo ruim. Como diz meu pai, o Piffer é uma "pessoa positiva", pra cima, de bem com a vida, tão feliz. E ele é feliz com pouca coisa. Não é como eu que sempre preciso estar em movimento. Tenho grande admiração por ele. E cada dia eu tenho certeza que não podia ter encontrado homem melhor para dividir a vida. Ele não apareceu de cavalo, não vem de realeza, mas é um príncipe. Está certo que apareceu como um sapo, mas eu dei um jeito de tirar o feitiço (risos).
Minha mãe, outra pessoa positiva. Essa daí, meu Deusdocéu. Confesso que às vezes me irrita tanto otimismo. Ela é a Polyana em pessoa. Mulher do bem, cheia de fibra, força, coragem. Tem tanto amor por mim e pela Luninha. E por falar na Luana, essa também está diferente comigo, mais carinhosa, compreensiva e por incrível que pareça não tem me chamado de mimada e cheia de frescura. Eu sabia, no fundo ela é uma pessoa sensível (risos).
Papis passou uma semana lá em casa. Foi ótimo. Não me lembro de termos passado tanto tempo juntos (tirando a semana de carnaval). Meu pai também é uma pessoa incrível. Está super empolgado. Só sinto falta de uma coisa: até o momento ele não me mandou nenhum e-mail filosófico, mas já andou falando algumas coisas. E a Sofia também tem ligado todos os finais de semana. Uma graça. Minha caçula linda.
Enfim, estou rodeada de pessoas incríveis.
Hoje acordei com a sensação de que essas coisas vão passar. É assim, um dia após o outro. Temos que aceitar as mudanças. Tenho que passar por certas coisas porque o momento (e o meu organismo) exige isso de mim. Talvez não teria graça passar por tudo sem sentir nada. Como diz meu pai, estou sendo tradicional.
Nesse momento eu só tenho uma certeza: minha vida nunca mais será igual. Disseram-me que será melhor ainda. E que saber?! Eu não duvido.
Tenho sentido muita vontade de escrever no blog, de colocar pra fora todos os sentimentos contraditórios que me permeiam. Assim como tenho sentido muita vontade de ficar quieta, calada no meu canto, em silêncio e sem escrever nada e nem falar com ninguém. Talvez nem todo mundo entenda todos esses sentimentos. E aí me descubro uma pessoa egoísta. Não quero que me julguem. Mas a minha preocupação maior é com você, não quero te transmitir esses sentimentos. E por isso, em pensamento, te falo todos os dias “vida, não é nada pessoal”.
Minha vontade sincera não é terminar com esse blog, lugar onde quero contar várias alegrias que estão por vir. Hoje resolvi escrever motivada pelos acontecimentos matinais. Acordei bem disposta. Ao baixar os e-mails havia um e-mail lindo da Dani, onde ela definiu muito bem a minha fase “desencontro de você com você mesma”, também me mandou uma foto muito fofa do momento de banho do seu caçula. Em seguida recebi uma ligação da Nina, que carinhosamente me “emprestou” sua preciosa Mazé para me dizer lindas palavras. Que sábia essa Mazé! Fiquei emocionada ao ouvir a sua voz. Não a conheço pessoalmente e também nunca tinha falado com ela. Mas foi como se um anjo estivesse me dando colo e me fazendo lembrar “olha, você é muito querida e tem muita gente torcendo por vocês, eu sou uma delas”. Sim. Tem muita gente torcendo por nós. E eu não sei o que temo tanto. Eu também tenho dentro de mim a sensação de que tudo vai dar certo. Mas eu sou tão cagona! Sou forte, mas o medo muitas vezes não me deixa enxergar isso. É tudo muito novo.
Tenho que dar créditos também a outras pessoas que fazem da minha vida cada dia melhor:
Ao Piffer. Que marido! Ele dá sentido a nossa vida todos os dias. Com ele não tem tempo ruim. Como diz meu pai, o Piffer é uma "pessoa positiva", pra cima, de bem com a vida, tão feliz. E ele é feliz com pouca coisa. Não é como eu que sempre preciso estar em movimento. Tenho grande admiração por ele. E cada dia eu tenho certeza que não podia ter encontrado homem melhor para dividir a vida. Ele não apareceu de cavalo, não vem de realeza, mas é um príncipe. Está certo que apareceu como um sapo, mas eu dei um jeito de tirar o feitiço (risos).
Minha mãe, outra pessoa positiva. Essa daí, meu Deusdocéu. Confesso que às vezes me irrita tanto otimismo. Ela é a Polyana em pessoa. Mulher do bem, cheia de fibra, força, coragem. Tem tanto amor por mim e pela Luninha. E por falar na Luana, essa também está diferente comigo, mais carinhosa, compreensiva e por incrível que pareça não tem me chamado de mimada e cheia de frescura. Eu sabia, no fundo ela é uma pessoa sensível (risos).
Papis passou uma semana lá em casa. Foi ótimo. Não me lembro de termos passado tanto tempo juntos (tirando a semana de carnaval). Meu pai também é uma pessoa incrível. Está super empolgado. Só sinto falta de uma coisa: até o momento ele não me mandou nenhum e-mail filosófico, mas já andou falando algumas coisas. E a Sofia também tem ligado todos os finais de semana. Uma graça. Minha caçula linda.
Enfim, estou rodeada de pessoas incríveis.
Hoje acordei com a sensação de que essas coisas vão passar. É assim, um dia após o outro. Temos que aceitar as mudanças. Tenho que passar por certas coisas porque o momento (e o meu organismo) exige isso de mim. Talvez não teria graça passar por tudo sem sentir nada. Como diz meu pai, estou sendo tradicional.
Nesse momento eu só tenho uma certeza: minha vida nunca mais será igual. Disseram-me que será melhor ainda. E que saber?! Eu não duvido.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
O que você quer antes de morrer?
Duas americanas (Nicole Kenney e KS Rives) colocam em prática um projeto sobre os desejos humanos. Elas sairam pelas ruas clicando as pessoas com uma câmera Polaroid e após o clique, cada entrevistado escrevia na imagem a sua resposta para a pergunta: Antes de morrer, você quer...? Segundo Rives, a intenção era fazer as pessoas pensarem sobre o que realmente é importante em suas vidas. Existem vários grupos de pessoas: os altruístas, que desejam coisas boas para a humanidade. O Marido se encaixa nesse grupo, ele sempre diz seriamente que seu desejo é a paz mundial. Quem não o conhece pensa que ele está tirando um sarro, mas ele está sendo verdadeiro. Embora, eu também queira a paz mundial, não é esse o meu desejo mais fiel. Tem o grupo dos materialistas e ainda os que buscam a espiritualidade. Sendo bem sincera, confesso (com vergonha) sou do grupo materialista. Fiquei refletindo a respeito....pra quê desejamos (nós do grupo materialistas) ter o carro do ano, comprar a casa própria, ficar ricos, etc...se morremos e tudo fica aí? Vi uma foto de uma menininha e o seu desejo antes de morrer é ir ao zoológico. Ao ver isso pensei "quisera não perder a inocência jamais", mas esse desejo já não é mais possível. O projeto das americanas é bem interessante, elas colheram milhares de depoimentos de pessoas diferentes e até de pacientes de hospícios. Você pode conferir o trabalho AQUI . Daqui alguns anos, as americanas pretendem entrar em contato com os entrevistados para ver se eles têm alcançado seu objetivo e, se não, por que não o fizeram. Vi essa notícia na revista Vida Simples que terminava o texto com a resposta de uma das entrevistadas: "antes de morrer eu quero viver". Achei digno e refleti mais um pouco... embora eu queira bens materiais, o meu maior desejo é fazer as coisas que tenho vontade, viajar, fazer feliz as pessoas que amo e viver intensamente, mesmo que pra mim isso signifique não fazer nada numa tarde de sol, ficar contemplando a rua da varanda, como estava fazendo antes de vir escrever no blog. E você o que quer?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
atualizado
Feriadão. Frio. Chuva. E mesmo assim o Rio de Janeiro continua lindo. Fomos até lá levar "notícias diferentes" para o meu pai.
*
Terminei Gonzos e comecei a ler A Dama da Solidão, da Parisot. Adorei o primeiro e indico. Já o segundo é uma viagem da autora. Viagem bem esquisita. Acho que tenho problemas em ler um segundo livro do mesmo autor. Nunca supera a primeira leitura. Os imcomparáveis até agora são: Gabriel Garcia Marquez, Clarice Lispector, Mario Vargas Llosa - todos os livros desse cara são sensacionais. Inclusive, Llosa acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Indico: As Travessuras da menina má.
*
E os mineiros, hein?! Eu claustrofóbica do jeito que sou não aguentaria nem subir na tal Fenix, quem dirá ficar dois meses embaixo da terra. Comovente a saída deles. Daqui dois anos vira filme.
*
Preciso aprender a dominar a ansiedade.
*
11 de outubro - 2 aninhos de casados. Bodas de algodão. O combinado era não trocarmos presentes. Na prática o negócio foi diferente. Os dois ganharam...
*
Disseram-me que 2010 era o ano de alguma coisa.....do que mesmo?!
*
Terminei Gonzos e comecei a ler A Dama da Solidão, da Parisot. Adorei o primeiro e indico. Já o segundo é uma viagem da autora. Viagem bem esquisita. Acho que tenho problemas em ler um segundo livro do mesmo autor. Nunca supera a primeira leitura. Os imcomparáveis até agora são: Gabriel Garcia Marquez, Clarice Lispector, Mario Vargas Llosa - todos os livros desse cara são sensacionais. Inclusive, Llosa acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Indico: As Travessuras da menina má.
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E os mineiros, hein?! Eu claustrofóbica do jeito que sou não aguentaria nem subir na tal Fenix, quem dirá ficar dois meses embaixo da terra. Comovente a saída deles. Daqui dois anos vira filme.
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Preciso aprender a dominar a ansiedade.
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11 de outubro - 2 aninhos de casados. Bodas de algodão. O combinado era não trocarmos presentes. Na prática o negócio foi diferente. Os dois ganharam...
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Disseram-me que 2010 era o ano de alguma coisa.....do que mesmo?!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O que estou lendo
Enfim terminei de ler Comprometida, de Elizabeth Gilbert, autora do Best-seller Comer, rezar, amar. Vou me limitar a dizer que esse livro não vai parar nas telas do cinema, como o Comer...que eu amei e estou super ansiosa para ver o filme. Minha ansiedade é por vários motivos: eu amei o livro, ganhei de uma pessoa especial, tem uma dedicatória linda, me identifiquei com a personagem; no filme a protagonista não podia ser melhor: Julia Roberts - a mulher mais linda do mundo, na minha opinião. E seu par super charmoso Javier Bardem. Aimeudeus!
Agora comecei a ler Gonzos e Parafusos, de Paula Parisot. Eu falei do lançamento desse livro AQUI. Eu estava a procura de um outro livro da mesma autora: A Dama da solidão. Não estava encontrando (fora na internet) quando fiz minha última tentativa na Saraiva e encontrei o único exemplar de Gonzos na loja. Abri a primeira página e li: “Às vezes a Baronesa ElizabethBachofen-Echt vem me visitar. Porém, o fato de ela não existir não me torna necessariamente uma louca. Porque, nesse caso, toda pessoa com imaginação seria louca”.
Pronto. Foi o suficiente para querer levá-lo comigo. Ele me faria companhia enquanto minha encomenda não chegasse. Sim, porque mesmo em falta, eu comprei o livro A Dama da Solidão e tenho que esperar até sexta-feira para chegar.
Li mais um pouquinho só para ter aquela sensação de "preciso-desse-livro-agora": "Eu estava pronta para ir a uma festa com a Amanda. Havia até comprado um livro com a poesia completa de T.S. Eliot para o aniversariante. Sempre faço isso, presenteio as pessoas com as coisas que eu gostaria de ganhar".
Pronto. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Identifiquei-me. Preciso levar esse livro pra casa.
Minha relação com um livro começa assim. Se um livro me chama atenção eu abro leio um pouco, me interesso ou... não. Se me interesso leio a contracapa. E se me interesso ainda mais levo pra casa. Não sei o que me leva querer tanto um livro, mas a maioria das vezes são livros que me preenchem de alguma forma e com os quais me identifico. Nesse Gonzos e Parafusos tem uma parte peculiar na qual a personagem, Elisabeth, define muito bem essa experiência: “Não costumo saber exatamente por que estou levando aquele livro comigo, mas quase sempre as leituras impostas pelo acaso são descobertas essenciais para mim naquele determinado momento da minha vida”. Elisabeth quer dizer que não somos nós que escolhemos o livro, é ele que nos escolhe.
Agora comecei a ler Gonzos e Parafusos, de Paula Parisot. Eu falei do lançamento desse livro AQUI. Eu estava a procura de um outro livro da mesma autora: A Dama da solidão. Não estava encontrando (fora na internet) quando fiz minha última tentativa na Saraiva e encontrei o único exemplar de Gonzos na loja. Abri a primeira página e li: “Às vezes a Baronesa ElizabethBachofen-Echt vem me visitar. Porém, o fato de ela não existir não me torna necessariamente uma louca. Porque, nesse caso, toda pessoa com imaginação seria louca”.
Pronto. Foi o suficiente para querer levá-lo comigo. Ele me faria companhia enquanto minha encomenda não chegasse. Sim, porque mesmo em falta, eu comprei o livro A Dama da Solidão e tenho que esperar até sexta-feira para chegar.
Li mais um pouquinho só para ter aquela sensação de "preciso-desse-livro-agora": "Eu estava pronta para ir a uma festa com a Amanda. Havia até comprado um livro com a poesia completa de T.S. Eliot para o aniversariante. Sempre faço isso, presenteio as pessoas com as coisas que eu gostaria de ganhar".
Pronto. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Identifiquei-me. Preciso levar esse livro pra casa.
Minha relação com um livro começa assim. Se um livro me chama atenção eu abro leio um pouco, me interesso ou... não. Se me interesso leio a contracapa. E se me interesso ainda mais levo pra casa. Não sei o que me leva querer tanto um livro, mas a maioria das vezes são livros que me preenchem de alguma forma e com os quais me identifico. Nesse Gonzos e Parafusos tem uma parte peculiar na qual a personagem, Elisabeth, define muito bem essa experiência: “Não costumo saber exatamente por que estou levando aquele livro comigo, mas quase sempre as leituras impostas pelo acaso são descobertas essenciais para mim naquele determinado momento da minha vida”. Elisabeth quer dizer que não somos nós que escolhemos o livro, é ele que nos escolhe.
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