quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010

O ano está terminando. Vai começar tudo outra vez. Engraçado como todas as pessoas ficam esperançosas. Eu faço parte desse grupo. Tudo vai continuar igual. Vamos continuar sendo os mesmos. Tudo vai continuar igual e no mesmo lugar. Mas a ideia de um ANO NOVO nos permite ter a esperança de algo novo.

A vida talvez não teria sentido sem esperança. Agora é o momento de renovar esse sentimento. Renovar os votos para uma vida melhor. RENOVE. Renovar os planos. É importante traçar pelo menos dois planos, que serão os dois objetivos a seguir com finco. Quando realizados, agradeça e comemore.

Use branco, amarelo, cor de rosa, verde, a cor que preferir. Celebre. Coma as 12 uvas. Faça seu pedido. Pule sete ondas. Sorria. Coma uma colher de lentilha. Brinde. Faça uma oração. Agradeça. Seja feliz.

Hoje quando o relógio marcar meia-noite, é hora de zerar e começar tudo outra vez.

Um feliz Ano-novo para você!
Eu não esperava nada do ano 2009. Comecei o ano sem muitas expectativas, sem planos. E muitas mudanças aconteceram. Agora estou achando que as coisas acontecem assim. Quando não esperamos nada. É assim com as relações, o certo é não esperar nada do outro. Com o universo deve ser o mesmo. Não devemos esperar nada dele, apenas fazer com que ele conspire a nosso favor. Como? Não sei. Talvez agradecer seja um caminho.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

25 de dezembro

Natal ou dia mundial da preguiça?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL

Já sabemos. Os Natais já não são os mesmos.
Já perdemos. A ternura e crença pela magia desse dia.
As madrugadas que antecede a véspera já não são acompanhadas pela ansiedade.
Aquela ansiedade de acordar e esperar aquela noite tão desejada.
O que Papai Noel preparou? Será que a meia na janela era grande o bastante para caber o presente?
Aonde será que ele esconderia o presente? Será que daria tempo dele entregar o seu?
Sim, Papel Noel nunca esquece as crianças que se comportaram bem o ano todo.
Em uma noite de Natal ela pensou não ter se comportado bem no ano que passou. Papai Noel escondeu tão bem seu presente que ela procurava, procurava e não achava. Chorou. Um choro sentido. A sua irmã já tinha encontrado o dela. E como o choro não cedia e a procura já havia cessado, a mãe teve que quebrar o acordo com Papai Noel e tirar o presente do esconderijo. Sempre ganhava o presente desejado.
Hoje ela sabe que Papai Noel só traz presentes para as crianças. E ela não é mais uma.
Essa será sua vigésima oitava noite de Natal. Essa data já não é como as outras.
Nas outras ela via os adultos numa correria frenética. Para eles o dia passava rapidamente. Para ela a noite não chegava nunca.
Agora ela sabe que o dia 24 é menor que qualquer outro do ano, mesmo tendo mesma quantidade de horas.
A noite chega muito rápido sem dar tempo para terminar tudo o que precisa.
Algumas pessoas ela não verá. Outras já não estão mais aqui. Isso a entristece. Mas as lembranças invadem seu coração e o enchem de alegrias.
Porque a saudade alimenta a alma. E é bom senti-la. Sentimos saudades só do que foi bom.
Esse ano tem algo especial, ao menos parece ter. Ela não sabe exatamente o que é. Mas está feliz e com grandes expectativas para a data.
Ao deitar-se na cama para dormir, ela sente aproximar-se aquela ansiedade para a chegada da véspera.
Ontem foi dia de falar e rever pessoas especiais.
Falei com minha amiga Adriana e seu filho lindo Gustavo. Morro de amores por este garoto. E o conheci bebê! Hoje ele ta enorme! Os dois são pessoas muito especiais que ADOOOORO e vou levar para o resto da vida no meu coração! A Dri é daquelas amizades com as quais não falamos diariamente, nem nos vemos com tanta freqüência, mas basta saber que ela existe e que a qualquer momento podemos nos ver e nos falar. Meu carinho por eles é ENORME.

Revi os amigos da Revista Imprensa. Foi dia da confraternização da empresa e realizamos amigo secreto. Pessoas queridas demais!!!! Que delícia!
Aquela equipe é sensacional. E não é um ou outro assim. Todos são maravilhosos. É realmente uma família. Saudades sempre.

Eu espero não perder nunca a ternura e sempre cultivar essas amizades especiais. Que a correria do dia a dia não me faça esquecê-los jamais. Que mesmo longe, eu esteja sempre perto, nem que seja em forma de um e-mail ou um rápido telefonema.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Em 2010 desejo...(parte 2)

não perder a delicadeza;
ser mais sutil;
dizer as palavras certas;
só sorrir;
chorar só de felicidade;
preparar-me para os 30;
ter mais flores;
receber uma carta escrita a mão;
ler mais e bons livros;
fazer menos planos;
tomar um banho de chuva;
não desistir;
mais coragem;
sentir frio na barriga;
ter ideias ricas;
viajar sem destino certo;
fazer outro blog;
compartilhar felicidades...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

nota

Comunico que este blog entrará em recesso de final de ano. Não será um afastamento completo. Só não será com a mesma frequência, diariamente. Uma vez ou outra vou tentar dar uma passada para registrar algo. Mas ninguém sentirá tanta falta assim, afinal com fim de ano chegando, aumenta correria no trabalho, presentes para comprar, preparativos de festas, férias coletivas, etc, etc, etc. Logo, muitas pessoas não vão se preocupar e ter tempo de entrar aqui.

Tem noção que o Natal é na semana que vem?! Já disse que a véspera de Natal será na minha casa?! Pois é, a família do meu esposo e a minha virão pra cá na véspera. Estou super empolgada e feliz. ADOOORO Natal! ADOOORO reunir amigos e familiares. Apesar de achar uma data um pouco triste, gosto muito das festividades do final de ano. Então, estamos na organização e preparativos da festa natalina. Até amigo secreto rouba presente estou organizando. Quero que seja tudo maravilhoso. E são vários detalhes.

Pela primeira vez em toda a minha vida, meu pai não virá no Natal. É um pouco estranho. Mas entendo as razões dele e no dia 31 estaremos lá, todos reunidos para mais uma virada carioca. Mais estranho ainda é saber que meu pai montou uma árvore de natal. Detalhe: a árvore é natural. Quanto mais ele envelhece passa o tempo, mais meu pai me surpreende e se torna uma pessoa cada vez melhor. Ele comentou que montou a árvore pensando em mim, disse pra Sofia que eu ia me amarrar quando chegasse lá e visse a árvore. E é verdade. Eu gosto dessas coisas. Até quando morei sozinha, eu montei a minha. É coisa de infância. Coisa da minha mãe. É coisa das pequenas coisas da vida.

Um parênteses:
Neste momento estou aqui escrevendo e a Capitu está deitada ao chão tentando chamar minha atenção. Ela vira de barriga pra cima e fica rodando de um lado para o outro olhando pra mim (para ver se olho pra ela), como se estivesse numa rede. Ela tem feito isso com frequência quando estou no computador.

Voltando:
É isso. Ainda volto aqui para desejar um ótimo 2010 para todos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um conto de terror

O fantasma e o tráfico de rins
(baseado em fatos reais)
por Roberto Piffer

Domingo, uma noite tranquila. Dia chuvoso, portanto uma noite úmida, frio ameno, deserto, o vazio, a praça taciturna. No sino da igreja, onze badaladas sinalizam o desfecho de mais um final de semana.

Quando, de súbito, vem a lembrança: nosso carro de boi ficou no estábulo, ao relento. Melhor guardá-lo no celeiro - disse a fazendeira concisa, já dentro da casa, ao renomado coronel.

E ruma o casal até a porta do antigo celeiro, construído com madeira de reflorestamento, ecologicamente correto (e aprovado pela conferência do clima, em Copenhague). À frente desse galpão imenso e com aproximadamente 4 metros de altura, rangem as pesadas portas, revelando um enorme vão que dá para uma escuridão sem fim.

O casal se entreolha de soslaio, certificando-se da presença de cada um, quando, como um relâmpago sem brilho, aparece a figura por entre os ventos gelados. Com sua saia comprida, ela parece flutuar sobre a relva, em silenciosos e lépidos passos.

- Você sabe onde fica a congregação? – diz a figura amorfa.

- Sim – diz o corajoso coronel – siga esta trilha que se estende à sua frente que chegará lá...

- Você me leva lá? – pergunta a voz, que mais parece o gorjeio de uma coruja.

- Não tem como, tenho minha fazenda para cuidar.

- Mas você disse que sabe onde fica! – com certa imposição na voz, indicando irritação e ao mesmo tempo mantendo um tom sobrenatural.

- Sei sim, siga aquela trilha, criatura do mal...

- Você tem os dois rins? Preciso de uma faca pontiaguda e uma banheira com gelo! – seguido de uma gargalhada aterradora... logo depois o corpo voa por cima de nossas cabeças e o vestido parece contornar em nossa direção.

- Todo gelo desta fazenda, já tem destino certo... Me dê um whisky ‘on the rocks’ por favor, rápido!

Então ela veio de encontro aos nossos corpos, nos transpassou como uma sombra e seguiu em direção à trilha...

Continua...

domingo, 13 de dezembro de 2009

para não esquecer...

Sobre a Capitu:

- Seu aniversário é em 21 de março;
- ela ficou no cio pela primeira vez em 29/10/2009, quando tinha sete meses (precooooce);
- ela adora sorvete;
- recentemente experimentou banana e adorou;
- ela não gosta de maça;
- ela adora cócegas na barriga e um cafuné;
- começou a ficar sociável em novembro de 2009;
- quando abana o rabo é porque está sorrindo;
- ela passou a nos acordar todas as manhãs...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Em 2010 desejo... (parte 1)

cuidar mais do meu corpo;
fazer uma viagem inesquecível;
começar e terminar um curso;
fazer (e revelar) fotos lindas;
ouvir mais e falar menos;
conseguir esconder o jogo;
levar uma vida mais leve;
não pensar tanto na vida;
realizar um sonho;
pular de asa delta;

fazer um passeio de balão;
ser mais calma;

ser menos ansiosa;
ir mais à praia;
não perder meu otimismo;
acreditar mais nas pessoas;
ser menos desconfiada;
o desapego;
que as pessoas se preocupem mais com a própria vida;
que não se importem com a minha cara de brava;
ter tempo para as coisas simples da vida;
passar mais tempo com as pessoas que amo;
levar a Capitu ao Ibirapuera;
que os bons modos não caiam em desuso;
menos conversas difíceis;
levar a sério minhas atividades físicas;

ter mais fé e esperança;
desejo desejar legumes e saladas....

BOAS FESTAS!

a primeira experiência

Fiz meu primeiro treino de musculação e minha primeira aula de pilates. Que coisa boa é o pilates. Quer dizer, o negócio é pesado, com exercícios difíceis. Mas é interessante porque trabalha a respiração. E quando eu deitei no chão, inspirei e expirei, me dei conta de como não cuidamos do corpo, da mente e da alma. Vivemos abitolados.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

a tal da avaliação

Ontem foi dia da avaliação física na academia. Serve para o médico avaliar suas condições físicas (óbvio, né?! o nome já diz para que serve), bem como medidas do corpo, peso, etc, etc, etc.

Primeiros itens a serem medidos: peso e altura. Como já esperava estou com 58kg, na verdade 57,900kg. A minha altura foi revelada na frente do meu marido o que me obriga a confessar a todos: meço 1,67. Na verdade é um metro e sessenta e seis e meio. Ah, vai pra PQP essa fisioterapeuta de merda!!!! “e meio”. Meooo, é 1,67 e ponto final. Primeiro que eu sempre tive 1,70!!! Isso era o que eu sempre falava. É muito mais bonito ter 1,70 do que menos que isso. Mas eu sei o que aconteceu, já ouvi falar que as pessoas diminuem quando envelhecem. Deve ser isso que está acontecendo comigo. Eu já estou diminuindo. Bom, não importa. O que importa é que com salto eu tenho 1,70 e não vou sair andando descalça por aí. Então para todos os efeitos, tenho 1,70 e não se fala mais nesse assunto.

A tal da fisioterapeuta foi logo comentando do meu tênis novo (comprado especialmente para essa minha nova atividade).

Fisioterapeuta: - Você vai ter que mudar de tênis, usar um com amortecedor.... Esse é muito lindo, mas para passear no shopping. É novo? (tipo, “comprou só para vir pra academia, se ferrou porque esse modelo não rola”)

Pensei: abusaaaaaada essa moça. Mas apenas disse: - sim, é novo. Eu não tenho tênis e não gosto deles. Comprei mesmo só para vir à academia. (Queria ter completado: não vou ao shopping de tênis. Mas não disse nada)

Fisioterapeuta: - Compra um baratinho mesmo, pode até ser sem marca. (tipo, ela estava me zuando messssssmo....)

Depois vieram as medidas do corpo. E ela pegou uma pinça para medir as gorduras localizadas do meu corpo. Confesso que me senti um pouco ofendida, afinal eu não sou gorda. Eu sei disso. E pensei: o que estou fazendo aqui? O fato é que eu sempre fui muito magra e não estou acostumada com essa mudança repentina. Enquanto ela me media ficamos conversando:

Fisioterapeuta: mas você não acha que é gorda, né?
Eu: Ah, não exatamente...
Marido (ele estava na sala): acha sim! É que ela sempre foi magra e agora engordou um pouco e acha que está gorda. Ainda mais que as pessoas comentam e algumas perguntam se ela está grávida.
Fisioterapeuta: Mas quando engordamos um pouco é assim mesmo, as pessoas fazem esses comentários constrangedores. Quanto você engordou?
Eu: 5kg
Fisioterapeuta: Ah, é pouco. Eu engordei 20kg e todo mundo pergunta também se estou grávida, logo respondo é pança mesmo!

Blá, blá, blá...

Ao final estou lá fazendo um exercício na bicicleta e ela fazendo cálculos quando comenta que eu preciso perder 5kg para ficar com o peso ideal para o meu tamanho. Como assim??? Como ela tem a cara de pau de me dizer isso? Ela é que engorda 20kg e eu tenho que perder 5kg?! Eu sou magra!!!!! Se eu quiser ficar com 60kg posso! Se ainda assim quiser ficar com 62kg, posso. Se eu ainda quiser ter 65kg...não, não posso! Aí já vão ser 12kg a mais do meu peso ideal....

Eu só tive vontade de dizer uma coisa: Eu não quero perder nada, só a barriga dá pra ser?! E meu tênis é lindo sim e tem vontade própria, nesse momento está louco para voar na sua cara. E pega aquele “meio” da minha altura e enfia no meio do seu.......nariz!

Mas não disse nada. Saí da sala sorrindo e agradecendo o atendimento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

e foi assim que acabou o domingo...

Final de semana chegou e acabou. Como passa rápido!
Sexta-feira: nos matriculamos na academia. Já disse isso.
Sábado: fomos comprar roupas para academia. Fomos não, eu comprei e meu marido me acompanhou juntamente com minha mãe.

Domingo: Dia de futebol. Alguns amigos combinaram de assistir o jogo no estádio. Na boa, eu não gosto disso. Até tenho vontade de ir num jogo do Timão, mas não era ele e sim o Tricolor. Time do meu marido. Incentivei a ida dele. Domingo amanheceu e estava sol, depois foi ficando com a maior cara de chuva. Eu que nem pensava em ir, desisti de qualquer maneira. O maridão foi e eu resolvi ir pra casa da minha mãe. Entrei no metrô e um aperto no peito. Devia ter ido com ele. Que tipo de parceira eu sou?! Sempre fomos parceiros. Fazemos e topamos tudo juntos, afinal nós nos bastamos. Mas eu não fui. E fiquei péssima. Cheguei na minha mãe super chateada. Liguei pra ver se ele já estava no estádio. Sim, ele estava, mas não tinha conseguido comprar ingresso junto com o pessoal. Ele ia ficar sozinho! Eu sabia que devia ter ido. Droga! Fiquei hiper chateada. Não tinha mais o que fazer, nem dava tempo de me encontrar com ele. Eu minha mãe e minha irmã acabamos indo ao Center Norte (nossa, como aquilo vive cheio!). Aproveitei para comprar outras peças para academia que ainda faltavam. Fomos comprar calça e ao experimentar uma.....meooooooo, a droga da calça rasgou!!! Quer dizer, já devia estar rasgada, não é possível!!! Agora imagina eu lá na academia fazendo os benditos exercícios e de repente crcrcrrrrr...geeeeente, ninguém merece. Escolhi outros dois modelos. Como eu fico magérrimaaaaa com roupa de academia! Adoooooro! Mas a barriga....sério, vou de cinta pra academia. Tocou o celular e era meu marido. O jogo acabou. E eu fiquei torcendo para o Tricolor ganhar, meu marido merecia pelo menos isso, já que o campeonato não tinha mais jeito mesmo. E ganhou: 4x0, com direito a gol do Ceni. Fiquei tão feliz quando o celular tocou e eu vi que era o marido. Imagina que ele estava chegando no local no qual estacionou o carro e todos em volta tinham sido roubados!!!! Vidros quebrados, porta amassada e o Ranho lá intacto. Obrigada, Divino! Fiquei mais feliz quando meu marido chegou. O santo (do pau oco) foi até o Center Norte me buscar, fala se não é o homem da vida de qualquer mulher?! Só que esse é meu! Prometi que num próximo jogo do São Paulo (lá pelo meio de 2010) eu vou com ele. Estarei lá firme e forte. E pra terminar o nosso dia, o maridão virou celebridade por um dia, foi fonte em uma matéria para o site do Terra.


sábado, 5 de dezembro de 2009

agora já foi...

...nos matriculamos na academia. Agora eu não volto atrás. E vou provar pra todo mundo (até pra mim) que eu consigo. Meoooo, é um plano de 5 meses!!! Vamos ver, né....

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

saudade

Hoje recebi uma música de presente da Dani.


Ah, entrei no site do amigo e vi, me deu a mesma nostalgia, aliás tem uma música no Diácono Nelsinho Correa, da Canção Nova, sobre a saudade que se encaixa na nossa nostalgia...rs

Só se tem saudade do que é bom,

Se chorei de saudade não foi por fraqueza,
Foi porque amei.
E se eu amei, quem vai me condenar?

Se eu chorei, quem vai me criticar?
Só quem não amou, quem não chorou,

Quem se esqueceu que é um ser humano,
Quem não viveu, quem não sofreu,
Só quem já morreu... e se esqueceu de deitar

Beijo,
Dani

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É com você Lombardi

SBT em luto: morre aos 69 anos, o locutor Lombardi. Foi essa mensagem que recebi hoje do meu marido através do celular. Como assim??? Podemos considerar que 69 anos não é tão velho. Respondi questionando: Morreu do quê? Eu nem sabia que ele estava doente. Ainda não tinha sido divulgado o motivo da morte. Cheguei na empresa por volta das 17h30 (sim, eu estava trabalhando fora) e pela internet descubro que o locutor estava bem, não passava por nenhum problema de saúde. Segundo sua esposa, ele foi dormir normalmente e pela manhã quando foi acordá-lo o encontrou morto. Ele foi dormir e não acordou mais!!!! Para tudo! Tem morte mais feliz que essa?! Quantas pessoas não querem morrer assim? Eu não pretendo morrer tão cedo, mas desde sempre vivo afirmando: quero morrer dormindo! De morte natural messsssmo. Quero estar bem de tudo, dormir tranquila e não acordar. Com meu avô materno foi assim. E desconfio que esse foi um dos motivos que confortou minha mãe... Sempre fiquei imaginando o que acontece, se sentimos alguma coisa nessa transição. Imagino que deve ser tranquilo e feliz. Em seu leito, meu avô tinha essa aparência. Enfim...e agora quem vai pronunciar “Agora é sua vez, Silvio” ? Era uma das vozes mais famosas da TV. Que o Lombardi esteja bem. Amém.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

as abluções dele

Ela sempre quis saber por que ele demorava tanto no banho. Ele não sabia como descrever seus motivos - por sinal, simplórios e de uma sensibilidade fora do comum. O banho para ele era um ritual que lhe provocava um efeito milagroso. O que para alguns não passava de uma rotina a ser realizada de forma inconsciente, para ele era um ato prazeroso, especial e cuidadoso - não agia mecanicamente. Era o momento dedicado a si próprio. A higienização corporal da qual livrava-se de todas as impurezas do dia-a-dia. E dali saía descansado, renovado, rejuvenescido, empolgado, feliz. Ele gostava tanto do banho porque saía com a sensação de que, apesar de tudo, a vida valia a pena ser vivida. Ela sempre valorizou os motivos pelos quais valia a pena viver, mas nunca parou para pensar na relação do banho com o sentido da vida, a não ser o banho de mar. E ela precisou ler um livro para descobrir os motivos dele. E ela passou a valorizar mais o banho. Ela também prometeu parar de reclamar do tempo que ele gastava no banheiro. Até porque eles tinham dois banheiros em casa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

bixo do saco cheio

Hoje fui mordida pelo mesmo bichinho que sempre morde minha amiga Nina. Ela vive pronunciando que trabalha para pagar contas, que não vivemos, mas sobrevivemos. Fui mordida por ele. Acho que o nome desse bicho é saco cheio. Saco cheio de trabalhar e sobrar tão pouco dinheiro. Saco cheio de ter que batalhar para conquistar tudo o que queremos. Pior, saco cheio de sempre precisar de dinheiro. Precisamos de dinheiro pra tudo, já percebeu?! Não só sem saúde, mas sem dinheiro também não vivemos. Sim, saúde é mais importante, com ela vamos atrás do dinheiro. Mas precisamos do dinheiro para ir trabalhar, para comer, para comprar, para ir ao cinema, teatro, shopping, para estudar, viajar, para criar filhos, precisamos de dinheiro para viver! Sem dinheiro fazemos o quê?! Meu marido afirma que não gosta de dinheiro. Acho até que é verdade. Mas eu não posso dizer o mesmo. E nem tenho vergonha de assumir que adoooro dinheiro, que queria ser rica, ou melhor, milionária. Não gosto tanto a ponto de brigar com a família (sabe esses casos que morre mãe ou pai e os irmãos começam a brigar pela herança?! aff...). Isso não. Odeio e não concordo com a frase "dinheiro não traz felicidade" (VTNC o maldito que disse uma asneira dessa), já simpatizo com a outra "dinheiro na mão é vendaval" (tive uma época que na minha era furacão). Maldito dinheiro. Acho que temos uma relação de amor e ódio. Pense, para conquistar qualquer bem material, precisamos do bendito. Eu guardo dinheiro, penso: e se eu morrer?! Putz grilo, não usei e vai ficar tudo aí...mas e se eu gastar, não morrer e não conseguir conquistar as coisas que desejo?! Arhrhrhrh que agoniaaaaa! Escolho: fico com a primeir opção: guardo, até porque se qualquer dia eu morrer meu dinheiro vai ajudar alguém da minha família. Cheguei em casa e me deparei com a alegria da Capitu com a nossa chegada. Ai que delícia. Felicidade é isso! Simples momentos de alegrias que não envolve dinheiro. Ops...a Capitu foi bem $$$$...rs Lembrei: ontem mesmo li uma frase pichada em um muro: Sobreviva, mas viva! E eu gosto de viver, acima de qualquer coisa gosto dos desafios (não teria graça sem eles). Acabou o efeito da picada. Boa noite!

domingo, 29 de novembro de 2009

a pedidos

Família Miranda

sem assunto

Acho tão engraçado ouvir alguém dizendo "Deus lhe pague".
Coitada da pessoa que emprestou. E coitado de Deus... deve estar todo endividado.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sutilmente - Skank

Tão sublime essa música. Linda. Delicada...

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste

Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

...e o nome mesmo já diz, Sutil.

Você sabe como nasce um sorriso?

Vamos combinar a Coca-Cola é foda!!!
As propagandas são sensacionais!
Adoooro!
E a minha mãe é essa Coca-Cola toda!!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Anatomia do tédio

"Vivemos uma época de faltas: falta de tempo, de sono, de repouso, de dinheiro, de amor, de convivência, de variedade, de coesão familiar, de comicidade, de cordialidade, de liberdades, de simplicidades, de natureza, de segurança, de estabilidade financeira. Vivemos, em contrapartida, uma época de excessos: excesso de ansiedade, de trabalho, de burocracia, de ruídos, de hostilidade, de monotonia, de pagamentos, de alarmes, de desagregação familiar, de tensão, de dramaticidade, de violência, de coerções, de complicações, de ameaças, de instabilidade."

do livro O Amor acaba - Crônicas Líricas e existenciais, Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

de mal (e de bem) com a balança

Eu estou pesando 58kg!!! Tem noção que 58 é quase 60kg?! Sim, por que não é 58 redondo e sim 58kg e alguns gramas, em breve será 59kg e pronto, chegou o 60!!! Sabe quando pensei que um dia eu pesaria isso? NUNCA!!! Aos 20 anos eu pesava 42kg. É minha gente, qua-ren-ta e do-is ki-los!!! Eu era praticamente uma pena.
Nossa, como eu tinha vários apelidos sem graça quando criança. Eu passava na rua e ouvia dos moleques "só o pó...da rabiola"; "graveto"; "magrela" (esse era o menos pior). Acho que ouvi esses apelidinhos até a adolescência. Que saco! Eu chorava. E minha mãe me entupia de vitaminas e um negócio que eu odiava: biotônico fontora batido com ovos de codorna e leite condensado. Eca!
Já adolescente fui até ao endocrinologista! Quando eu entrava na sala, os médicos até tomavam um susto, mas não é porque eu era magra demais, era porque achavam absurdo uma jovem querer engordar. E geralmente, essa especialidade é para quem quer emagrecer.
Enfim...agora estou eu aqui com 28 anos e 58kg! Morrendo de medo de chegar aos 30 anos com 60kg. Sim, porque se isso acontecer f@deooooo. Eu nunca mais emagreço. E ainda nem tive filhos. Engordar depois de ter filhos ainda vai, né?! Posso usar a desculpa depois. Mas imagina engordar antes e depois engordar mais.
Mas tenho que confessar...eu me sinto muito melhor agora (inclusive, tenho sido surpreendida por uma vontade louca de completar 30 anos. Que esquisito!). O que me incomoda um pouco é a barriga que está um pouco saliente. Um monte de gente pergunta se estou grávida!!! É minha chefe, é tia, agora até as vendedoras no shopping perguntam isso! NÃO, NÃO ESTOU!
Eu queria o corpo de hoje com a barriga dos meus 18/20 anos. Era seca, seca demais. Aparecia até os ossinhos do lado. Hoje não consigo nem localizar esse osso. Pois é, nunca estamos plenamente satisfeito com o que temos.
E pensando em manter esse corpo, melhorar a situação da barriguinha e não chegar aos 60kg antes do tempo, resolvi deixar a preguiça de lado e me tornar uma garota fitness. Sim, eu e o maridão (um será o incentivo do outro) vamos nos matricular numa academia (tenho até medo de pronunciar essa palavra). E eu vou levar o negócio a sério. Pense, é bom por vários aspectos: vou deixar de ser sedentária, logo terei uma vida mais saudável, mais disposição, pique. Já comprei até um tênis para essa nova minha atividade. E já fiz vários planos, um deles é participar de maratonas (lá no trabalho sempre tem inscrições), correr no Ibira, caminhar na praça, andar de bicicleta, etc.
Mas não vou ficar só fazendo musculação, não. Aí já é forçado demais. Vou reservar dois dias (quem sabe três) da semana para essa modalidade. O resto vou dedicar a exercícios aeróbicos, ginástica e afins. Pensei em me matricular na natação, ou melhor, na hidroginástica. Mas um passo de cada vez. Eu até queria fazer natação, mas moooorro de medo de água. Algumas pessoas não acreditam, embora eu ame mar, piscina, eu não sei colocar a cabeça embaixo d'água sem tampar (com a mão) o nariz. É verdade!!! E não adiantam dizer "na natação você aprende". Eu me conheço. Não vou aprender. Não consigo colocar a cabeça nem embaixo do chuveiro, quem dirá numa piscina.

Já prestou atenção nessa letra?

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

Sei lá... a vida tem sempre Razão (Toquinho e Vinicius de Morais)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Restos - Com efeito

Ontem fomos assistir Restos, com Antonio Fagundes. A peça é sensacional. Surpreendente e arrasadora. Sim, arrasadora! Nos cinco minutos que antecede o fim do espetáculo, o ator revela um segredo irreal. E a platéia fica se perguntando “é isso mesmo que entendi?!” Meu marido comentou comigo depois “você precisava ver a sua cara de espanto”. Descobri: sou preconceituosa! Afinal, preconceito não é só racial. E isso eu sei que não sou. Mas preconceito existe em vários aspectos da vida. Por exemplo, achar que uma mulher não pode namorar um rapaz 30 anos mais novo, é preconceito. E a peça nem é sobre isso. Pra mim foi surreal. Mas eu adorei. Restos é sobre o valor da vida, o que somos, o que fazemos, o que nos tornamos, é sobre como tudo pode mudar em um segundo (e como eu penso nisso!!!) com uma simples mudança de caminho, uma escolha, um acidente, uma doença, é sobre como moldamos e como nos molda a vida. É sobretudo o que resta da vida e principalmente, de amor.
*
É uma belissíma história contada num velório, por um viúvo de 70 anos. É um monólogo. O autor prende a platéia em cada ato, em cada fala. "Com efeito". O cenário é misterioso e traz significados e mensagens subliminares - cada um faz sua interpretação e todas estão certas e se completam.
*
O texto Restos é do americano Neil LaBute. Indicado e mencionado diversas vezes pelo ator após a peça. Parece que é um escritor que gosta de causar espanto, polêmica, sua intenção é fazer o leitor/espectador rever seus conceitos e gerar conflito dentro de si. Segundo Fagundes, LaBute não gosta de privar o espectador da crueldade da vida.
*
A peça torna-se ainda mais enriquecedora e valiosa após seu término, quando Antonio Fagundes troca de roupa e volta para um bate-papo informal com a platéia. Sensacional! Eu o achava metido, um cara arrogante (como fazemos julgamentos precipitados). Ele é uma pessoa super direta, sem rodeios, inteligentíssimo, educado, um pouco apressado (mas quem não é hoje em dia?!), profissional, dedicado, rigído e vários outros adjetivos que pude perceber em uns 30 minutos que ele ficou ali com a platéia. Além de tudo, é sim o que 99% das mulheres dizem: charmoso!
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Serviço
Local: Teatro FAAP
Endereço: Rua Alagoas, nº 903 - Higienópolis, São Paulo
Temporada até 29 de novembro
Dias e Horários: Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 20h, e Domingos, às 18h.
Preços: R$ 100,00 / R$ 50 (meia-entrada)
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cada um no seu quadrado

Estou de acordo com a minha amiga e jornalista Thaís e não abro mão. Concordo plenamente com sua coluna dessa semana no Portal Imprensa, Cada um no seu quadrado. Concordo do começo ao fim.

Não teve cabimento nenhum essa intervenção da Record. Como eles querem ficar em primeiro lugar na audiência com esse tipo de comportamento?! Foi realmente uma cena vergonhosa. Onde já se viu a equipe da Record invadir o link da outra emissora, que por sinal era a TV Globo.

Ser “bacaninha” com a repórter uma ova (para não falar outra coisa bem feia). Planejamento é a palavra de ordem. Principalmente para uma entrevista. O negócio não era coletiva de imprensa. Não é carnaval. E pensando em mídia, divulgação, eu como assessora de imprensa não permitiria que o meu cliente primeiro desse entrevista para a emissora que não estava agendada, principalmente, por que a entrevista agendada era com a TV Globo. Agora me fala, qual cliente não prefere emplacar primeiro na TV Globo?!

O apresentador do Programa Hoje em Dia, o jornalista Celso Zucatelli ficou repetindo "é uma pena isso vai contra a democratização da informação, é uma pena que a gente veja esse tipo de imagem...". Vamos combinar, uma pena é ver o tipo de imagem que a Record estava transmitindo, o papelão que estavam fazendo invadindo o link da outra emissora. Uma vergonha é ver um jornalista ao vivo agindo dessa maneira. Puro sensacionalismo. Uma vergonha! Ai que vergonha...(e eu me formei nisso e hoje nem precisa de diploma)

Eu odeeeeio esse papinho “anti-Globo”; essas pessoas que querem parecer (e se acham) inteligentes, intelectuais e ficam com esse blá blá contra a Globo; não gosto desse argumento manjado “monopólio da informação”. (muito bem definido pela jornalista Thaís)

Meooo, não quer assistir a TV Globo, não assista, mude de canal. Ainda bem, temos livre arbítrio para escolher o que achamos melhor e o que mais nos agrada. E ainda bem que hoje contamos com o serviço da TV paga. E quem quiser, que assista a Record...

Assista o vídeo. Clique aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Promessa

Eu estou viciada em sapatos. Comecei a comprar um por mês e agora compro dois. Eu estava tão controlada até um tempo atrás. Não sei o que está acontecendo. É mais forte que eu. Afirmei que não compro mais até fevereiro. Mas acho que há um mês eu disse aqui mesmo nesse blog que compraria só em dezembro. Quer dizer, não adianta eu falar. Na hora do desejo da compra, não adianta nem mais fazer aquela pergunta “eu preciso disso?”. A resposta tem sido "não, mas eu desejo, logo preciso". Que coisa feia. Que pecado! Então pensei em fazer promessa para ficar um tempo sem comprá-los. Pensei mais um pouco e fiquei me questionando sobre o sentido da promessa. Resumindo meu pensamento, a idéia da promessa é: se Deus me der o que peço (nesse caso, peço força para não gastar mais compulsivamente), eu darei aquilo que Ele gosta. E devo prometer algo que eu acho que vai agradar Deus. No entanto, em geral, acabamos prometendo coisas dolorosas: subir a escadaria de não sei de onde, não comer chocolate por seis meses (essa eu já fiz, acho inclusive, que foi a única promessa que fiz até hoje), não tomar refrigerante, não fazer sexo, fazer caminhadas de joelho, fazer jejum, etc, etc. Aí esses meus pensamentos foram mais longe... o que agrada Deus e o faz feliz é o nosso sofrimento? Deus sente prazer em nos ver sofrer? Por que prometemos coisas dolorosas? Se eu prometer não gastar mais, quem sai lucrando é minha conta bancária e como estarei agradando Deus? Como faço a minha promessa para não gastar mais? Prometo pra mim ou para Deus?
Eu não gosto de escuro. Incomoda-me o silêncio que o acompanha...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Avenida Q

Domingo (08/11) fomos assistir a peça teatral Avenida Q. A peça é sensacional. Trata-se de um espetáculo musical com personagens de fantoches e humanos. A história se dá em cima dos problemas reais que todos nós enfrentamos na vida.

Princeton, é um jovem recém-formado e desempregado que se muda para Avenida Q. A vizinhança é formada por Nick e seu companheiro de quarto Rod – que é um gay enrustido. Kate, a personagem monstro (literalmente), uma monstrinha assistente de jardim de infância encantadora, que tem o sonho de criar uma escola de monstros e encontrar um amor. Brian, é um desempregado otimista que mora com sua noiva Neuza, que por sua vez é psicóloga. Ela não tem nenhum cliente, mas acredita ser ótima profissional. Como o paciente aparece uma vez para consulta e depois não aparece nunca mais, ela acredita que é tão boa que cura na primeira sessão. Gary Coleman, um ex-ator mirim frustrado por ter sido famoso apenas quando criança, atualmente é o zelador de todas as casas da Avenida Q. Além de todos esses personagens, encontramos também os Ursinhos do Mal e a Lucy De Vassa.

Todos nós moramos na Avenida Q. Podemos nos reconhecer nos problemas de cada personagem. Quem diante de um problema um dia não se pegou pensando “estou na merda!” ?!. E quem nunca pensou e ouviu falar “tudo há de passar!” ?!

É um espetáculo sensacional! É do “CARARIO”! Eu indico.

SERVIÇO – “AVENIDA Q”
Local: Teatro Procópio Ferreira
Endereço: Rua Augusta, 2.823 - Cerqueira César - São Paulo.
Temporada: 15 de agosto a 04 de dezembro.
Dias e Horários: Quinta a sábado, às 21h; e domingo, às 19h.
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br/ e bilheteria.
Preços: Quinta: R$ 70; Sexta e Domingo: R$ 80; Sábado: R$ 90 (com meia-entrada)
Duração: 2h20 com intervalo de 15 min.
Classificação: 14 anos.
Site Oficial: http://www.avenidaq.com.br/

domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre pés

Eu tenho pés bonitos. E sério, não estou sendo pretensiosa. Acho uma sorte ter pés bonitos. E adoro quando comentam. Outro dia fui trabalhar com uma sandália azul de salto (realça ainda mais um pé bonito) e recebi vários elogios do tipo. Mais um motivo para adorar o calor: colocar os pés de fora, deixá-los respirar.

Não é de hoje ouço falar que homens não gostam de pés feios. Pergunte para um homem a primeira coisa que ele repara na mulher depois da bunda e dos seios. Ele responderá: “pés” (sorte a minha que tenho bunda e seios pequenos). E isso é desde cedo, até os muito jovens falam isso. Um jovem que trabalha comigo é prova disso, com apenas 19 anos ele já tem preferência por mulheres de pés bonitos (esperto ele). Mas vamos combinar, como dizem os campo grandenses, é de cair o cu da bunda uma mulher de pé feio. E gente, como existe mulher de pé feio. Acho inclusive, que existem mais pés feios do que bonitos. Imagina, você lá num momento intimo de carícia e a dita cuja começa roçar os pés na sua perna, subindo delicadamente por ela e de repente....rapaaaaaz, aquele negócio fica gritante!!! Você repara que o pé da fulana é cheio de calo, o dedo indicador é maior que o dedão (e como diz um amigo no trabalho, dedo indicador maior que dedão é mão e não pé), não tem unha no dedinho, tem frieira e é meio escuro de sujeira (por que tem gente que não esfrega na hora do banho, pensa que só passar a mão com sabonete é o suficiente) e, bom várias outras coisas. Aff...

Tem mulher que vai à pedicure e pede pra fazer francesinha. Só que ela não pede para cortar a unha. Nossa, que horror! A ideia da francesinha é justamente dar um ar um pouquinho maior às unhas, é preciso cortar antes. Sem cortar fica parecendo unhas de gavião!!!
Mas não são só os homens que reparam em pés. As mulheres também gostam de homens com pés bonitos. Eu acho horroroso e tenho pavor de homem com pés feios, unhas cumpridas e sujas (acho que 93% são assim). Homem que é homem tem que ter um pé bonito. Mãos bonitas e macias são essenciais também. Eu tenho repelente contra o contrário. Ainda bem que meu marido tem pés e mãos lindas!

Mãos! Taí outra coisa que se repara. Adoro as minhas. São um pouco grandes, é verdade. Meus dedos são cumpridos. Mãos de pianista, já dizia minha mãe. Quando adolescente comecei a fazer as unhas, eu as deixava enormes e eu mesma fazia. Depois fui percebendo que as unhas grandes dobravam o tamanho dos meus dedos. Hoje uso num tamanho mediano e continuo eu mesma fazendo. Odeio fazer as unhas das mãos em manicure. Sempre acho que faço melhor que elas. Agora as unhas dos pés, a pedicure faz melhor, sem dúvida.

Uma coisa medonha é mulher usar esmalte descascando. Ahhhh, inadmissível. E não venham me dizer que isso é futilidade. Outro dia fui numa reunião, a moça toda bonitona, bem vestida, sapato scarpin, cabelo chapado (leia-se: cabelo com chapinha), maquiada e quando sentamos à mesa e ela cruzou as mãos entrelaçando os dedos com a caneta no meio. Ahhhh...que tristeza (como diria o Gabriel Pensador)! Aquele esmalte rosa pink descascando até a metade em TODAS as unhas, dos 10 dedos. Tem noção?! E ela ainda olhou para as minhas, olhou para as delas e comentou (com um riso sem graça) “ai não repara as minhas unhas” . Meoooo, como assim não repara??? Se ela não quisesse ser reparada ela que reparasse aquilo com algodão e acetona antes de ir trabalhar. E não diga que é falta de tempo, afinal quanto tempo se gasta para pegar um algodão, molhar na acetona e tirar o esmalte?! Nem 5 minutos. Não é por que ela tinha reunião, mas como uma mulher vai trabalhar com aquelas unhas?! Ou vai sem esmalte ou com esmalte completo. E pior, dava para notar que ela roia as unhas. Lamentável...

Bom, mas não quero julgar ninguém. Para as pessoas com pés ou mãos feios, basta um cuidado maior. Nada que um bom pedólogo faça. Pedólogo é caro?! Sim, é caro. Mas alguém já ouviu falar que ficar bonito é fácil e barato?! Eu não.

*

Ps1. nesse dia em que meus pés receberam vários elogios, à noite eles ficaram cheio de bolhinhas (não foram bolinhas e sim boLHInhas de bolhas) entre um dos dedos. Fiquei super, hiper, mega assustada (morro de medo dos meus pés ficarem com pereba. Ai que horror, fico apavorada só em pensar). Pensei que só podia ser olho gordo. Mas tinham sido rapazes que elogiaram (quer dizer, não tinha inveja em cima deles). A minha dermatologista disse que é por conta do calor, ela explicou e até faz um pouco de sentido. Passei no mesmo dia um creminho de erva doce, segundo os médicos refrescam, e na noite do dia seguinte meus pés que não têm nem unha encravada, ficaram lidos novamente.

Ps 2. Se sentirem os mesmos sintomas, não usem qualquer creme de erva doce, o meu foi indicado por médico especializado e feito em uma farmácia de manipulação. Em caso de sintomas, procure o médico.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rosa-choquei

Choquei com o que aconteceu dia 22/10 na Universidade Paulista UNIBAN. Eu não sabia do caso, até uma amiga comentar comigo essa semana e vender a pauta para o blog. Sim eu aceito sugestões para o meu blog. É claro que devem ser assuntos que me façam pensar na vida como ela é. Sim por que eu penso muito na vida, daí o título “estive pensando”.

Fui pesquisar o assunto e levei um choque. Foi assunto dos maiores jornais, e detalhe, eu trabalho num dos maiores grupos de comunicação e não sabia de nada. Sim, eu estou trabalhando demais e outubro foi um mês dedicado ao TCC. Mas, enfim, não tem desculpas uma jornalista não ter tido conhecimento do assunto. Mas eu teria conhecimento essa semana (se minha amiga não tivesse me falado) através da revista Época. CHOQUEI!

A personagem da história é Geise, 20 anos, aluna do primeiro ano de turismo, na UNIBAN. No dia 22 de outubro, a moçoila acordou e (foi infeliz ao escolher o modelito) muito provavelmente não sabia que aquele dia marcaria sua vida. Ela foi para faculdade com um microvestido rosa-choque(i) que deixava aparecer a calcinha. Resultado: parou a faculdade. Ao subir a rampa, cerca de 700 alunos (entre eles homens e mulheres) vaiaram, urravam, gritaram nomes promíscuos, pularam muros, riam, jogavam papel higiênico no pátio central. O coordenador do curso pediu que Geise fosse embora. Ela foi. Vestida com um jaleco branco que cobria o corpo e escoltada pela PM (afinal, faltou pouco para ser agredida). Como se não bastasse esse constrangimento todo, dias depois começou a circular na faculdade rumores de que a moça era prostituta e/ou atriz pornô. Vai vendo...em sua página pessoal no orkut, a moça se apresenta como “Michele” ou “Loirão”. Parece que ela é muito parecida com uma tal Babalu Brasileirinha, que em seu site é conhecida como “Michele” – mesmo nome divulgado pela estudante em seu orkut. Não vi nenhuma das duas, logo não conheço a aparência de nenhuma delas. No youtube você encontra imagens da estudante, gravado através de aparelho celular e divulgados no site dia 28/10. Não tenho interesse nenhum em conhecer nenhuma delas, nem para fazer comparação, nem para contribuir à minha pesquisa jornalística para esse post. Para quê nos interessa saber se ela é ou não prostituta?! Se faz ou não filmes pornôs?! Mesmo que seja, o que isso tem a ver comigo, com você e, principalmente com esses estudantes de merda que difamaram a garota?! O que muda em nossas vidas?! NADA! Só mostra o quanto o Brasil é um país formado de preconceituosos. No artigo de Ruth de Aquino, na revista Época, ela comenta que os colegas disseram que a Geise não vestia os trajes adequados para uma universidade. Concordo com a Ruth quando ela diz “hoje é impossível definir “traje adequado” para universitários. ...Moças andam de shortinho, microssaia, top com ou sem sutiã, rapazes desfilam de bermuda, camisa regata, sandálias havaianas. Tem muito corpo de fora nas universidades e isso nunca foi motivo para ataques de ódio”. Tem tanta garota de programa introduzida nos grupos da faculdade e, em vários outros lugares, que sequer são descobertas. Posso apostar que entre esses 700 alunos, deviam estar rapazes que já pagaram (e pagam) para sair com garotas.

É incrível que um país como o nosso, ainda sofra esse tipo de problema social. Cada um de nós já carregamos sua cota de problemas individuais, ninguém está livre disso. E ainda tem os problemas coletivos. Eu escrevi tudo isso só para emitir a minha opinião, curta e simples: é preciso mais conscientização humana.

Para terminar, deixo os questionamentos que finalizam o artigo de Ruth: “A estudante ficará traumatizada? Ou célebre e rica? Geise pode ganhar indenização, escrever um livro, posar para a Playboy e inspirar um filme. Esta é a vida como ela é”.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Esponja

O marido chega em casa e comenta empolgado com a esposa:

- Amor, trouxe 5 tipos diferentes de esponja: tem uma que protege a louça, outra que protege as mãos, outra que protege até as unhas (acabaram-se todos os problemas)...quem sabe assim alguém se anima para lavar a louça....

- E nesse lugar que você comprou essas esponjas não tinha algo para animar o marido lavar e passar as roupas, limpar e cuidar da casa, criar e educar os filhos, além, é claro, de trabalhar fora?


Por que as mulheres quiseram igualar seus direitos??? Isso não foi nada inteligente....

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hoje fui assim...




...e o Thiaguinho me fez o seguinte elogio: "Isso que é mulher Marie Claire".
Fiquei rosa chiclete. Mas me achei!!! rsrsrs


Depois na hora do almoço, comparamos e identificamos outros estilos: Claudia, Ana Maria, Titi...
(vai virar piada interna)

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Estou vestindo:
Vestido pretinho básico
Sapato Arezzo
Bolsa Darco

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Família

Um grupo de pessoas ligadas por convívio, recordações, amizade. Alguns grupos se distanciam, mas continuam de alguma forma ligados, de maneira que transcende o tempo. Que bom seria eternizar alguns momentos. Essa aqui é minha família de sangue, minha família querida, da qual guardo lembranças inesquecíveis. É a família Miranda Buscapé, que se reuniu no último dia 31/10 para comemorar os 80 anos da Vovó Biga.



domingo, 1 de novembro de 2009

Sobre Viver a Vida (a novela)

Minha amiga Nina gosta da personagem Betina (Letícia Spiller). Eu também gosto e estou torcendo pra ela pegar o Carlos (Carlos Casagrande) e que se dane o Gustavo (Marcelo Airoldi) que trai a esposa com a prima jornalista louca de economia Malu (Camila Morgado).
Gosto também da mãe dos gêmeos, personagem feita por Natalia do Vale (não lembro o nome da personagem). O trabalho dela ainda vai virar moda na vida real.
Mas meu personagem (e atriz) preferido é a Tereza (Lilian Cabral). Gente, essa mulher é foda! O personagem dela mais uma vez é lindo, carregado de emoção. Já me peguei emocionada em várias cenas dela.
Esse trio é o melhor. Três coroas enxutas (que expressão horrível), lindas, maduras, maravilhosas.
Um personagem fofo: Rafaela ,(Klara Castanho) que faz filha da Giovana Antoneli na novela. Eu já adoro essa menina desde o comercial que ela fez muito pequena onde comia um biscoito em baixo da mesinha e atende o telefone e não lembro mais o que acontecia...depois ela foi para o programa Mothern, no GNT. Essa menina é linda demais, uma gracinha.
Também gosto da mimada (e mesmo forçada) Luciana, personagem vivido pela Alline Moraes. Imagina as cenas dela e da mãe após o acidente que ela vai sofrer....
Espero que até o fim da novela a Helena vá morar em Petra e não volte nunca mais.
Uma observação: o Marcos (José Mayer) é sempre galã. E vamos combinar que ele é um tipão mesmo. Mas vamos combinar também que não dá mais pra ele fazer cenas de nudez. O que são aquelas pelancas do pescoço pra baixo??? Reparem, as cenas só pegam do pescoço até a parte do peitoral...tem muita pelanca. Imaginem mais pra baixo. Aff...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

sem mais

Gripe.
Tosse.
Sabe aquela música Oito Anos, da Adriana Calcanhoto?! "...Por que os ossos doemenquanto a gente dorme/Por que os dentes caemPor onde os filhos saem/Por que os dedos murcham quando estou no banho)Por que as ruas enchem quando está chovendo..."
Acho que falta a pergunta "por que a gente tosse quando está gripado"
Que coisa chata é tossir.
Minha garganta dói, está toda machucada, já está até com calo de tanto que eu ando tossindo.
Cof, cof, cof....

*

Amanhã é o dia D. Estou tão nervosa.
Lembrei do 1º dia de aula da disciplina de Telejornalismo. Fiquei dois anos esperando ansiosamente aquela matéria e no 1º dia tivemos que fazer uma apresentação, tipo bancada de jornal, com direito a câmera, gravação e tudo. Quando chegou minha vez me deu um pânico e eu sai correndo do estúdio. Que mico. Chorei. E depois dei gargalhadas. Aff...
E já estou nervosa antecipadamente. Amanhã...

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Ontem (29/10/09) minha cachorrinha ficou mocinha!!! Tão pequena, tão lindinha, tão novinha... ela só tem 7 meses!!!! Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz. É pq éu tinha medo dela crescer muito e a veterinária me disse que ela cresceria até 1 ano ou até o 1º cio - que podia acontecer após o primeiro ano ou antes. E não é que ela ficou aos 7 meses de idade!!!! Resultado: não vai crescer mais. Ai que lindaaaa!!! Mas eu prometi à Capitu que só cruzaria ela após 1 ano de idade. Imagina que eu vou cruzar a bichinha antes disso. É um bebê ainda.

*

Minha amiga Bruna me perguntou através do orkut: O que vc está achando da nova novela das 8?
Resposta: odeio a Helena!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Perguntaram-me

Para onde vão os dias que passam?
Para onde foram os dias que vivi?

Agora também fico a me perguntar o mesmo...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Embrulhe os chicletes antes de jogar fora

Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os passarinhos comem restos de chicletes deixados, irresponsavelmente, em qualquer lugar. Ao sentirem o chiclete grudando em seu biquinho, tentam, desesperados, retirá-lo com os pés...
E aí, acontece o pior: acabam sufocados.
Favor, embrulhe o chiclete num pedaço de papel e jogue-o no lixo. Repasse esta mensagem para que, principalmente as crianças, sejam conscientizadas
.


Nunca havia pensado no assunto até receber um e-mail com o assunto do título desse post e o teor acima. Já relacionei a ideia com cachorros. Minha vida inteira tive cachorros e morria de medo que eles comessem chiclete, pois um deles morreu porque engoliu um chiclete. Foi lamentável. Atualmente, tenho a Capitu e tomo o máximo de cuidado para ela não encontrar nenhum chiclete pela frente. Mas nunca passou pela minha cabeça a ideia com os passarinhos...

Reflita sobre o assunto. Os animais, a natureza e, principalmente, o meio-ambiente agradecem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

AMANHÃ COMEÇA O HORÁRIO DE VERÃO...

Vai começar o horário de verão. Eu acho tuuuudo de bom. AMOOOO horário de verão. Tem coisa melhor que sair do trabalho e o dia ainda estar claro?! Aquele entardecer lindo, o céu pintado com cores deslumbrantes que não existe em nenhuma tela, o Sol se pondo...ai ai...até suspiro de felicidade. Uma saudade invade o meu peito. Saudade de quando eu morava com a minha mãe e pegava o metrô voltando do trabalho para casa. A linha de metrô da ZN tem uma vantagem ótima: a partir da estação Armênia a linha do trem passa a ser ao ar livre. Livre do túnel. E se você senta num banco que dê para a janela, não importa se o trem está cheio, se tem um cara dormindo e caindo no seu ombro ou se a moça que está em pé está caindo sobre você ou ainda se tem uma criança chata gritando e esperneando. Eu ficava em estado anestésico quando o trem saia do túnel e me deparava com aquele céu bem ao fundo alaranjado. Ai que delícia. E não adianta rebaterem com “mas quando você acorda está escuro”. Pouco me importa, pois a hora que levanto, estou mais dormindo do que acordada, perderia esse espetáculo, se o mesmo acontecesse nessa hora.

...ADIANTE SEU RELÓGIO EM UMA HORA.
Quando o dia não foi legal e tudo pareceu uma merda, melhora um pouco, quando de noite você chega.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mulher sofre...

...pra ficar bonita. Como pode, né?! Nesse exato momento estou presa. Presa a uma cinta modeladora que aperta, ops, não, não, não aperta, esmaga a minha barriga e cintura. Ouço constantemente "ah, você é magra, não tem barriga", etc. Sabe aquele negócio de falsa magra?! Pois é, me tornei uma. Quer dizer, continuo magra, mas com barriga. (que saudade da minha barriga completamente seca e que eu vivia reclamando por ser tão seca) É verdade. Constato isso todos os dias, afinal não falta espelho na minha casa e no banheiro do trabalho. Além disso, tem as roupas que constantemente visto. Pior é você vestir uma roupa que não veste a algum tempo. Aí fodeoooo. Pior ainda são essas calças jeans que você acostuma usar desde a adolescência. Essas calças de cinturas super baixas, resultado: duas cinturas. Verdade!!! Essas calças modelam o seu corpo. Dizer que elas modelam é sacanagem, elas marcam, DEFORMAM o corpo. Se a calça jeans que não tem nada de modelar no nome modela, por que a cinta modeladora não vai combater isso, não é mesmo?! Pois há 3 dias uso a minha cinta, já com planos para comprar outro modelo mais eficaz. Que mico confessar isso assim, né....mas mico maior é usar isso em casa, principalmente quando se é casada. Somos obrigadas a revelar mais um de nossos segredinhos. Sim, por que com o tempo eles descobrem a força do sutiã, do decote, das calças, do salto alto, da chapinha, da maquiagem, etc...e descobrem que não somos tão perfeitas assim, que a qualquer momento pode virar meia-noite.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tênis e Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida'. A situação está salva e o ódio vai aumentando. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim... (Do Livro: O retorno eterno, Rubem Alves)
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Nota da blogueira:
Entregamos esse texto aos convidados do nosso casamento, em 11/10/2009.

domingo, 11 de outubro de 2009

Aniversário de casamento

A vida é engraçada. Desenrola-se de forma que desconhecemos. Misteriosa e surpreendente. Lembro quando um falou para o outro não se apaixonar. E da forma rápida como ele gravou meu telefone no 1º dia de encontro, sem anotar. Nem eu, nem ele, nem as pessoas envolvidas paralelamente imaginavam que daria em alguma coisa. Essas são as surpresas da vida. O que você menos imagina, vem a ser o maior presente da vida para você. Em outubro completamos 4 anos de relacionamento. E hoje, completamos 1 ano de casamento. Um ano de divertimento, troca e, segundo ele de chute na cama. Um ano de poucos desentendimentos, algumas briguinhas, mas muito carinho. Um ano de bricandeiras, gargalhadas, conquistas, sonhos, de "opa" (piada interna), abraços, beijos, confiança. Um ano de relacionamento baseado em COMPANHERISMO. E isso é o que faz de nós um casal diferente, ímpar e especial. Vejo como ganhamos mais nesse um ano. Quando penso em tudo o que aconteceu, dos caminhos que percorremos até chegar aqui, sinto um alívio. Nada podia ter sido diferente. Entre tantos encontros e desencontros, que sorte a nossa ter encontrado um ao outro. Sinto-me completa. E se tivesse que voltar ao tempo, eu não faria nada diferente. As decisões seriam as mesmas só para encontrá-lo novamente. Te amo sempre e por todas as vidas. E para celebrar, te ofereço a música que abençoou nossa troca de alianças...

Sem você (Chico Buarque)
Sem você
Sem amor
É tudo sofrimento
Pois você
É o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero
E à solidão
Nada existe
E o tempo é tristeSem vocêMeu amor
Meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo sem você

sábado, 10 de outubro de 2009

Dizem que eu pareço com....

Não tem aquele quadro no programa Altas Horas que a produção sai na rua pra perguntar para as pessoas com quem (dizem) que eles parecem?! Pois então, morro de rir com aquilo. Tem muita gente nada a ver dizendo que se parece com algum famoso. Alguns tem até alguma semelhança, tipo os pêlos na sombrancelha, cabelo na cabeça e assim vai. O fato é que dizem pra mim também que me pareço com alguém, mas eu sou realista e sei que não é fisicamente e sim o jeito de ser.
Dizem que eu pareço com.....


...a Ingrid Guimarães. E tenho que confessar, amados, eu acho tudo de bom porque ADOOOOOro ela!

domingo, 4 de outubro de 2009

Agradecimentos

A coisa mais complicada pra mim é escrever de forma sucinta. Principalmente quando se trata de falar para ou sobre alguém. Eis que tive que ser breve em meus agradecimentos no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Acho que ficou bom...


Aos meus pais, que me acompanham incondicionalmente em todos os momentos.
Ao meu marido, que me deu força, incentivou, me conduziu (literalmente) vários sábados até a USP e contribuiu com sua paciência para concluir esse trabalho.
Ao Prof. Orientador, Dennis Oliveira, que não me deixou desistir.
À minhas amigas da Pós-Graduação, Karine, Andréa e Fernanda, que foram (e são) as melhores companhias no período do curso.
À minha amiga Bruna, que me ajudou na tradução do resumo, além de ser minha inspiração cultural.
E por último, mas não o menos importante, à Revista Imprensa, empresa para qual trabalhei durante quatro anos e meio, que investiu em mim quando se propôs arcar com esse curso. Minha imensa gratidão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas, mas não do Faustão

E o Rio de Janeiro continua lindo...e vai ser a sede das Olimpíadas!!!

Vencemos Madri, Tóquio e Chicago.

E dessa vez eu tinha certeza que isso ia acontecer. Depois daquele discurso do nosso presidente Lula. Tudo bem, não foi ele que escreveu, mas foi quem discursou...hahahaha

O Brasil tá foda, cada vez conquistando um pouco mais.

Imagina essa cidade como vai ficar?! Sensacional e um rebuliço só.

Fiquei tão empolgada ao ver o resultado na televisão da lanchonete aqui do trabalho que saí ligando pro marido, para o meu primo Roque, mandei msg pra Suli, aff...vai ser uma folia só. E pensar que antes tem a Copa do mundo (que também é nossa!). Aiiiii que empolgação. Não só pela folia, mas pelo que isso tudo vai render, é muito bom para nós brasileiros, vai gerar renda, emprego, alegria.... iupiiiiiiiii!

Em 2016, aos 35 anos (ai que horroooor), estarei lá no Rio de Janeiro para prestigiar as Olimpíadas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A partir de que horas é a hora do almoço?

Porra, tem gente que gosta de ser implicante. Tem pessoa que gosta de tirar outra pessoa do sério. Puro prazer, só pode ser.

Lembro de uma conversa com a Dani cujo assunto era algo sobre o que as pessoas pensam de nós. Geralmente, temos medo disso. Dos julgamentos precipitados, das interpretações erradas de acordo com determinada reação nossa, etc. Eu tenho medo disso. Por que eu sou uma pessoa bacana e sei disso, assim como sei quando pego pesado. E acreditem, me sinto muito mal quando pego pesado. Fico me corroendo por dentro.

Lembro da Dani ter dito algo do tipo as pessoas não podem esquecer que também temos opinião formadas a respeito delas. Está aí, uma verdade. Logo, não deveríamos ter medo do que determinada pessoa pensa de você, já que também tem uma opinião formada sobre ela.

Eu sou sim uma pessoa de pavio curto. Curtíssimo por sinal. E nos últimos dias esse pavio encolheu mais um pouco. O nome disso é TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Entre minha paciência e a razão existe um fio bem tênue, o que às vezes causa um curto circuito. E isso faz com que eu dê uma resposta ríspida. Aí acontece uma situação: você tem que dar um recado para um mala e o individuo pergunta:

- E a partir de que horas é a hora do almoço?
- Oras bolas, sei lá.... à partir do meio dia...
- Você almoça meio dia?
- Eu não, mas começa A PARTIR desse horário.
- Então a hora do almoço não é meio dia.
- Eu disse que é A PARTIR desse horário.
- Mas eu almoço às 14h.
- PORRA! Então faz o que tem que fazer a partir do SEU horário de almoço e não me enche o saco.

Pense numa pessoa inconveniente, que gosta de irritar só para tirar uma onda. Ah, VTNC!!!!

O porra eu não disse. Mas queria ter dito. Mas se tivesse dito soaria mais rude do que já tinha sido. Além de ter ficado puta da vida, vem aquela porra de sentimento de culpa que eu ODEIOOOOO sentir. Falou ta falado. Por que tenho que me sentir culpada?! Nesse caso não foi porque a pessoa não merecia e me bateu o ressentimento. Foi porque fiquei pensando no que as pessoas em volta pensariam, principalmente por algumas não terem enxergado que a pessoa (que recebeu a resposta) é um babaca. Isto é, porque fiquei com medo do que as pessoas em volta iriam pensar de mim. E aí eu lembrei, mas eu também tenho a minha opinião formada sobre as pessoas!!!! E essa pessoa é inconveniente demais...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O dia após o domingo

Hoje sem motivo e sem porquês passei o dia com um nó na garganta. Uma vontade de chorar. Sem explicação.
Coisinhas pequenas que vão somando no dia-a-dia e preferimos passar por cima. Quando percebemos formou-se um nó dentro do peito.
Pequenas e simples, são coisinhas que parecem insignificantes. Mas até que ponto?
Que cansaço. Meu corpo dói. Minha cabeça pesa. Preguiça.
Vontade de estar em casa.
E o final de semana foi tão bom. Final de semana....
Ah, entendi. Esse sentimento chama-se segunda-feira. Aliás, hoje foi uma típica segunda-feira.
Não gosto das segundas-feira.
E tenho que entregar meu TCC numa segunda-feira. E ainda tenho que reformulá-lo.
Quando penso em TCC me bate uma vontade maior ainda de chorar.
Que bom seria apenas por um dia fugir de tudo. Sem pensar em nada. Sem se preocupar com nada.
Hoje é segunda-feira. Eca!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

18 anos...

Minha irmã caçula, completará 18 anos no próximo dia 27. 18 anos!!!Ainda lembro quando aos 10 anos de idade recebi a notícia através do meu pai. Eu teria outro irmão (a). Na época, embora não entendesse muito, achava aquilo absurdo, mais um irmão (a)! Eu sentia tudo muito confuso e contraditório, pois achava absurdo ter outro irmão e ao mesmo tempo não dava a mínima já que não teria que conviver e dividir nada com ele. Nas férias, eu dividia apenas a atenção do meu pai. Nossa, como a Suli era implicante. Não me deixava chegar perto dele. E eu a achava uma chata, mimada. Uma menina que não gostava de calor, chorava reclamando do sol, não gostava de praia, enchia o saco do gato, aff...

Com o tempo (já há muuuuito tempo mesmo) me afeiçoei àquela menina. Hoje posso dizer que
ela é um pouco do ar que respiro. É um dos tesouros da minha vida. Alegre, autêntica, inteligente, sincera, charmosa, linda, única e a menina mais popular que conheço. O Januário e a torcida inteira do Vasco a conhecem.
Ainda custo acreditar que a menina que ainda me refiro como “criança” está completando 18 anos. Na idade eu sei que é impossível, mas no tamanho (de todos os lados, rs) ela já me ultrapassou.

Quero dedicar esse post para ela.

Suli, meu amor, nessa data e em todas as outras, você sabe que te desejo o melhor de tudo. Você é uma das pessoas mais importantes na minha vida, que me completa e me faz feliz. E nossa relação é a mais especial, considerada até incomum, afinal quantos irmãos conhecemos que nunca moraram juntos, possuem a mesma relação que temos?! Podemos afirmar que somos irmãs mesmo, por inteiro, mesmo sendo pela metade (o que nunca considerei). O mais engraçado é como somos parecida! Nunca vivemos juntas, mas temos várias características em comum, tanto de personalidade, como gostos em geral. Amoooo me dar bem com você! Amoooo a relação que construímos! Amooo você!

Não preciso falar para você aproveitar cada minuto da sua vida, pois você já faz isso muito bem. E isso é outro ponto admirável que você possui. Faz o que tem vontade, não te medo de viver e ser feliz. Uma prova aperfeiçoada de mim. (hahahahaha)

Cada momento com você é inesquecível, incrível, demais. Adoooro! Com você e com o Roque volto aos 21 anos, pois aos 18 volta a ter o Piffer. Alguém tem que manter um pouco de maturidade, sanidade e colocar ordem! rsrsrs

Feliz Aniversário! Aproveite, a vida só tá começando.

Amo-te incondicionalmente sempre, por tudo e por qualquer coisa. Pra você todo amor do mundo.

ps 1 (não pense que vai se livrar do termo, vou continuar me referindo a você o ao Roque como “crianças” e você sempre será a minha Suli, hahaha)

ps 2 (estamos chegando...hahahahaha)

domingo, 20 de setembro de 2009

Vulnerabilidade

Estou doente. A doença chama-se VULNERABILIDADE. É um estado fraco em determinado assunto ou questão. No meu caso o diagnóstico acusou fraqueza em questões financeiras/consumo excessivo. Pessoas com esse tipo de doença custam a admitir e quando admitem caem em depressão - após claro ter gasto ($$$) muito. Geralmente, elas se dão conta quando tomam um choque. E eu tomei esse choque hoje, ao entrar na Arezzo, me apaixonar por dois pares de sapatos e no Caixa ver a moça escrevendo na nota fiscal e pronunciando para mim: - R$380 (trazentos e oitenta reais).

Caaaara, como assim, a pessoa entra numa loja e paga quase R$400 reais em sapatos???!!!! Eu estou doente!!!

Não obstante, ainda passeamos no shopping a procura de uma bolsa parecida com uma que vi ontem. Bom, essa é outra história, preciso contar do início. Era uma vez...

...um lugar chamado Stand Center. Nunca tinha ido lá e ontem fui conhecer. Deparei-me com a réplica de uma bolsa Victor Hugo. Nem tinha visto ainda a marca quando achei a bolsa linda. Valor: R$160 reais. Entrei duas vezes na loja para ver a bendita bolsa. Não comprei. Relutei para não comprá-la. Não é preconceito, mas vai contra os meus princípios comprar produtos falsificados, principalmente bolsas. Explico: acho lamentável entrar no metrô, por exemplo, e ver aquelas moças loiras ou morenas de cabelos comprindos, botando mó banca com seus brincos grandes dourados, relógio grande de cor branca com brilhantinhos, calça jeans super justa, uma sandália pink e para completar o figurino uma bolsa Prada, Victor Hugo ou sei lá de quem...completamente falsificada. E de metrô. Provavelmente indo até a José Paulino comprar mais algum acessório para completar seu look. Nada contra, eu também já fui na José Paulino! Mas é muito feio ficar pagando de gatinha de luxo com acessórios completamente falsos. Pior que algumas compram umas coisas muito mal falsificadas. O fato é que essa bolsa que eu vi era perfeita, linda. E não era pela marca, mas pela beleza dela (marca eu só ligo de sapato). Era realmente uma bolsa bonita. Porém, meus critérios de ética não me deixaram cair em tentação. Sei que fui embora chateada, triste mesmo por não ter adquirido a tal bolsa. Mas meus valores morais falaram mais alto.

Então hoje fomos ao shopping. Precisava gastar, preencher o vazio que a bolsa deixou em mim. Peguei o presente em espécie que havia ganhado do maridão no início do mês. Entrei na Arezzo, levei o choque, mas saí feliz da vida. Depois me deparei com a Monica Sanches, uma loja de bolsas maravilhosas. Nunca tinha entrado, pois imaginava um preço elevadíssimo. Que nada. Até que é suave. Não é que encontrei uma bolsa super parecida com a de ontem? E detalhe: não era falsa. Mais um detalhe importante: o preço era um pouco menor. Comprei. Saí do shopping feliz e satisfeita.

Agora chego em casa tomada por um sentimento de culpa. Percebo que já tem algum tempo ando gastando demais. Completamente compulsiva. Meu marido me disse "pensei que você tivesse se tornado uma pessoa mais controlada financeiramente". Pois eu sou tá! E vou provar! É hora de parar. Afinal eu tenho uma meta. Preciso atingí-la, mas desse jeito a única coisa que vou atingir vai ser meu limite especial. Por isso traço aqui um compromisso comigo e com minha conta bancária: não gasto mais um tostão até dezembro.

*

ps: vale registrar que fui na loja Victor Hugo só para matar a curiosidade sobre o valor de uma bolsa. Uma muito parecida com a falsa que vi, custava R$1.448 (mil e quatrocentos e quarenta e oito reais), em 10x de R$148 reais. Tinha outros modelos com preços bem mais elevados.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Desfaço 76 anos...

De: Dani
Enviada em: quarta-feira, 16 de setembro de 2009 18:46
Para: Gabriela
Assunto: Na linha da reflexão

Na linha da reflexão Oi Gabis,Não sei que acontenceu com o dia de hoje, mas tudo que acontece faz tanto sentido e nos faz tão saudosistas da vida que vivemos hoje mesmo... comentei com o Rô e ele entrou no blog e leu o texto da Regina Brett e adorou, aí me mandou este que segue abaixo. Quero compartilha-lo com você também, é muito bonito e verdadeiro e vale para a reflexão.

Beijo, Dani


Desfaço 76 anos...

O PRIMEIRO filósofo que li ainda adolescente, um dinamarquês chamado Kierkegaard, escreveu que "a pessoa que fala sobre a vida humana, que muda com o decorrer dos anos, deve ter o cuidado de declarar a sua própria idade aos seus leitores". E isso porque não temos pela manhã as mesmas ideias que temos no fim do dia. Uma ideia dita de manhã abre um cenário. A mesma ideia dita no crepúsculo abre outro cenário diferente. Monet sabia disso. Sabia que um monte de feno que as vacas identificavam como o mesmo através das horas do dia, sob as diferentes oscilações da luz, se tornavam outros. Assim, ele não pintava o mesmo monte de feno várias vezes: ele pintava os vários montes de feno que se revelavam sob as oscilações da luz. Apresso-me, portanto, a revelar a minha idade, para que os meus leitores vejam o que estou vendo. Hoje, dia 15 de setembro de 2009, estou desfazendo 76 anos. Minha idade pinta uma paisagem crepuscular. O revisor se apressará a corrigir o meu erro. Eu devo ter me distraído, coisa compreensível na minha idade... Não há nem na literatura nem na linguagem comum exemplo desse uso estranho da palavra "desfazer" para se referir ao que acontece num aniversário. O certo é "fazer". Ato contínuo ele deletaria o "des" e o texto ficaria liso, sem causar tropeções no leitor: hoje, dia 15 de setembro, o Rubem Alves está "fazendo" 76 anos. Assim tem sido minha relação com revisores: desentendemo-nos sobre a vida e sobre as palavras... Aí me veio à memória uma observação de Rolland Barthes que não consigo repetir por não ter encontrado o livro: ele disse (perdoem-me se me engano!) gostar dos textos que fazem tropeçar e não dos textos próprios para deslizar. O deslizamento deixa os pensamentos do jeito como estavam, enquanto que o tropeção e o tombo são ocasiões para o susto e a súbita iluminação. É um equívoco contabilizar o número dos anos vividos na coluna da adição. Adição é a coluna do "mais". Diz que algo aumentou. Mas o que aumentou? A vida? Na contabilidade dos anos de vida, tudo que parece "mais" é, na realidade, um "menos". O número contabiliza os anos que foram desfeitos. Chronos é o deus cruel que devora os seus filhos... O correto seria perguntar ao aniversariante: "Quantos anos você não tem? E ele responderia "Eu não tenho 42". "Quantos anos você está desfazendo hoje? Estou desfazendo 54..." Lá estão as velinhas sobre o bolo, coroadas pelo fogo, maravilhoso símbolo da vida. Aí todos começam a bater palmas, a sorrir e a cantar: o aniversariante irá apagar as chamas com um sopro. No seu lugar ficarão os pavios negros, retorcidos, soltando fumaça, trevosos. Apagadas as velas, todos batem palmas e riem. Confesso que não entendo... Bachelard o disse com delicadeza insuperável: "A vela que se apaga é um sol que morre. O pavio se curva e escurece. A chama tomou, na escuridão que a encerra, seu ópio. E a chama morre bem; ela morre adormecendo"... Quero que minha chama se apague adormecendo. Não quero que um sopro forte apague o meu fogo. Espero que minha vela vá se desfazendo vagarosamente... No meu aniversário não haverá velinhas a serem apagadas com um sopro bruto. Vou mesmo é acender uma vela bem grande que deverá ser acesa e ficar acesa até que o último amigo se despeça. Então eu e minha vela, sozinhos como dois amantes, nos despediremos... Até o ano que vem, se os ventos não forem fortes...


Ao ler esse texto de Ruben Alves, tomei uma decisão:
A partir do ano que vem não apago mais minhas velinhas. E a partir de hoje desfaço 28 anos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reflexões

Hoje voltei do almoço e me deparei com um e-mail surpresa. Um desses que nos faz dar conta dos presentes maravilhosos que a vida nos entrega. Fui autorizada a publicar.

Como eu prezo essa amizade. E agradeço por tê-la. E o que depender de mim será eterna.

De: Daniela
Enviada em: quarta-feira, 16 de setembro de 2009 15:12
Para: Gabriela
Assunto: Reflexões

Gabi,

Li numa tacada só o seu blog, estava desatualizada até o post "vamos prelecionar", estava terminando a leitura chegou o Rodrigo, que já tinha feito esse comentário outra vez, como vc tá escrevendo bem...! Gostei muito de tudo que li, tinha muitos comentários a fazer, mas não consigo parar para comentar, então resolvi te escrever para dizer que hoje senti uma saudade especial de você (uma parada estratégica: me deu uma vontade chorar agora que consegui saber o que senti, e escrevi, parece que acabei de tomar conhecimento... outra pausa, os olhos estão marejados...). Olha estou com saudade da sua energia, que alegria de viver vc tem, mesmo quando está triste, estou com muita saudade de você... não por nada, mas por tudo, que li e lembrei que nem um turbilhão (outra pausa, agora vou fazer que nem você, vou no banheuiro para chorar e não ficar envergonhada...rs).

Voltei...rs, enquanto me recompunha, olhando no espelho, percebi outras lembranças e sentimentos, primeiro me vi (como eu envelheci, nossa!), e lembrei de uma conversa na cozinha da Imprensa lá da Ipiranga, onde estávamos acho que eu você e a Joana, e ela dizia algo do tipo que não me via fora da empresa e isso me revoltou. Pensei agora, então, você também já foi (e tá muito mehor) e eu tô na mesma (parece), senti inveja de você (credo!), só um pouquinho... e a inveja não é especificamente do trabalho, mas da coragem, da mudança... dos novos ares...queria me libertar da vida que eu mesmo fiz pra mim, mas isso é só uns 15 segundos por dia, aí, li o seu blog e consegui isso...rs. Nossa, como vc tá escrevendo bem!

Beijos,

Dani

De: Gabriela
Enviada em: quarta-feira, 16 de setembro de 2009 16:34
Para: Dani
Assunto: RES: Reflexões

Dona Daniela, eu até o momento não chorei no trabalho novo e pretendo não chorar! Por favor, né?! rsrsrs
Nossa, que surpresa. Que presente! Fiquei sem palavras e para variar com os olhos lacrimejados....
Sinceramente não sei o que dizer....
Estou procurando palavras. Fui pega de surpresa.

Dani, o carinho é recíproco. Também sinto muito falta sua. Saudades imensas. Você não tem noção!
Você era a amizade mais porto-seguro que eu tinha. Quero dizer que era a pessoa mais próxima de mim, com quem sempre tive a certeza absoluta que podia contar a qualquer momento e diariamente. Algumas vezes fui afetada por problemas que não me dava vontade de levanta e ir trabalhar, mas sempre pensei “eu vou por que trabalhar vai me fazer esquecer, além disso tem a Dani com quem posso conversar/desabafar”. Era certo isso. Eu sempre podia contar com você. E você sempre estava lá, mesmo na correria louca da revista, no momento de “não posso falar agora”, e mesmo assim você falava comigo. E me esclarecia as coisas de forma tão simples. Você sempre tinha as palavras certas. Você sempre me fez enxergar coisas que eu já podia até saber, mas que naquele momento me pareciam obscuras. A sensação era muito boa depois de uma conversa com você. Eu levava aquelas palavras na cabeça, não precisava nem refletir muito, só dormir e ao acordar tudo estava mais leve, claro, calmo.

E isso tudo não se reflete só ao campo pessoal, estende-se também para o lado profissional. Quanta coisa aprendi com você!!! Ética, respeito, postura, o trabalho. Com você adquiri conhecimento, experiências profissionais e pessoais, de vida mesmo. Você tem grande responsabilidade sobre a profissional que me tornei. A você agradeço a confiança depositada, a insistência, os conselhos, enfim a persistência (e você sabe bem do que me refiro) e principalmente por acreditar em mim.

Quanto você estar na revista e outras pessoas terem saído, pense que a vida é feita de ciclos. E ciclo você sabe, é a sequência de fenômenos que se renovam constantemente. Você pode não ter mudado de lugar, mas imagina quanto você já não se movimentou nesse mesmo lugar, quanta coisa mudou! Você também aprendeu coisas novas, adquiriu experiências e vamos combinar que na revista, acabamos nos renovando a cada acontecimento novo. Isso aí é uma caixinha de surpresas (e problemas, rsrsrs). Mas é isso que nos faz crescer e amadurecer. Acredite, quando for hora de mudar, você vai sentir essa necessidade. E esse sentimento não vem assim num rompante, num momento de raiva, tristeza, incerteza ou 15 segundos por dia (rsrsrs). Você vai saber quando chegar o momento de mudar. Nesse momento, você ainda faz a diferença na revista.

Lembro dessa conversa na cozinha da Ipiranga. E hoje tenho certeza que aquilo era inveja pura. E pensando nisso, me vem outras coisas na cabeça...por exemplo: olha que relacionamento bacana e saudável nós construímos. Quantas vezes nós discutimos? Inúmeras. Quantas vezes descordamos? Inúmeras. Mas acho que esse foi outro ponto que nos fez aprender, admirar e respeitar uma a outra. Tanto que chegou um ponto que isso causou inveja em outrem. Nós soubemos medir, não misturar as coisas e construímos essa amizade especial, que prezo muito.

(momento de um sorriso:) Você envelheceu, eu envelheci, o Rodrigo (vai sobrar pra ele, já que você tocou no nome dele. Principalmente com esse cabelo dele. Ele já cortou?! Pega no pé dele, Dani” rsrsrs). Não diria nem que envelhecemos, mas que amaduremos e estamos mais lindos, vividos e experientes. rsrsrsrs


E já que estão achando que estou escrevendo bem, quando pintar uma vaguinha (pode ser até freela) na redação da revista, vocês podem pensar em mim. Rsrsrsrs

Um super e afetuoso abraço.

Da eterna amiga Gabi.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Relacionamento é o caraio!!! Te conheço???

Não entendo essas pessoas que te adicionam sem mais nem menos nos sites de relacionamento.

Orkut no início era uma febre. Você adicionava os seus amigos, pessoas com quem tinha contato (CONTATO – leia-se amizade, que desenrolava um papo, que se viam diariamente ou constantemente), até aí beleza! Hoje em dia o Orkut nem é tão fundamental. Aposto que quem tem já pensou em sair, mas não sai sei lá por quê. Eu não saio e não sei o motivo também.

Antes eu (e provavelmente você) entrava diariamente no Orkut, via que fuçou o meu, entrava na página do fuçador, pesquisava a vida alheia (olha o absurdo!!!), depois com esse negócio de gravar quem entra na sua página, eu via que a ex do meu atual entrava na minha página, que a fulana lá da PQP que ele já pegou entrava na minha página, via que a ex do meu ex também entrava. Olha que bisbilhotice!!! E você tá lá no meio. Primeiro você pensa em não fazer, não entrar na página alheia. Mas se entrou no seu! Se bisbilhotou a sua vida! Você faz o quê? Dá o troco: bisbilhota também. Eu já tive a ousadia (ou bizarrice) de deixar recado: “achou o que procurava”? Olha que sem noção!!!!

Fotos. Não sei os reais motivos que as pessoas postam fotos. Eu posto para que os amigos que nelas estão, peguem de lá. Porque eu sou prática e não tenho paciência nenhuma de parar em frente o computador e ficar anexando fotos no e-mail para enviar.

Namorados que se tornam ex atualizam seu perfil rapidamente para “solteiro e feliz”, "vivendo a vida adoidado", "a fila anda", "solteira sim, mas sozinha nunca" (e por aí vai), postam fotos na balada aparentando só alegria. Logo, logo voltam com os respectivos (ou não), com um mico desse registrado. Que vergonha!

Acho que dá para contar nos dedos a quantidade de pessoas que adicionei. De resto me adicionaram. E ainda me adicionam. Acredite, pessoas que eu não tenho nenhum contato, que por força do destino me conheceu um dia, que hoje em dia nem vejo mais, nem moro perto!!! Ah, geeeente, desnecessário. E eu reluto em aceitar o tal convite, fica dias lá o convite na tela principal quando entro no site. Até hoje não sei se a pessoa sabe quando a gente recusa o convite. E na dúvida, algumas pessoas eu acabo aceitando. Sei lá, me bate um sentimento de piedade, fico pensando “ah, aceita, coitado (a), o que tem de mais em aceitar, etc”. E não achando problema, vou lá e aceito. Mas POR QUE fulano me adicionou??? Tipo, sem motivo. Nem te conheço mais.

Mas tem que entender que para algumas pessoas a ferramenta é uma novidade. A ferramenta é nova para ele. Conheceu outro dia. Adiciona um primo, amigo, que te conhece e te adiciona. Tudo para incluir na lista de AMIGOS. Meoooo, nem sou (ou nunca fui) seu amigo (a). Tipo, "nem íamos um com a cara do outro(a)".

Aí vem esse lance de TWITTER. Caaaara, quase nunca entro na minha página. Poderia dizer que NUNCA entro. Mas recebo e-mails constantes de pessoas que me convidam. Os amigos eu aceito.

Só que tem gente cara de paaaaauuuuu!!!! Tem aquelas pessoas que te fizeram mal no passado! Sabe aquele tipo de ser humano que te apunhala pelas costas na primeira oportunidade?! Isso geralmente acontece no campo profissional, mas tem em todo lugar alguém querendo tirar vantagem. Um tipo podre que te faz desacreditar do que o ser humano é capaz de fazer. Pois é. E esse tipo tem a cara de madeira de te convidar. Peraí, isso já é demais pra mim. VTNC! (Vai tomar no meio do olho do seu C...!)

Vai uma RUFFES aí???

Olha isso, geeeeeeeente.
Saindo de um mercadinho, registramos isso....só rindo mesmo.


domingo, 13 de setembro de 2009

Eles construiram um amor....

...uma vida inteira e uma família linda.

Saudaaaades de um tempo que não volta mais...

Na balada...

Toda vez que vamos para balada vem um fotógrafo bater uma foto da galera:

- É para o site da balada. Entra lá, vai estar disponível na 2ª feira.

Nunca tem foto nenhuma. Ou é um saco ficar procurando em meio de tantas fotos.

Eis que a balada de R$100 contos de réis, aniversário do Tô, rendeu nossa fotenha no site:



Wal, Eu, Marcão, Tô (o aniversariante), Tati, Jair.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Eu sou noveleira assumida

Acho o fim quando a novela chega ao final. Quando estamos completamente envolvidos com os personagens, com os costumes... pronto! a novela chega ao fim e na próxima semana já é substituída por outra, que no começo nem é tão legal, mas em breve o telespectador se envolve novamente.


Sou tão noveleira a ponto de ficar brava, gritar, falar com o personagem, me emocionar e chorar. Tchic! Sim, é verdade. Porém, não gosto de finais tão felizes. Agrada-me finais mais realistas, possíveis. Por exemplo, passei o dia indignada pensando que Tonia e Tarso se casariam. Peraí, ela ganhou uma bolsa de estudo em Berlim!!!! Como a menina casa com o esquisitoooo?! Que menina na vida real e em sã consciência casaria com um esquisito?! Gente, isso pra mim tá fora de questão. Mais fora de questão e inimaginável foi a minha comoção com a cena. Aliás, foi a cena que mais me emocionou, que fez cair lágrimas. É verdade!!! Fiquei puta até comigo. Por que sinceramente, eu não casaria. Mas cada um sabe ser feliz ao seu modo, segundo a explicação do Dr. Freud Castanho.


Taí. Eu concordo. Por isso, o único final feliz que eu queria muito desde o desenrolar da história, era que a família Ananda perdoasse a Maya. Não é feminismo não! Mas ela construiu um amor com Raj, era uma pessoa de boa índole, não quis em nenhum momento causar infelicidade para ninguém. E esse final serviu como uma bela lição. Tanta gente não perdoa por tão pouco...Mas o fato é que não sabemos a verdade, proferimos palavras ao vento. Ficamos com medo do julgamento alheio, do que os outros vão pensar, quando o fundamental é sermos felizes e não importa de que jeito, o essencial é que seja da nossa maneira.

Só não gostei do reencontro de Maya e Raj. A Maya tá lá toda de branco, sem jóia, sem nada e de repente aparece vestida de vermelho, cheia de jóias, maquiada, detalhe: sem unhas pintadas. Onde ela arrumou aquilo tudo? A mulher da índia quando descobre que não é viúva se torna esposa linda e vaidosa novamente como num toque de mágica?! Isso achei bem forçado.

Arebaba!!!! Vamos combinar, o final da Surya não poderia ter sido melhor. Eu imaginei várias vezes como ela seria desmascarada, mas melhor que isso, foi ela ter tido outra menina. Sensacional.

É uma pena que Caminho das Índias acabou. Parabéns a Glória Perez. Eu poderia ficar aqui falando várias coisas, principalmente dos atores que fizeram personagens maravilhosos...que atores! que personagens! Sem comentários para Elias Gleizer (o Seu Cadore), Marjore Estiano (Tônia), Letícia Sabatella (a peste da Ivone), Karina Ferrari (a pequena Anusha que dava um show dançando), Anderson Muller (Abel), Dira Paes (a fogoso Norminha), Christiane Torloni (a louca da Melissa), etc....Ah! Não posso deixar de citar a Dona Wal, personagem de Rosane Gofman. Adooooro o jargão dela "Jesus, me abana!!!!"

Agora vamos Viver a vida.