terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sonho - acabou a contagem regressiva

Chegamos! Estou maravilhada, encantada. Paris é linda.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

É só uma fase, vai passar

Existem momentos que nos sentimos perdidos, sem saber que rumo tomar ou melhor, sem saber o que vai acontecer. A verdade é que nunca sabemos o que vai acontecer, mas às vezes pensamos que temos as rédeas de tudo. Eu sou assim. Faço plano pra tudo. E nunca parei pra pensar que um dos meus planos, depois de realizado, seria o que mais mudaria a minha vida completamente.

Tenho sentido muita vontade de escrever no blog, de colocar pra fora todos os sentimentos contraditórios que me permeiam. Assim como tenho sentido muita vontade de ficar quieta, calada no meu canto, em silêncio e sem escrever nada e nem falar com ninguém. Talvez nem todo mundo entenda todos esses sentimentos. E aí me descubro uma pessoa egoísta. Não quero que me julguem. Mas a minha preocupação maior é com você, não quero te transmitir esses sentimentos. E por isso, em pensamento, te falo todos os dias “vida, não é nada pessoal”.

Minha vontade sincera não é terminar com esse blog, lugar onde quero contar várias alegrias que estão por vir. Hoje resolvi escrever motivada pelos acontecimentos matinais. Acordei bem disposta. Ao baixar os e-mails havia um e-mail lindo da Dani, onde ela definiu muito bem a minha fase “desencontro de você com você mesma”, também me mandou uma foto muito fofa do momento de banho do seu caçula. Em seguida recebi uma ligação da Nina, que carinhosamente me “emprestou” sua preciosa Mazé para me dizer lindas palavras. Que sábia essa Mazé! Fiquei emocionada ao ouvir a sua voz. Não a conheço pessoalmente e também nunca tinha falado com ela. Mas foi como se um anjo estivesse me dando colo e me fazendo lembrar “olha, você é muito querida e tem muita gente torcendo por vocês, eu sou uma delas”. Sim. Tem muita gente torcendo por nós. E eu não sei o que temo tanto. Eu também tenho dentro de mim a sensação de que tudo vai dar certo. Mas eu sou tão cagona! Sou forte, mas o medo muitas vezes não me deixa enxergar isso. É tudo muito novo.

Tenho que dar créditos também a outras pessoas que fazem da minha vida cada dia melhor:

Ao Piffer. Que marido! Ele dá sentido a nossa vida todos os dias. Com ele não tem tempo ruim. Como diz meu pai, o Piffer é uma "pessoa positiva", pra cima, de bem com a vida, tão feliz. E ele é feliz com pouca coisa. Não é como eu que sempre preciso estar em movimento. Tenho grande admiração por ele. E cada dia eu tenho certeza que não podia ter encontrado homem melhor para dividir a vida. Ele não apareceu de cavalo, não vem de realeza, mas é um príncipe. Está certo que apareceu como um sapo, mas eu dei um jeito de tirar o feitiço (risos).

Minha mãe, outra pessoa positiva. Essa daí, meu Deusdocéu. Confesso que às vezes me irrita tanto otimismo. Ela é a Polyana em pessoa. Mulher do bem, cheia de fibra, força, coragem. Tem tanto amor por mim e pela Luninha. E por falar na Luana, essa também está diferente comigo, mais carinhosa, compreensiva e por incrível que pareça não tem me chamado de mimada e cheia de frescura. Eu sabia, no fundo ela é uma pessoa sensível (risos).

Papis passou uma semana lá em casa. Foi ótimo. Não me lembro de termos passado tanto tempo juntos (tirando a semana de carnaval). Meu pai também é uma pessoa incrível. Está super empolgado. Só sinto falta de uma coisa: até o momento ele não me mandou nenhum e-mail filosófico, mas já andou falando algumas coisas. E a Sofia também tem ligado todos os finais de semana. Uma graça. Minha caçula linda.

Enfim, estou rodeada de pessoas incríveis.

Hoje acordei com a sensação de que essas coisas vão passar. É assim, um dia após o outro. Temos que aceitar as mudanças. Tenho que passar por certas coisas porque o momento (e o meu organismo) exige isso de mim. Talvez não teria graça passar por tudo sem sentir nada. Como diz meu pai, estou sendo tradicional.

Nesse momento eu só tenho uma certeza: minha vida nunca mais será igual. Disseram-me que será melhor ainda. E que saber?! Eu não duvido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

próximo do fim

Os dias desse blog estão contados....

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

desconhecido

Nunca senti tanto medo...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Não tem preço

Assistir Vale Tudo no Canal Viva.

sábado, 16 de outubro de 2010

O que você quer antes de morrer?

Duas americanas (Nicole Kenney e KS Rives) colocam em prática um projeto sobre os desejos humanos. Elas sairam pelas ruas clicando as pessoas com uma câmera Polaroid e após o clique, cada entrevistado escrevia na imagem a sua resposta para a pergunta: Antes de morrer, você quer...? Segundo Rives, a intenção era fazer as pessoas pensarem sobre o que realmente é importante em suas vidas. Existem vários grupos de pessoas: os altruístas, que desejam coisas boas para a humanidade. O Marido se encaixa nesse grupo, ele sempre diz seriamente que seu desejo é a paz mundial. Quem não o conhece pensa que ele está tirando um sarro, mas ele está sendo verdadeiro. Embora, eu também queira a paz mundial, não é esse o meu desejo mais fiel. Tem o grupo dos materialistas e ainda os que buscam a espiritualidade. Sendo bem sincera, confesso (com vergonha) sou do grupo materialista. Fiquei refletindo a respeito....pra quê desejamos (nós do grupo materialistas) ter o carro do ano, comprar a casa própria, ficar ricos, etc...se morremos e tudo fica aí? Vi uma foto de uma menininha e o seu desejo antes de morrer é ir ao zoológico. Ao ver isso pensei "quisera não perder a inocência jamais", mas esse desejo já não é mais possível. O projeto das americanas é bem interessante, elas colheram milhares de depoimentos de pessoas diferentes e até de pacientes de hospícios. Você pode conferir o trabalho AQUI . Daqui alguns anos, as americanas pretendem entrar em contato com os entrevistados para ver se eles têm alcançado seu objetivo e, se não, por que não o fizeram. Vi essa notícia na revista Vida Simples que terminava o texto com a resposta de uma das entrevistadas: "antes de morrer eu quero viver". Achei digno e refleti mais um pouco... embora eu queira bens materiais, o meu maior desejo é fazer as coisas que tenho vontade, viajar, fazer feliz as pessoas que amo e viver intensamente, mesmo que pra mim isso signifique não fazer nada numa tarde de sol, ficar contemplando a rua da varanda, como estava fazendo antes de vir escrever no blog. E você o que quer?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

atualizado

Feriadão. Frio. Chuva. E mesmo assim o Rio de Janeiro continua lindo. Fomos até lá levar "notícias diferentes" para o meu pai.

*

Terminei Gonzos e comecei a ler A Dama da Solidão, da Parisot. Adorei o primeiro e indico. Já o segundo é uma viagem da autora. Viagem bem esquisita. Acho que tenho problemas em ler um segundo livro do mesmo autor. Nunca supera a primeira leitura. Os imcomparáveis até agora são: Gabriel Garcia Marquez, Clarice Lispector, Mario Vargas Llosa - todos os livros desse cara são sensacionais. Inclusive, Llosa acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Indico: As Travessuras da menina má.

*

E os mineiros, hein?! Eu claustrofóbica do jeito que sou não aguentaria nem subir na tal Fenix, quem dirá ficar dois meses embaixo da terra. Comovente a saída deles. Daqui dois anos vira filme.

*

Preciso aprender a dominar a ansiedade.

*

11 de outubro - 2 aninhos de casados. Bodas de algodão. O combinado era não trocarmos presentes. Na prática o negócio foi diferente. Os dois ganharam...

*

Disseram-me que 2010 era o ano de alguma coisa.....do que mesmo?!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O que estou lendo

Enfim terminei de ler Comprometida, de Elizabeth Gilbert, autora do Best-seller Comer, rezar, amar. Vou me limitar a dizer que esse livro não vai parar nas telas do cinema, como o Comer...que eu amei e estou super ansiosa para ver o filme. Minha ansiedade é por vários motivos: eu amei o livro, ganhei de uma pessoa especial, tem uma dedicatória linda, me identifiquei com a personagem; no filme a protagonista não podia ser melhor: Julia Roberts - a mulher mais linda do mundo, na minha opinião. E seu par super charmoso Javier Bardem. Aimeudeus!

Agora comecei a ler Gonzos e Parafusos, de Paula Parisot. Eu falei do lançamento desse livro AQUI. Eu estava a procura de um outro livro da mesma autora: A Dama da solidão. Não estava encontrando (fora na internet) quando fiz minha última tentativa na Saraiva e encontrei o único exemplar de Gonzos na loja. Abri a primeira página e li: “Às vezes a Baronesa ElizabethBachofen-Echt vem me visitar. Porém, o fato de ela não existir não me torna necessariamente uma louca. Porque, nesse caso, toda pessoa com imaginação seria louca”.

Pronto. Foi o suficiente para querer levá-lo comigo. Ele me faria companhia enquanto minha encomenda não chegasse. Sim, porque mesmo em falta, eu comprei o livro A Dama da Solidão e tenho que esperar até sexta-feira para chegar.

Li mais um pouquinho só para ter aquela sensação de "preciso-desse-livro-agora": "Eu estava pronta para ir a uma festa com a Amanda. Havia até comprado um livro com a poesia completa de T.S. Eliot para o aniversariante. Sempre faço isso, presenteio as pessoas com as coisas que eu gostaria de ganhar".

Pronto. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Identifiquei-me. Preciso levar esse livro pra casa.

Minha relação com um livro começa assim. Se um livro me chama atenção eu abro leio um pouco, me interesso ou... não. Se me interesso leio a contracapa. E se me interesso ainda mais levo pra casa. Não sei o que me leva querer tanto um livro, mas a maioria das vezes são livros que me preenchem de alguma forma e com os quais me identifico. Nesse Gonzos e Parafusos tem uma parte peculiar na qual a personagem, Elisabeth, define muito bem essa experiência: “Não costumo saber exatamente por que estou levando aquele livro comigo, mas quase sempre as leituras impostas pelo acaso são descobertas essenciais para mim naquele determinado momento da minha vida”. Elisabeth quer dizer que não somos nós que escolhemos o livro, é ele que nos escolhe.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Predestinação?!

Hoje faz cinco anos que eles estão juntos. Limpando a carteira ela encontrou um papelzinho dobrado. Era um e-mail impresso:

De: Roberto Piffer
Para: Gabriela
Enviada em: terça-feira, 11 de outubro de 2005, 11:25
Assunto: Bom dia...!

Gabriela Miranda, bom dia!
Imagino que vc deve ter, há poucos, chegado no seu trabalho...então gostaria de lhe desejar boas vindas a este novo dia (e por sinal um lindo dia).
Acho que vou ler o seu diário* de novo, achei mto legal aquilo...com seus feitos inacreditáveis...hahahahahaha...
Beijinho com carinho....
Roberto Piffer
PS: te AMO...! (no sentido literário e gramaticalmente correto da palavra!)


*Referência ao e-mail que ela enviou sobre o final de semana.

Mal sabiam que três anos depois, no mesmo dia e mês do e-mail, eles se casariam.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Antes dos 30, mas antes de tudo

Outubro chegou e me traz a calmaria. Meus meses de preferência são setembro e outubro. São os meses que tudo acontece pra mim. São meus meses de realizações. De repente tudo acontece nesse período. E agora estou tomada por uma calma insana. Passou ansiedade e agora é só alegria. Só comemoração – o que adoro!

*

Minha alegria tem nome poético. Descampado. Também lembra um biscoito. Mirabel. Ela também tem um número de sorte. 13. Mais um sonho realizado. Antes dos 30. É a vida. E como é bonita.

*

A coluna dessa segunda-feira, da Eliane Brum no site da Época vem de encontro com o que tenho pensado muito nos últimos dias. Você encontra o texto na íntegra AQUI. O título é “Nada é só bom”, referência que ela pegou do filme “A suprema felicidade”, de Arnaldo Jabor. Fala um pouco sobre essa relação que as pessoas tem com a felicidade. O texto inteiro é maravilhoso, mas me apeguei em um trecho muito interessante, no qual ela diz:

Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”

Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.

Fiquei satisfeita ao ler isso. Porque sou uma pessoa que deseja 100% constantemente. Daí tive a resposta que andava procurando: não é ruim estar sempre em busca de algo. Eu estava começando achar que era uma pessoa insatisfeita pelo simples fato de sempre estar em busca. Mas não. Estou em movimento.

*

Uma outra coisa que eu andei pensando é sobre a minha vontade insana de chegar logo os sábados. Já faz três semanas que tento aproveitar os outros dias da semana também. Como? Fazendo coisas que gosto após o trabalho, sem esquecer que as horas livres dos dias úteis e do domingo também são para serem aproveitadas. E o tempo até passa mais rápido sendo aproveitado. E aí no texto, a Eliane Brum comenta outra frase do filme: “O sábado é uma ilusão” . Ela finaliza: Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.

Eu me dei conta disso outro dia, só não soube definir tão bem. Então é isso: antes de tudo é preciso viver todos os dias; antes de tudo é importante desejar; antes de tudo é necessário estar em movimento.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sobre amizade, saudade, encontros e separações

Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial pra mim. Minha amiga Bruna. Por isso dedico esse post a ela.

É curioso como e aonde nascem às amizades. Pode ser de um simples sorriso, uma empatia, longos dias de conversa para então descobrir as afinidades, assim como pode ser no primeiro contato e pode ser na escola, faculdade, na vizinhança ou no trabalho. A amizade simplesmente acontece. Não existe fórmula. Podemos ter amizade com pessoas tão diferentes e tão iguais a nós, não importa desde que saibamos respeitar e aceitar as qualidades e defeitos que todos nós temos. E quando digo amizade, falo de AMIZADE maiúscula. Amigos têm aos montes, mas nem todos são verdadeiros.

Sinto saudades da época da faculdade, tempo em que tínhamos mais contato com os amigos. Após a faculdade cada um foi levando seu rumo. Lembro que ao final do curso senti uma tristeza imensa. Algumas pessoas eu tinha certeza que manteria contato e com outras não, afinal acabamos nos perdendo. Mas era um período de convivência diária que tornava tudo mais intenso, em meio de alegrias, discussões, tristeza, confissões, segredos. E nesse caminho vamos encontrando e desencontrando várias pessoas.

Acho até que esse final da faculdade foi um período de amadurecimento ao menos pra mim no que diz respeito a separações. Perder o convívio com as pessoas que mais gostamos é uma das perdas mais dolorosas. E ao longo da vida essa perda se repete em diversos momentos. Encontros, desencontros, separações. A vida segue, nós choramos a separação esquecendo que em breve, logo ali, virão novas conquistas.

No último dia que fomos à faculdade, eu estava tomada por um sentimento imensurável de alegria com um misto de tristeza. Era o início de uma nova vida. Eu e todos a minha volta respirávamos expectativas. Mas sentia uma angústia em pensar que não teria o convívio diário com algumas daquelas pessoas. Era de fato uma separação. A primeira de muitas que viriam, assim como foi quando saí da casa da minha mãe para ir morar sozinha.

Atualmente, não falo com a maioria dos meus amigos da faculdade. Para alguns eu ainda ligo, envio um e-mail, tento manter um contato. Com outros não falo há meses, mas vivem na minha memória. E com outros posso não ter a convivência diária, mas basta saber que existem. De certa forma aprendemos a viver com isso. Outro dia li uma frase do Eugênio Mussak que define bem o que hoje me serve como alento: Que bom que eu tenho de quem lembrar, de quem sentir saudades e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue. É isso aí. Ainda bem que ficam as lembranças. Dessas a gente não se separa. E obrigada aos amigos.

Feliz aniversário, B!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contaminada por uma sensação primaveril

Primavera. Beleza. Encanto. Flores. Cores.Céu. Sol. Luz. Vestido. Calor. Sorriso. Praia. Areia. Mar. Rio de Janeiro. Verão. Biquíni. Vento. Sorvete. Ubatuba. Harmonia. Pássaros. Música. Sublime. Horário de verão. Girassol. Cerveja bem gelada. Laço. Setembro. Outubro. Fim de ano. Festas. Férias. Tempo. Esperança. Vida. Babado. Dourado. Calor. Leveza. Brilho. Gentileza.


É a primavera que chega e me traz mais alegria.

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Esse é o sentido de tudo

Muita coisa acontece a todo instante. Uma correria só. A vida passando e você cheio de decisões para tomar, cheio de coisas para fazer. O ano está acabando! E outro dia, numa mesa de bar, o assunto era a ordem da vida. Existe uma ordem certa para fazermos as coisas? Existe um estatuto no qual é definida a ordem que a vida deve seguir? Vivemos num mundo no qual somos cobrados insistentemente a fazer sempre o que parece certo. E o que é certo?

Nascemos. Crescemos. Estudamos. Crescemos mais um pouco. Trabalhamos. Conhecemos pessoas. Namoramos. Casamos. Temos filhos. Et cetera. Até a primeira parte da vida me parece normal seguir uma ordem, mas e depois de adultos? Parecem-me normal as coisas serem desgrenhadas mesmo. Mas não, existe uma cobrança da sociedade: está namorando muito tempo? Quando será o casamento? Já comprou apartamento? Quando vem o herdeiro? Você terminou o noivado? Você se separou? Meudeusdocéu! Paratudo!

Eu só tinha escutado falar até acontecer no meu circulo de amizades: um casal de amigos terminou o casamento praticamente na véspera, com tudo pago, tudo pronto. Talvez eles reatem. Mas enquanto isso fica a cobrança de todo mundo. É da conta deles se reatarem, se forem morar juntos sem as formalidades do casamento (deveria ser obrigatório um teste drive, assim diminuiria os divórcios com menos de um ano de casados), a vida é deles. Mas existe a bendita cobrança e para tudo nessa vida. Você termina um relacionamento e fica sendo cobrado por ele. Pô, não basta o sofrimento que a situação lhe proporciona você tem mesmo que ficar correspondendo às cobranças dos outros? Cada um tem sua opinião sobre tudo, mas nem sempre precisamos opor.

Sem ser contraditória (afinal casei conforme os mandamentos católicos), esse negócio de casar no cartório, na igreja, já está em desuso há muito tempo, então e daí se o casal querer apenas morar junto? Se assim forem felizes, ótimo! Fez-me feliz casar na igreja, ter a minha festa, ser tudo do jeito que sempre quis. Mas naquele momento eu tinha certeza (como tenho até hoje) que eu queria ficar com o Marido para o resto da minha vida ou enquanto durasse (e não adianta dizer que todo mundo que casa tem essa certeza, aí tenho minhas dúvidas). Queríamos e desejamos aquilo. Mas se fosse da nossa vontade apenas morar juntos, teríamos feito também. O casamento, independente do jeito que for formalizado, deve trazer serenidade e não inquietude. Não é seguindo regras e conceitos impostos pela sociedade que nos trará felicidade e sim, as nossas escolhas, a nossa atitude e o nosso olhar diante a vida.

Não existe uma ordem certa para as coisas acontecerem. A ordem é ser feliz agora, amanhã, sempre e... apesar de tudo. Daí o sentido.

domingo, 12 de setembro de 2010

Ausência

Razão: a procura de algum sentido...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Faltam só 12 dias para faltar 100 dias...

SEMPRE QUIS...

...um cantinho desses para leitura.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

colesterol

Colesterol alto é uma coisa que nunca imaginei ter, isso pq nunca pensei nos motivos que fazem o colesterol aumentar (e pq sou magra) ou os efeitos que isso traz. E foi o que o meu exame de sangue rotineiro confirmou. Abre parênteses: não contei a saga para fazer o exame de sangue: fui pela primeira vez na vida (em 30 anos incompletos) sozinha fazer o exame, não chorei, não fiquei suada, nem com a mão gelada, apenas tagarelei com a enfermeira e foi super simples, super rápido. Fecha parênteses. Dramática do jeito que sou, vou resumir de forma comovente o que acontece se você tem coleterol alto: o sangue fica grosso, logo ele pode entupir uma veia, essa veia por sua vez pode ser do coração e pronto, você morre. Foi bem essa a explicação que minha amiga Cilmara me deu. Depois ela me deu várias outras explicações sobre a importância de melhorar minha alimentação. Além dessa primeira, uma outra também me tocou. E foi por esses dois motivos que tomei uma decisão: a partir de amanhã (01 de setembro 2010) mudarei de vida. Tomarei suco natural de laranja todos os dias pela manhã (feito pelo maridão que vai acordar mais cedo e tentar fazer igual ao suco que meu pai faz pra mim qd estou na casa dele), vou comer mais queijo branco, mais frutas....Na verdade vou ter que ir num nutricionista ou endocrinologista ver quais alimentos podem ser substituídos por aqueles que eu não como, que por sinal são vários: qualquer derivado de salada (eu já tentei, juro que tentei, mas não consigo comer mato!!!) ou leguminosas. Ainda vou para a milésima tentativa de comer essas coisas. E o mais difícil: vou parar (ou melhor, vou diminur) de comer hâmbuguer, fritas, chocolate (doces), frios, salgadinhos, Mc, guloseimas. Vou diminuir e não parar totalmente. No meu caso "diminuir" é praticamente parar de comer isso tudo, afinal eu como essas besteiras diariamente. Ah!!!! Pizza tb vai entrar nessa lista. Enfim, qualquer alimento gorduroso. Vou começar isso seriamente a partir de amanhã. Ainda faltam alguns minutos para o amanhã...vou terminar por aqui e ir ali comer um daqueles pacotinhos com dois bolinhos Ana Maria de chocolate e com gotas de chocolate (bem gorduroso).

ps (vida sedentária tb influência no colesterol, acho que está na hora de voltar à academia. Não, hoje não, amanhã)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Segunda-feira

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa e depois desinqueta. O que ela quer da gente é CORAGEM." Guimarães Rosa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O que será que Gerson (de Passione) tem em seu computador?

Ele é viciado...

a) no Cartola FC;
b) em pegadinhas do Malandro no Youtube;
c) em Pac-man (conhecido também como come-come);
d) em zoofilia;
e) ou assim como qualquer homem normal (ou leia-se: que NÃO TEM MESMO o que fazer), fica vendo putaria na intenet?

Vote agora em uma das alternativas. E não perca o próximo capítulo.

Todos os lugares (me) levam a Lapa

Eu não ando muito de ônibus. Já andei muuuuito, mas faz tempo que não faço uso diário. As poucas vezes que pego ônibus, eu pego errado. O pior é que toda vez que preciso pegar é para o mesmo roteiro. E sempre no mesmo ponto. Eu não entendo como eu pego ônibus errado. Quer dizer, entender eu entendo, mas não consigo compreender (sente a diferença?!). Geralmente costuma ser assim: eu leio o letreiro e certificada (erroneamente) de que é o ônibus do meu destino, faço o sinal. É bem assim: euleiooletreiro! E não sei como nunca é o meu destino correto. Poderia dizer que isso se deve ao fato de fazer pouco uso desse meio de transporte. Mas seria uma desculpa muito tola. Eu sou completamente louca, desligada. E praticamente uma sexta-feira sim outra não eu pego o transporte errado. E o mais engraçado é que eu sempre vou parar quase no mesmo lugar: em algum lugar da Lapa. Sempre é um lugar diferente da Lapa. E da última vez eu fui me dar conta no ponto final do ânibus. Todo mundo levantando, descendo normalmente e eu sentada. A essa hora eu rindo (eu consigo rir e muito das minhas bizarrices) comentei com o cobrandor "peguei o ânibus errado, aonde estou?!", e ele "Na Lapa. Pra onde você vai?". Pensei: Ah, na Lapa tá tranquilo, aqui já nem me sinto mais perdida. O cobrador gentilmente me explicou como pegar o transporte correto para o meus destino. Algum dia eu ainda vou lapa py@ q piiiiiiiiiiiiiiii...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem canta os males espanta

Se tem outra coisa que gosto muito comparado a livros, é de música. ADORO música. Gosto muito de MPB. E sou do tipo que ouço a mesma música mil vezes, que por um bom período escuta o mesmo cantor e as mesmas músicas dele. Nos últimos tempos a vez é de Maria Gadu. O álbum dela está maravilhoso. Quem puder conferir, não perca tempo. Eu, particularmente, gosto de músicas tristes. Não necessariamente com ritmo triste, mas com a letra triste. ADORO músicas com letras fortes, de amor, solidão. Tem uma da Maria Gadu que é maravilhosa: Altar particular. Eis a letra:

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor

Vamos combinar que essa música é maravilhosa. Tem muitas outras boas como Linda Rosa, e outras que não são de Gadu, mas com versões deliciosas dela: A História de Lilly Braum (Chico Buarque), Lanterna dos Afogados (Paralamas do Sucesso), Ne Me Quitte Pas (Maysa).

E já que estou falando em música.... Escutem a música de Janeiro a Janeiro, de Roberta Campos com participação de Nando Reis. Essa música é linda!!! Eu amei a primeira vez que escutei no rádio, dentro do carro.

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar


Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de Janeiro Á janeiro
Até o mundo acabar

Música é tudo de bom. Eleva o espiríto, remete lembranças e espanta qualquer coisa ruim...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SEMPRE QUIS...

...TER UM BALANÇO NA MINHA SALA.


domingo, 15 de agosto de 2010

Amizade, paixões, morte

Zuenir Ventura: Fazer amizade depende de uma porção de fatores, como falamos, de afinidades, de semelhanças, tem uma coisa misteriosa, como tem na construção do amor também. Fazer amigos é uma coisa complicada. Eu, por exemplo, não tenho tantos amigos assim. Tenho pessoas com quem me relaciono muito bem, mas que não posso dizer que são meus amigos. Não é fácil construir amizades. Acho que é mais fácil desfazer.

Gabi: Taí. Faço parte desse grupo do Zuenir Ventura. Acho que sou de poucos, porém bons amigos. Tenho várias pessoas com quem me relaciono muito bem, mas que também não diria que são meus amigos pra valer, daqueles que se pode dizer “pau pra toda obra”. Também acho que amizade é algo complicado. Depende de vários fatores e ações. Tenho amigos que considero de infância quando nem os conheci nessa época. Faby e Cilmara são dois exemplos. A Cilmara eu defino como minha nova-velha-amiga. É mais fácil desfazer amizades sim. Seja por alguma ação ou falta de. Eu tenho a sorte de nunca ter desfeito nenhuma amizade por algum mal-entendido. Muito pelo contrário, com todas as minhas amizades verdadeiras, se em algum momento houve um conflito, sempre foi resolvido.

Arthur Dapieve pergunta se a paixão pela cidade do Rio de Janeiro se mantém nos escritores.

Zuenir Ventura: No meu caso, se mantém. Com toda a síndrome da paixão, quer dizer, de amor e ódio. Até porque você idealiza, você projeta a cidade. Eu acho que é uma cidade com tantas razões, tantos motivos de prazer, e com tantas mazelas.
...uma cidade com uma oferta de gozo, gozo sensorial, como poucas. Realmente tem a coisa visual. Cada vez que você sai e chega no Rio num dia de sol é....

Gabis: Eu sei, Zuenir. É SENSACIONAL. Indescritível.

Luis Fernando Verissimo: Eu acho que o Rio é uma cidade sensual. Até escrevi uma vez que o ar do Rio era tão hormonal que respirar fundo era um ato sexual (risos). A primeira vez que vim ao Rio foi em 1948. Eu me lembro daquele cheiro de maresia com o asfalto, a maresia da Atlântica. A grande sensação foi provar um sorvete que só tinha no Rio, Kibon. E a partir daí o encanto perdurou.

Luis Fernando Verissimo: A lição maior, à qual eu acho que a gente resiste, é ver o absurdo da vida. Tudo isso pra quê? Pra nada, né. Agora, tudo isso tem seu valor. Mas, como visão de chegar a uma filosofia no fim da vida sobre a vida, eu acho que não serve pra muita coisa, não. Sei que é uma atitude meio niilista, mas é o que eu acho. A morte é o fim de tudo, não fica nem memória, pra gente não fica memória, não tem outra vida, não tem nenhuma conseqüência de ter vivido de um jeito ou de outro. Então, eu acho que a lição da vida é o absurdo da vida. Mas é uma lição à qual a gente deve resistir, não se deve sucumbir a ela. Acho que é o Camus que diz que a única questão filosófica séria é o suicídio. Quer dizer, o suicídio é quando você se dá conta do absurdo de tudo. Então, a gente deve resistir a este “se dar conta do absurdo da vida”. E viver como se a vida tivesse sentido, e você eventualmente vai levar um tipo de sabedoria, um tipo de conseqüência, um tipo de recompensa, vamos dizer assim.

Gabi: Eu prefiro acreditar em algo ou pelo menos que vale à pena, que existe algum sentido nisso tudo... e resistir a este “se dar conta do absurdo da vida”. Já disse Chacal "a vida é curta para ser pequena".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Playboy da Cleo Pires

Agosto começou com todo aquele tititi sobre a Playbou do mês. A revista teve laçamento, entrevista de Cleo Pires, boato sobre possível silicone, usou ou não photoshop e cadê a revista?! Quero ver! Fui a banca lá da empresa, procuro, procuro e acho a revista de julho, pergunto ao vendedor:

- Não tem a Playboy da Cleo Pires?
- Não sei...
- É a de agosto e já estamos no dia 9...e só tem a de julho.
- Não sei...
- Que dia do mês lança a Playboy?
- Não sei...

Meooo, o cara ficou meio assustado. O cara trabalha na banca e não sabe quando chega a revista?! Deve ter achado no mínimo esquisito uma moça pedir Playboy. Deve ter achado que eu jogava no mesmo time que ele.

A revista chega às bancas todo dia 10 do mês. E hoje além de matar a minha curiosidade, comprei um dos 600 mil exemplares para matar a curiosidade também do marido. As fotos estão lindas! E Cleo nem precisava falar em entrevista que gostou de se exbir.
O que será que o papai Fábio Jr. achou disso?

Essa foto não está na revista.

sinto-me saudável

Só se pode viver perto de outro,
e conhecer outra pessoa,
sem perigo de ódio, se a gente tem amor.
Qualquer amor é um pouquinho de saúde,
um descanso na loucura.

(Guimarães Rosa)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Enquanto isso no elevador

- Oi.
- Boa noite.
- Faz tempo que estou para te perguntar...
- Sim, pois não.
- Você mora no Tremembé?
- Não...
- Ah, então não é você...
- Não, eu não moro. Mas já morei lá sim.
- Ah, então é você. Eu te conheço. Você não namorou fulano, irmão de cicrana, que morava na casa tal e você costumava ficar na rua tal?
- É. Pode ser. Mas desculpe-me, não estou me recordando de você...
- Eu te conhecia de passar na rua. Sempre te via.
- Ahhhh...legal....


Meoooo, que coisa mais chata alguém lembrar de você e você não lembrar da pessoa. Eu tenho um sério problema com isso, pois de muita gente não lembro da cara, do nome e muito menos de que lugar conheço a pessoa. E vamos combinar, essa daí pelo papo sabia da vida dos outro, né.... Faltou confirmar meu CPF.

SEMPRE QUIS

...não ter medo de assombração. É sério isso!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

BOM DIA, ANSIEDADE!

Você já deve ter reparado no tag novo do blog: contagem regressiva. A partir de hoje faltam 140 "days until the lights" ou seria apropriado dizer "jours pour les lumières" ou ainda "dias para as luzes". É isso, faltam 140 dias para as luzes.

domingo, 8 de agosto de 2010

dia dos pais e...da filha

"Nossos fins de semana juntos, principalmente agora, na madureza, são sempre muito prazerosos, e você tão carinhosa, dando um cheiro e um chamego no meu cangote... Sinto falta deste seu gesto, que é só seu, insubstituível. Fazendo uma análise "imparcial" diria que, durante sua infância, nossos encontros eram sempre meio tumultuados, como não poderia deixar de ser, por conta do tempo, eu no Rio, vocês em São Paulo, por conta da viagem, do cansaço, das contradições, bagagem, tralha e tal, sai do Campo Belo vai ao Tremembé, volta, fica, não fica, leva e traz, ciúme et cetera, e bebe e comemora, e sai correndo de novo, vai embora domingo, não sei quando volta et cetera, escreve carta, enfim... filho pra lá, filho pra cá, criança, balbúrdia... e o tempo foi passando, silenciosamente, nas veias da memória e da permanência.

...Mas, os maiores patrimônios que vamos deixando para os filhos, como fizeram meus pais, acho que são o amor e a educação. São as riquezas mais sublimes, inestimáveis... Daí porque você, Gabi, é assim, tão especial, diferente, amorosa... Não adianta nada uma sabedoria grandiloquente de um filósofo que compara a pequenez do ser humano com o tamanho do universo, sem amor... Não adianta nada, nada, nada, sem amor... E daí que o universo pode ser grande, se as estrelas não sabem amar ou criar...?"


Trecho do e-mail do meu pai em resposta ao presente (de dias dos pais e aniversário) que lhe enviei através do correio. O e-mail é maior e foi super difícil selecionar uma parte para registrar aqui. Colocaria a íntegra, mas vou guardar essa riqueza... só pra mim.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

não deixei de ser corintiana por isso

De casa eu torcia para o São Paulo enquanto o Marido torcia lá no Morumbi. Quando a gente gosta não existe rivalidade. Existe força maior. Apenas um lado. Na essência eu não torcia para o time, eu ansiava a alegria do meu amor.
*
Rogério Ceni chorou. Não gosto de ver homem chorar. Corta meu coração.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Reticência

Acho que algumas pessoas preferem sair pela tangente porque deve ser mais fácil. As pessoas não gostam de assumir responsabilidades...ou será que eu sou responsável OU preocupada demais...?!
*
É muito fácil apontar os defeitos de alguém. Algumas pessoas o fazem achando que tem alguma razão, sabedoria ou sei lá o quê...não percebe que elas próprias tem defeitos...só que ninguém lhe aponta isso. Talvez seja soberba...de tanto os outros elogiarem, essas pessoas pensam que são perfeitas....
*
Eu tenho defeitos. Odeio alguns deles. E às vezes odeio ter noção deles.
*
E sim, sou grossa quando me permitem...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Conversando

Estou lendo Conversa sobre o tempo, com Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura. Lendo não, estou participando (silenciosamente) da conversa entre eles. Que delícia de livro!!! Que maravilha são esses dois. As vezes esqueço que é uma leitura de tão próxima que pareço estar deles. O livro é dividido entre os temas: Amizade e Família; Paixões; Política; e Morte.
Comecei a leitura ontem, terminei o primeiro tema e estou completamente encantada.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

livros, livros, livros

Olha que situação chata. Envio um e-mail para minha amiga Nina do tipo cobrando um livro meu que está com ela. Para minha surpresa ela está com um livro meu, mas não o que eu comento! Fico desesperada, pois essa notícia é dada no trabalho e a essa altura eu gostaria de estalar os dedos e aparecer em casa, em frente a minha estante de livros. Um dia antes de mandar um e-mail para Nina, eu procurei nessa mesma estante e não encontrei o livro. Era o meu preferido: A menina que roubava livros. Tinha certeza que havia emprestado. Mas para quem??? A Nina já esteve com ele, mas me devolveu. E eu lembro! Não lembrava até então, mas ela explicou que devolveu e pegou outro. Então lembrei da cena. Mas com quem estava? Comentei com o Marido e ele lembrou que eu havia emprestado para a sogra mas que já estava em nossa casa. Cheguei em casa e achei. Ufa. Olha que chato, cobrei a Nina e o livro nem tava com ela (ainda bem que a Nina - minha amiga!). A Nina me deu uma dica: registrar os livros emprestados, tipo biblioteca. E hoje eu emprestei mais um....
*
Adoro e odeio comprar livros pela internet. Adoro pq os preços são melhores que na livraria. Odeio pq tem a espera de um dia útil (que nunca é um e sim dois) para a entrega. Essa espera me mata, eu fico me rasgando por dentro. Uma ansiedade só. Pior quando você compra e o livro esgota. Demora, demora e nunca chega. Outro dia aconteceu isso comigo e eu desisti do livro. Na livraria é caro, mas vc já sai com ele na mão. Ahhhh, mas é um charme comprar na livraria. Eu AMO! É quase que um ritual!
*
Ontem comprei Conversa sobre o Tempo, Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo, mediado por Arthur Dapieve. Pagamento confirmado e entrega até o dia 29/07 (hoje). Não chegou. Arg!
E hoje o Submarino lançou mais uma vez aquelas promoções de R$9,90. Eu e Marido compramos quatro livros.
*
E por falar em livros...dia 12 de agosto começa a 21ª Bienal Internacional do livro de SP. No site você encontra toda a programação. Eu vou! Entre os homenageados dessa edição, está a espetacular Clarice Lispector. AMO! Fica a dica.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Palmadas, casamento gay, prostituição masculina

Pára tudo. Tem alguém aí? Alguém que possa me dizer se não tem nenhuma outra Lei mais importante para ser incluída ou alterada no Brasil que não seja a tal da Lei da Palmada?! Achei um absurdo isso. Não contente, pensei, repensei, li a respeito e formei minha opinião não muito diferente da primeira: achei um desatino! É óbvio que sou contra bater em crianças, espancamento, tortura, agressões físicas em geral. E já tem lei contra tudo isso. Agora o governo quer tomar conta da vida de cada um em quatro paredes, em como nós meros mortais educamos nossos filhos. Acredito que tem outras maneiras mais saudáveis e instrutivas para educar os filhos. Outro dia assistindo TV alguém (lá de Brasília) comentou que era a favor da Lei, que se já existisse a Izabela (Nardoni) poderia estar viva, pois com os gritos da menina os vizinhos teriam chamado à polícia antes do ato final. Pára tudo!!! Nada impede que um vizinho chame a polícia se ouvir uma criança aos berros, nada impede que o vizinho vá bater na casa ao lado se sentir que alguma coisa estranha esteja acontecendo! Precisamos de uma Lei da palmada para fazer uma denúncia de agressão? Todo Ser normal tem discernimento para diferenciar uma palmada de um espancamento. Como pode: palmada ser comparada com crime? Eu acho sim que existem Leis mais importantes para o Governo se preocupar. Tinham é que rever os homicídios sem corpo encontrado; propina; filhinho de papai que fica fazendo pega por aí e vários outros assuntos bem mais importante que palmada. Afinal, como já dizia um funk, um tapinha não dói.

*

Argentina passou a frente do Brasil e liberou o casamento homossexual. Eu achei BÁRBARO!!!!! Cada um é feliz do jeito que quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. E preconceito está tão démodé.

*

Geeeeente, prostituição masculina é tão comum quanto feminina. Ontem assisti o programa Profissão Repórter, cujo assunto era prostituição masculina. Fiquei pasma! Há quem diga que eu sou feminista, mas na verdade eu tento ser justa. E eu fiquei pasma com a basbaquice dos homens. Eles que se dizem tão viril, másculos, fortes, estão à solta comendo e (porque não) dando para outros homens!!!! Desculpem-me o termo chulo. Achei o máximo às reportagens. Nenhum homem, veja bem, NENHUM, tinha CORAGEM de mostrar a cara. Os repórteres do programa penaram para encontrar sei lá, acho que no fim só duas pessoas se mostraram, sendo que um era homossexual (e em minha opinião esses são mais corajosos) e o outro era hetero. Vários homens prostitutos são casados e tem filhos!!! Um absurdo, um desrespeito com a família. Eu não tenho nada contra, trabalhe no que quiser, mas porra, não mantenha uma esposa, não a desrespeite desse jeito. E que mulher é essa que não desconfia de nada?! Fiquei pensando em como as mulheres são julgadas por se prostituir...a impressão que eu tenho é que para as mulheres é uma vida penosa, muitas não fazem por prazer e sim por necessidade. Já os homens, pelo que mostraram na reportagem, eles gostam!!!! Teve um lá que falou que mesmo ganhando 5 vezes mais o seu salário no seu emprego digamos convencional, não largaria essa vida. Detalhe: era mais um homem casado. Pasmei! Esposas, abram os olhos! Ser traída com uma mulher é admissível, mas com homem...Aff!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tudo que ela queria

Tudo que ela queria era ficar sem fazer nada, isso incluía não pensar, apenas por um dia. Mas diariamente para tudo que fosse fazer precisava pensar. Fazer escolhas. Tomar decisões. Como não era possível ficar sem fazer e pensar em nada, tratou de pensar no que precisava realizar nos próximos dias. Ordenar os pensamentos.

Passou a pensar que precisava escolher o corte e a cor do cabelo, a roupa, o sapato, o brinco que usaria, se ia trabalhar de carro ou condução, em como aumentar sua renda, dar comida para o cachorro, lavar e passar roupa, contratar uma diarista, o que fazer para o jantar, em comprar papel higiênico, em encontrar na agenda um dia para o médico, alguns dias para as férias, outro para manicure, em como responderia aquele e-mail chato recebido na sexta-feira, em quem votar nas próximas eleições, como diria “não” sem ser indelicada...

Seus pensamentos foram além. Começou a se preocupar com sua aposentadoria, pensou se deveria fazer agora ou não uma previdência privada, em como ajudar seus pais na velhice, se teria dinheiro para faculdade dos filhos (se teria filhos -?!), com quem deixar os filhos quando fosse trabalhar, se trocava de emprego, se comprava um automóvel, se faria todas as viagens de seus sonhos (qual faria primeiro?), se chegaria profissionalmente aonde almejava, se conseguiria ler todos os livros que queria, se comprava um apartamento, como ficaria a questão do aquecimento Global daqui a 10 anos, na sustentabilidade, e pensou...

Será que as coisas mudariam? Sentiu medo. Deu-se conta que tudo muda constantemente. Que podem mudar para melhor ou não. Teria coragem para enfrentar as mudanças?

De repente ela começou a pensar no sentido da vida. Será que teria algum? A vida é tão frágil, vivemos para realizar e quando menos se espera, morremos. E como arranjaria tempo para fazer tudo o que ela queria? Como alcançar todas as metas antes de morrer?

Ela pensava. Repensava. Pensava. Repensava. Sentia sua cabeça minada. E tudo que ela mais queria era ficar sem fazer nada, não pensar por um breve instante. Por um minuto. Um segundo. Um suspiro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Loucas por sapatos

Minha última compra de sapatos me rendeu quatro pares e um peso enorme na consciência. Meu marido me perguntou “Por que você precisa de quatro sapatos? Você não é aranha, não tem oito pés, tem dois!”. Homens não entendem nada sobre mulheres, seus sapatos e bolsas. Na prática ser mulher não é fácil. Os homens pensam que compramos pelo simples fato de comprar, só que o negócio é mais complicado. Mulheres precisam diariamente combinar sapato, cinto, bolsa, brinco, colares, lenços, etc.... mas os sapatos...esses são nossos desejos de consumo, fundamentais. São diversos modelos para enlouquecer qualquer mulher: sandálias, peep toe, flat, sapatilhas, bota, scarpin, open boot, etc. Seja salto alto, baixo, eles só precisam ser lindos, maravilhosos! E três nunca é demais.



Homens acham que o sapato acabado de ser adquirido é igual ao que você já tem em casa. Que nada! Acham um absurdo comprar um sapato sabendo que você não precisa dele! Mas é inexplicável o sentimento ao se deparar com um par de sapatos que você tem certeza foi feito para desfilar em seus pés. Toda mulher com suas faculdades mentais em perfeitas condições, ao menos uma vez na vida, já fez a loucura de comprar um sapato sem precisar ou já comprou mais de dois pares numa única vez.

E cá entre nós, comprar sapatos é um prazer imensurável e tem poder de cura. Restabelece qualquer desordem, aliviando as tensões do dia-a-dia. Talvez prejudique um pouco a parte financeira....mas não podemos esquecer: se gastar, gaste com moderação.

domingo, 25 de julho de 2010

SEMPRE QUIS...

...RECEBER CARTAS QUE NÃO FOSSEM CONTAS.

Vou contar um segredo...

...estou fazendo um curso de design gráfico. É sério! Vejam o que eu já fiz no curso.
Pena que não podemos mudar os textos e as imagens...tem que ser igual a apostila.








sábado, 24 de julho de 2010

Cissa

Fiquei abalada com a morte do filho de Cissa Guimarães. Fiquei triste mesmo, sensibilizada. A vida é frágil demais. A gente nunca acha que pode acontecer conosco. E mesmo sabendo que a morte é uma certeza, nunca estamos preparados para recebê-la. E muitas vezes a bendita chega sem avisar, num dia de sol, numa noite estrelada, chuvosa ou calorenta, num caminhar no calçadão, em casa, seja aonde for. Mas é inexplicável e inaceitável quando ela chega abrupta e brutal. Um minuto e tudo se transforma.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Nesse dia do Amigo...

...minha homenagem também vai para eles: Bruno e Maka. E faço minhas as palavras da minha queridíssima amiga Nina, em seu post: clique aqui.
Que amizade "BUNIIIITA"!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A gente quer e não quer, o tempo todo

"...Ir em frente, ir em busca, ir atrás, ir para onde? Somos obrigados a estar em movimento, mas ninguém nos aponta um caminho seguro."
(Trecho da crônica Eu, Você e todos nós - Martha Medeiros)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Escolha X Sorte

Você tem sorte? Não responda agora. Reflita sobre o assunto.
Li um texto de Martha Medeiros no qual ela cita a seguinte definição (que não é dela): felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. Sorte está ligada às circunstâncias. Escolha aos nossos movimentos. Nossas escolhas são fundamentais para o rumo de nossa vida, daí se você terá sorte ou não é outro assunto. Escolhemos em busca do que acreditamos ser o melhor. E passamos a vida inteira fazendo escolhas: escolhemos a profissão, o homem/mulher com quem vamos nos casar, onde morar, trabalhar, etc. E toda escolha envolve nosso lado racional. Tentamos ser pragmáticos, mas algumas escolhas são complexas exigindo-nos análise profunda dos prós e contras. Tem aquele lance de colocar na balança. É depois da escolha que a sorte está lançada. Exemplos:

1º) Extraído de realidades recentes:
Copa do Mundo – faltou sorte para o Komano, jogador do Japão, quando perdeu aquele pênalti ; assim como faltou muita sorte para o Robben ( Holanda),quando perdeu dois gols na final da Copa; e foi uma escolha de Suarez (Uruguai) defender com a mão o lance da seleção do Uruguai, enquanto foi uma sorte do Uruguai “ganhar” a oportunidade do pênalti e uma puta falta de sorte do Gyan ter errado o lance.

2º) Extraído do texto de Martha: você pode escolher livremente virar à direita, e não à esquerda, mas é a sorte que determinará quem vai cruzar com você pela calçada, se um assaltante ou o Chico Buarque. (é engraçado esse exemplo, pois muitas vezes que tenho que escolher entre dois caminhos – o de sempre e um diferente – para ir ao mesmo lugar, tento seguir a intuição e na maioria das vezes escolho o caminho de sempre. Se algumas vezes tivesse escolhido o caminho diferente eu poderia ter sido assaltada, como também poderia ter encontrado o Rodrigo Santoro. Vai saber...)

Quer dizer, fazemos nossas escolhas e a sorte é o que determina o que vem a seguir. E não me venham dizer que temos controle de tudo e de nossas escolhas, isso é impossível. Temos é livre arbítrio para optar, decidir, tomar decisões, mas não o poder de controlar que nossas escolhas sejam as melhores e mais assertivas. É horrível sim fazer escolhas, afinal toda escolha implica uma perda, um risco, não temos certeza e garantia nenhuma que determinada escolha é a que nos levará para o único caminho que buscamos: a felicidade.

Estou num momento de escolha, preciso tomar uma decisão...fico a me perguntar: será que terei sorte...?

“Treinamos, jogamos bem, jogamos mal, escolhemos bons parceiros, torcemos para que não chova, seguimos as regras, às vezes não, brilhamos, decepcionamos, mas será sempre da sorte o ponto final” (Martha Medeiros).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Já dizia Sua Santidade o Dalai Lama

"Devemos considerar nossos inimigos como nossos melhores professores! A prática da tolerância é essencial para uma pessoa que quer ter sentimentos de compaixão e amor, e para isso um adversário é indispensável."

Eu lia tanto Dalai Lama...é verdade! Como eu gosto desse Ser. Quando ele veio ao Brasil, se eu não me engano em 2006, consegui credencial para assistir uma de suas palestras e até toquei a mão dele....nossa, é verdade, eu toquei a mão de Dalai Lama!!! Foi um toque bem suave, assim com a pontinha do dedo, tinha muita gente querendo tocar nele e eu só me dei conta que podia chegar perto depois de muitos segundos da sua entrada no palco. Eu estava lá sentada, tão ansiosa para sua entrada e tão feliz da vida pq ia vê-lo que quando ele entrou eu fiquei extasiada. Fiquei tão emocionada. E pela primeira vez na vida não sabia o que fazer, quer dizer, a gente vive falando "se eu ver fulano, agarro, beijo, tiro foto, etc", e naquele momento eu não tive coragem de fazer nada disso. Talvez não tenha feito por estar de frente com uma santidade. Fiquei lá com os olhos marejados. Quando me dei conta da situação lembrei que eu tinha que aproveitar a oportunidade e pelo menos tocar nele. Se você acha esse relato uma bizarrice, vai achar mais ao saber que quase ninguém sabia dessa idolatria que eu sentia por Dalai Lama. Acho que só minha mãe, a Bruna e a Jane sabiam disso. E sabiam pq me viam com livros dele. E quando aconteceu essa palestra eu já namorava com o Marido e ele nem sonhava com essa admiração que eu sentia pela Sua Santidade o Dalai Lama. Primeiro ele não acreditou, depois ficou bravo por eu nunca ter dito algo e depois ficou fazendo várias piadas sobre o assunto. Agora eu revelo e registro essa minha adoração aqui. Há muito tempo que já não leio mais nada do Dalai Lama. Mas deveria ler. Principalmente, pq um dia eu vou ao Tibete para conhecer de perto sua vida monástica. Ele não ia gostar nada de ver como estou tão intolerante. Nem eu gosto disso.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Coisinhas (irritantes, absurdas, fora da realidade)

Nossa, quanto tempo não escrevo aqui. O motivo é um só: FALTA. De diversos aspectos: falta de vontade, falta do que escrever, falta de ânimo, falta de inspiração, falta de saco, falta de tempo....

*

Odeio quando alguém diz que eu não disse algo quando na verdade eu disse e o receptor não prestou atenção. Pior, odeio quando alguém insiste em dizer que eu não disse quando eu disse sim! Não que eu queira ser a dona da razão, não é isso. Mas eu sei quando eu digo e quando eu não digo. Guardo lembranças. E também não tenho problemas em admitir que não disse, que errei, esqueci...tenho problemas em admitir algo que não fiz. Ah, com isso tenho problemas.

*

Nos últimos dias senti vontade de gritar. De gritar bem alto, soltar vários palavrões - daqueles bem feios, sabe?! Até “caralho” já me peguei falando. Tão feio uma mocinha falar palavrão....Hoje mesmo soltei um “caralho” e me peguei olhando para um lado e para outro para ver se alguém tinha notado o meu comportamento repentino.

*

Ando com a minha tolerância abaixo de zero. Completamente negativa. Tem coisas que me irritam demasiadamente. Cito alguns exemplos:
- Porque você tem que ser cobrado duas vezes, em menos de 5 minutos, de uma coisa que você já sabe que tem que fazer? Desnecessário, concordam?
- Porque ao atender o telefone “Alô” a pessoa do outro lado pergunta “Quem?” Coooomo assiiiiim a pessoa do outro lado da linha pergunta QUEM???? Porra, como isso me irrita profundamente!!!!
- Você ta lá concentrado em sua mesa, ao lado a mesa do colega está vazia. Chega alguém e pergunta: “fulano não está na mesa?” “Ah, ta sim, é que ele tomou chá de sumiço”. Meoooo, que pergunta mais cretina!
- Você é o último na fila do banco e vem alguém “ta na fila?”. Fala sério, né...
Eu estou muito intolerante. E isso também me irrita.

*

E aí chegou um feriado. Curto, é verdade, mas nada como um dia de folga. Rápido desse jeito deu para dar um pulo no RJ e voltar. Mas foi gostoso. Muito bom estar ao lado das pessoas queridas mesmo que por pouco tempo. Isso prova a importância de aproveitarmos cada momento da melhor forma possível. O que vale é a intensidade das coisas.

*

Todo mundo ta me perguntando “parou com a academia?”. Pois é, parei. Hehehe Mas eu parei por pouco tempo. O plano acabou (fiz até o final, quer dizer, quase, parei com algumas poucas semanas para terminar) e foi bem naquela época que começou fazer frio, em maio. Eu não ia agüentar ir pra academia no frio, sou preguiçosa pra caraaaaio. E o frio deu as caras e foi embora. De qualquer maneira o projeto de retorno à academia existe para agosto. E é sério, vou voltar. Gostei de começar a ter os braços, bumbum e panturrilhas definidas. E depois, logo, logo chega o verão!!!

*

Além do exercício físico, estou com outro projeto em andamento. É o da alimentação! Esse eu já tentei diversas vezes e nunca dá certo. Mas estou me esforçando. Já inclui a alface no cardápio. Já é alguma coisa, vai. A ideia é incluir nas refeições do dia-a-dia, alimentos que eu gosto, mas não como sei lá por qual motivo. Talvez por preguiça. Então comecei a comer frutas.

*

A Copa do Mundo acabou! O que foi aquele jogo da final?! Fiquei pensando em quantas vezes na vida perdemos algo por um triz. Seja um passe errado, uma escolha incerta, uma palavra que não deveria ser dita. Em um minuto perdemos ou ganhamos. Em um segundo mudamos o percurso de uma vida inteira.

*
As escolhas que fazemos tem muito a ver com o rumo que as coisas terão em nossa vida. E será que o Bruno (goleiro do Flamengo) tem noção disso agora? O cara acabou com a vida dele. Comprovando ou não sua inocência, ele já perdeu. Como dizem os malandros “perdeu, playboy”. Agora o único campeonato que esse Bruno vai participar será com os detentos da penitenciária. Mas nem tudo está perdido. Li na revista Época que Bruno ainda poderá participar da Copa de 2014, pois um convênio com o Conselho Nacional de Justiça garante que 5% dos operários nas obras dos estádios serão detentos. Nem tudo está perdido para o rapaz.

domingo, 4 de julho de 2010

A Copa do Mundo...

...também não é da Argentina. Melhor assim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Copa do mundo não é nossa...

Nunca estive tão envolvida com o futebol em toda a minha vida. E então chegou a Copa do Mundo. O que pra mim sempre teve apenas clima de “oba-oba” passou a ter mais significado, fiquei completamente envolvida com os jogos. Tentava acompanhar cada um deles. E sempre torcendo pela nossa Seleção. O que eu não entendi em 29 anos, passei a entender em poucas semanas: impedimento,falta, artilheiro, “jogada aberta”, quando é ou não pênalti e, passei principalmente, a conhecer mais os jogadores. Eu mesmo sem entender nada de futebol, sempre fui fã do craque Robinho! Continuei sendo, mas passei a ser mais fã ainda do Luiz Fabiano, o Fabi-Gol. Desde o primeiro jogo da Copa, quando ele estava com sede de gol, cada passe que ele perdia, a expressão dele me comovia. Comecei a torcer por ele. E quando veio seu primeiro gol na Copa, que alegria! Eu vibrava em cada comemoração dele. Achava lindo o jeito como ele corria, o sorriso, os abraços no Kaká. Virou meu ídolo. Mantive minha torcida pelo Robinho e no último jogo vibrei com seu primeiro gol na Copa, estava torcendo muito para que ele marcasse. Vibrei muito hoje em seu primeiro gol, o cancelado. E tinha certeza que ele faria outro. Ele estava cheio de garra. E marcou outro, dessa vez, válido, para felicidade da geral.

O Brasil começou o jogo contra Holanda cheio de garra, raça! Era a certeza que ganharíamos. Mas no segundo tempo a Holanda cresceu. Lembrei-me do post da Martha Medeiros “Os que erram o pênalti”, sobre o jogo do Japão. Eu assisti quando o Komano perdeu o pênalti e tive o mesmo pensamento que a escritora: como se sente um atleta nessa hora? Como se sentiu o grande-lindo Julio César naquele momento? Chorei ao ver sua entrevista ao término do jogo. Tem como não se emocionar vendo um homem daquele chorando, com aquela expressão de tristeza profunda?

Esse estágio da Copa, o “mata-mata” é terrível. Qualquer vacilo, por menor que seja, elimina o time da Copa do Mundo. É horrível ver o time ser eliminado, pior ainda se for por um deslize seu. É como carregar o peso do mundo. Senti uma raiva imensa do Felipe Melo (o cara enfiou a cabeça na bola na hora errada, não fez a marcação quando tinha que fazer e ainda conseguiu a proeza de ser expulso por causa de uma agressão desnecessária). Num primeiro momento não entendi o meu sentimento, afinal é só um campeonato esportivo. Mas não se trata de um campeonato qualquer. É a COPA DO MUNDO! Mas depois lembrei uma passagem do livro “A elegância do Ouriço”. Sentimos raiva porque todas as coisas que passam, que deixamos de ter por um triz e que são perdidas para a eternidade dói demais. Mas tudo passa. O hoje em poucas horas é ontem. Logo esquecemos. E amanhã chega a Copa de 2014. Estaremos renovados, prontos para torcer e vibrar novamente por nossa Seleção. E o que é melhor: em nossa casa!

Eliminados. Transferi toda minha torcida para Gana. Mas também não foi dessa vez...

A Copa do Mundo não é nossa e o patrocinador oficial sabia disso antes mesmo de acontecer...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Doidas e Santas

"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais... Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."
(Trecho da crônica "Doidas e Santas", Martha Medeiros)

Antes mesmo de pensar em qualquer amiga pensei na pessoa que vos escreve.
Eu não tenho só três das qualificações citadas, tenho TODAS:
- Exagerada: eu sou completamente exagerada. Fazer um exame de sangue vira um show (de lágrimas);
- Dramática: a TV Globo não sabe o que tá perdendo;
- Verborrágia: eu falo repetida vezes o mesmo assunto, sem cansar, sem parar e sem respirar;
- Maníaca: eu sou maníaca-possessiva-por-várias-coisas;
- Fantasiosa: eu vivo fantasiando tudo, sonhando acordada;
- Apaixonada: sou completamente apaixonada pela vida, minha família, meus amigos, Capitu;
- Delirante: tem momentos que eu não falo coisa com coisa. Fico delirando;

Definitivamente eu sou LOUCA!
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

Clarice Lispector

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SEMPRE QUIS...

...ter um closet. E podia ser assim do tamanho do closet da Carrie.



...roupa nova todo dia.

Posso falar?

Eu odeio os meses: JUNHO, JULHO e AGOSTO!!!
Simplesmente odeio. São os meses da estação do ano que também não me agrada nada: INVERNO. Acho que esse é fator decisivo para eu não gostar desse período.
É um período lento, com dias cinzas, frio, úmido, sem luz do sol e faz eu me sentir vivendo num sótão, mesmo saindo diariamente de casa, vendo a cara da rua, indo para o trabalho. É como se existisse uma grande nuvem negra no céu.
Eu amo os meses: JANEIRO, FEVEREIRO, ABRIL, SETEMBRO, OUTUBRO e DEZEMBRO.
Concluisão: gosto apenas de metade do ano.
Hoje meu amigo no trabalho disse "você é engraçada, em janeiro falava que não via a hora de chegar junho, agora que estamos em junho está falando que não vê a hora de passar agosto". O fato é que eu sou um ser muito ansioso, apressado, agoniado, louco. É isso, eu sou LOUCA!
JUNHO já está chegando ao final. Amém!

terça-feira, 22 de junho de 2010

A elegância do Ouriço

Esse livro acaba de entrar para minha lista de livros preferidos. Algumas pessoas acham que eu leio muito. Quimera. Não sei quantos li, mas sei que li bem menos do que desejaria ter lido na idade que estou. Minha lista de preferidos é bem curta já li muito livro não muito legal, alguns bacanas, outros mais ou menos, uns que foram porcarias e alguns outros ficaram pela metade e nela acabo de inserir mais um: A elegância do ouriço, Muriel Barbery. Esse é o segundo romance da autora, o qual a fez reconhecida. Com ele, Muriel ganhou o Prêmio Jabuti de 2009. Esse livro é divino, incrível, lindo. Renéé, a zeladora do prédio da Rue de Grenelle, em Paris, é a narradora da história. Uma mulher de 54 anos que trabalha no prédio há 27. Observadora, refinada, inteligente, intelectual, elegante, Renée tenta manter a imagem de uma simples zeladora. Além dos relatos de Renéé, o romance traz anotações pessoais e filosóficas (Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo) da menina Paloma, de 12 anos. Seu desafio é encontrar um sentido para a vida, cometerá suicido caso não encontre sua resposta até a data de seu aniversário de treze anos. Juntas as duas buscam respostas sobre a vida... e encontram Kakuro, figura redentora e novo morador do prédio. A história é surpreendente. O livro inteiro nos faz questionar sobre o tempo, a morte, a construção de uma vida. O final é triste, mas lindo. Prefiro livro com final triste, que me abate, me impacienta, me faça refletir a livros que me confortem. Porque o primeiro tipo muda algo dentro de mim, me transforma. Tenho um ganho imperceptível aos olhos dos outros. E quando termino um livro como esse sinto uma dorzinha no peito, vou sentir falta dele. Ao terminar de ler a Elegância do Ouriço senti vontade de começar a leitura tudo de novo. É um livro para ler outra vez.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pequenas coisas incríveis

Existe beleza no mundo, é preciso apenas aprender a ver.
O essencial é não perder o olhar das pequenas coisas.
Essa pequena e simples beleza existe e posso apreciá-la da minha janela.

Eu estava triste nesse dia, por uma notícia recebida no dia anterior. Eu tenho um pouco disso, quando estou triste encontro algo para desanuviar a alma. Não fico a procurar algo, mas de repente algo belo surge diante de mim. Eu simplesmente agradeço. Essa é a minha prece.

domingo, 20 de junho de 2010

O outro lado

Ontem fui assistir pela 2ª vez o Sex and The City 2. Dessa vez com a companhia de Bruna e Nina. Depois do filme almoçamos juntas e jogamos conversa fora. Quanto tempo não fazia isso com elas! Entre o filme e o bate papo um pensamento ficou latejando minha cabeça. Carrie, personagem principal, casada há dois anos com o Big, afirma estar na crise dos dois anos de casada. Reclama que o marido não quer sair, que ele só quer ficar no sofá de casa vendo tevê e ao invés de sair para jantarem fora, ele prefere pedir comida para comer em casa. Meu sonho! Prova de que mulher nunca está satisfeita com nada. O apartamento deles não existe de tão lindo, tão impecável e tão perfeito. Em nenhum momento se vê uma empregada nele. Ela implica com essas coisas enquanto na vida real implicamos com a falta de ajuda e colaboração em casa. “Não estou pensando nisso agora, estou com outras prioridades e depois casa, tem que cuidar da casa...” escuto de uma das minhas amigas e retruco “mas também não é assim: casou e você não faz mais nada além de cuidar da casa”. Será que não, Gabriela? Fiquei a me questionar.

Charlote e Miranda, outras duas amigas de Carrie, vivem a maternidade. Charlote, mãe de duas meninas que dão imenso trabalho, está quase enlouquecendo e não quer deixar transparecer a realidade para as amigas. A realidade é revelada num momento em que estão Charlote e Miranda tomando umas. Resumidamente: ela ama suas filhas, mas estar longe delas está sendo ótimo. É crime assumir isso? Uma grande amiga minha já tinha me confidenciado esse “segredo”. Acho que não é todo mundo que entende. Só as mães e pessoas mais esclarecidas.

Acho que casamento pode ser comparado como ter um bebê. É maravilhoso, mas às vezes... E acho que só as mulheres casadas vão entender isso, porque essa revelação precisa ser bem compreendida.

O marido foi me pegar no metrô. Entrei no carro perguntando cheia de expectativas: “e aí como foi sua tarde, fez o quê, etc”. Nenhuma novidade que esperava estava na lista dos afazeres dele. Esperamos algo porque quando eles vão jogar bola, ficamos em casa e fazemos o que tem que ser feito. E para nós mulheres não precisa ser dito o que é preciso fazer. Enquanto para eles é preciso ficar falando “limpa aquilo ali, tira aquilo dali, guarda isso, faz assim, blá blá blá”. É um saco! Ou eles não enxergam ou tem um sensor que os impedem de ver o pó na televisão em que jogam vido-game, a sujeira da pia que eles acabaram de lavar a louça, que o banheiro precisa de um escovão, do chão sujo, da roupa de cama que precisa ser trocada, etc, etc, etc. Pior, meu marido tem até força de vontade, mas eu odeio ficar falando o que tem que fazer quando isso tá na cara. E depois nós mulheres somos....CHATAS! E eu ainda coleciono o adjetivo de BRAVA!

É isso aí. Nem tudo é perfeito.

Reticência

Silêncio, por favor.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tempo - 1 ano

Um ano. Um aninho. Uma pequena partícula da minha vida. Há um ano realizei o que parecia ser o maior sonho da minha vida: entrar para o grupo de empresas que desejei trabalhar desde sempre. Mas em algum momento dei conta que nem tudo é como parece ser, principalmente as pessoas. Estou tentando discernir diferenças. Tentando descobrir o equilibrio. Estou em um aprendizado intenso de controle do que devo falar e dos meus impulsos. Estou num momento de definições: de sonhos e metas.

Nesse um ano aprendi administrar saudades. Saudades de amigos queridos; de momentos agradáveis no ambiente de trabalho, como fazer uma piada ou dar risada sem ser “recriminado” sutilmente; de feriado prolongado; de almoço gostoso (literalmente); de msn; e-mail pessoal; de pessoas com alto astral; da convivência com a Daniela com quem aprendi olhar as coisas por outra óptica; de conviver com jeito prático da Thaís; de falar sobre o BBB (e outras amenidades) com a Karina; de apreciar a inteligência do Rodrigo; ficar frente a frente com a calma da Aline; não entender em certos momentos o Paulo; do humor sarcástico do Rics; do Zé tirando dinheiro do seu próprio bolso; e até do sermão sobre batalhas do Sinval.

Não tem como não pensar em vida profissional e não se lembrar da revista Imprensa. Lugar em que passei cinco anos da minha curta existência. Lá chorei pitangas e me eduquei financeiramente. Escutei pela primeira vez a música “Paciência”, ouvi com a Dani e então surgiu a cumplicidade. Chorei brigas de família no ombro da Dani e sorri muitas vezes também. Briguei muitas vezes com ela, depois rimos e dividimos muitas coisas boas. Ganhei e pensei que perderia a Gisele quando ela mudou de emprego. Fui agraciada com amizade da Faby. Ganhei e perdi amigos. Fiz amigos que pensei ser verdadeiros e não eram. Dei importância a quem não merecia. Tive o abraço e carinho da Thaís quando não tive a presença da Dani. Nesse momento ganhei mais uma amiga. Reclamamos muitas vezes juntas. Conheci o Igor que tem uma camiseta com caça palavras que já pedi muitas vezes pra ele me dar. Presenciei várias bebedeiras do Zé. Falei de cinema com o Ricardo. Conversei muito sobre preparativos de casamento com a Aline que passou a ter o sonho de casar e vai realizá-lo em breve. “Casamento” foi pauta diversas vezes dos meus almoços com a Dani. Quando estava na revista casei com o homem da minha vida. Todos os colegas marcaram presença na festa e nos presentearam com uma Adega. Da Karina ganhei um dos mais lindos jogos americanos e um dos mais preciosos livros da Clarice Lispector. Da Lilian também ganhei outra preciosidade da mesma autora. Lá me encantei e me desiludi muitas vezes. Organizei amigos secretos, festas, premiações. Fiquei nervosa. Ansiosa. Brava. Chorei. E tudo passou depois de um gole de vinho. Briguei com o Sinval e fizemos as pazes. Fiz parte da mudança da Av. Ipiranga para Rego Freitas. Conheci o Luciano e fiz um período de teatro com ele. Já dancei na cozinha. Fiz palhaçada para todos da redação. Desesperei algumas vezes diante de eventos. Ouvi os incentivos da Dani. Presenciei e curti sua primeira gravidez. Fiquei de cara amarrada com o Rodrigo. Ajudei na contratação de uma copeira que depois se revelou porca e fofoqueira. Viajei. Conheci o encanto de Belém e saboreei o melhor salmão da minha vida até hoje. Lá chorei ao relembrar uma cantiga de infância e também presenciei e fiz parte de uma história esquisita. Fui à Brasília, Maranhão, Rio de Janeiro. Conheci outra cidade maravilhosa: Recife. Fiz amigos pernambucanos. Encantei-me com a doçura de algumas pessoas. Espantei-me com a crueldade de outras. Enquanto estava lá li o livro que se tornou um dos meus preferidos. E descobri que os seres humanos me assombram. Já chorei de tanto rir com o Rics contando alguma história e também em almoços com Dani e Thaís juntas. Foi tudo muito bom. Maravilhoso. Feliz. Posso dizer que “emoções eu vivi”.

Nos últimos dias aprendi que eu sei que não é isso que quero pra mim, mas sei que é isso que vai me levar para o que quero. Aprendi que descobrir o que a gente quer da vida é muito bom e descobrir o que não quer mais também.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SEMPRE QUIS


...aprender a esconder o jogo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

amenidades

Comecei a semana com roupa preta. Minha mãe sempre me dizia “não comece a segunda-feira com roupa preta”. Eu supersticiosa que sou seguia o conselho. Mas essa semana fugiu a regra e fui trabalhar de preto. Não foi legal. Foi uma segunda estressante, pesado, negro.
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As pessoas acham que só elas têm razão. Se for uma pessoa mais velha que você então, ela tem razão ao quadrado. Nunca erra. E faz valer o ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. E eu que pensei que isso tivesse caído em desuso...
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Hoje foi dia de estréia do Brasil na Copa. 2 x 1 Brasil e Coréia do Norte. Todo mundo pensando que o Brasil ganharia de goleada. Mas venceu e o que importa é que está com 3 pontos e garantiu a liderança.
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Tão bom chegar em casa cedo, preparar as coisas, deixar tudo arrumado. Descansar. Ordenar as ideias.
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Tão bom ficar na net navegando sem compromisso, me atualizar nos meus blog’s preferidos. E por falar em blog tive vontade de parar com esse por pura falta de tempo para atualizá-lo. Mas ontem a graça da Mari que trabalha comigo estava lendo e comentou “ai Gabi é tão legal o seu blog, tão lindo, até me dá vontade de ter um”. Bastou isso para me animar a continuar. Outro dia também tive vontade de fazer outro blog, só que de moda. Mas quem sou eu para falar de moda...
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Andei até pensando em fazer um curso de moda. Essa ideia tem até o incentivo do Marido. Estou pensando seriamente no assunto...
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Estou pensando que precisamos encontrar nosso rumo na vida. Trabalhar no que nos dá prazer. Às vezes é preciso saber desistir – isso tem seu valor e é uma lição.
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Hoje comprei pela internet o livro Doidas e Santas, da Martha Medeiros. É um livro com várias crônicas. E a autora é uma amada! Ótima escritora e poeta. Pra quem não sabe o texto do filme Divã é dela. O livro deve chegar amanhã e enquanto isso continuo me deliciando com A elegância do Ouriço, de Muriel Barbery.
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Esse mês eu comprei a revista Vida Simples, Editora Abril. Há dois anos e pouco fui assinante. Estou pensando seriamente em voltar a ser. Tinha me esquecido o quão agradável é essa revista. Deliciosa de ler. Identifico-me com ela. Aprendo. Reflito. Ela sempre traz temas pertinentes sobre coisas simples e incríveis. Vida simples – para quem quer viver mais e melhor.
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Para finalizar o dia e esse post. Acabei de receber uma ligação do meu Papis. Foi uma daquelas ligações habituais na mesa de um bar. Ele corre, depois vai para um bar e algumas dessas vezes ele me liga todo fanfarrão, poeta, lindo, querido. Simplesmente AMO! Disse para irmos pro Rio para falar melhor comigo a respeito das “relações de trabalho contemporâneas”. Simplesmente ADORO seus discursos e conselhos. Ah, meu pai.

sobre viver, construir, morrer

Vivemos o presente com medo do futuro. Com medo de não construir o futuro que almejamos. Temos medo de construir uma vida mal edificada. O medo provém do medo que sentimos agora do presente. Medo de agir, mudar e principalmente de errar. Não se pode sentir medo para viver. Afinal um dia se morre. “Você vive, você morre, são conseqüências – daquilo que se construiu”. E por esse motivo o que vale é construir bem. O tempo de uma vida é ridículo de tão rápido, um dia temos 20 e poucos anos e no dia seguinte já se passaram anos. Ficamos velhos. Morremos. Precisamos pensar nessas perspectivas, pois a vida é breve. E enquanto ela passa, vivemos tão apressados, estressados, ansiosos, que nos esquecemos de apreciá-la. O envelhecimento e a morte são as únicas certezas. Como li no livro “A elegância do ouriço”, “agora que importa: construir agora, alguma coisa, a qualquer preço, com todas as nossas forças”.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia dos namorados

Para complementar o presente de Dia dos Namorados nada como um presente criativo, personalizado e gostoso! Esse é um mini-bolo, criado pela SweetMary . Confesso que após ter feito o pedido comecei a me arrepender um pouco. Mas na hora em que vi na minha mesa do trabalho, simplesmente fiquei apaixonada de tão lindo! Eu optei por colocar os bonequinhos representando a família: Eu, Piffer e Capitu.

Além dos mini-bolo, tem cupcake, bolo de aniversário e assim: tudo personalizado! ADOREI!







sexta-feira, 11 de junho de 2010

Disparidade

“Quem fala o que quer ouve o que não quer".
Mas tem gente que fala o que quer e sai correndo para não ouvir o que não quer.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Decoração

O filme Sex And The City também traz dicas de decoração. Essa mesa de centro dá para decorar com muitos livros. Repare: uma espécie de moldura segura os livros em pé. Quero uma. Amei no momento em que vi!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tudo pode dar certo

Mais um filme maravilhoso de Woody Allen: Tudo pode dar certo. Uma “comédia dramática”. Texto cheio de drama e graça que te faz refletir sobre a vida. O personagem principal, Boris, será meu primo Roque de 19 anos daqui uns 40: alguém rabugento que se acha a única pessoa do mundo com competência para entender a “insignificância das aspirações humanas e o caos do universo”. Sensacional! Trata-se de um filme charmoso, cheio de graça, espirituoso, perspicaz.

Senti-me tão feliz ao terminar de ver o filme. Uma esperança no coração. Uma alegria genuína. Uma certeza repentina de que realmente tudo pode dar certo.

Eu estava louca para assistir, cheia de ansiedade, expectativas e enfim, assisti um filme que superou todo e qualquer anseio meu. Fazia tempo que isso não acontecia. Valeu a pena pagar R$20,00 cada ingresso, lá no Reserva Cultural. Aliás, esse vício de ir apenas no Cinemark nos faz esquecer que existem salas melhores de cinema. Lá no Reserva Cultural as salas são menores, confortáveis e bem mais silenciosas. Consequentemente, bem mais agradável. Fica a dica!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sexy and the city

Sexy and The City está para mim como contos de fadas na infância. Esse filme é meu conto de fadas da época adulta. Desses que nos faz sonhar com viagens impossíveis com tudo na faixa e com direito a levar as amigas! Sensacional. Roupas e acessórios caros, casas maravilhosas e amigas da vida toda! Um sonho! Nesse 2º filme o que mais me chamou a atenção foi a amizade maravilhosa e eterna das quatro “garotas”. Desculpe-me se vou parecer pessimista, chata, velha, etc. mas não existem amizades que duram a vida toda. Quer dizer, existe. Mas não dá forma como é relatado no filme. Cada uma numa situação diferente de vida: casada e sem filhos, casada e com filhos, e a solteira convicta e feliz sexualmente. É possível unir o grupo todo como antigamente? Eu não acredito nisso. Talvez uma vez por ano. Já acreditei. Assim como já acreditei em amizades que durariam pra vida toda. O fato é que as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, a vida vai girando e tudo se transformando. Um dia os melhores amigos deixam de ser os melhores. Culpa sua, dele, do tempo? Sei lá. Sei que relacionamentos devem ser cultivados. Exatamente como plantas, se regadas elas florescem. Se não, elas morrem. E então um dia você entende que não adianta ser a pessoa que mais liga, mais procura, envia e-mail, pois as partes devem cultivar, é troca. Não da afirmação “eu faço para receber”; é dedicar-se ao outro porque ele te faz bem. Posso até parecer uma velhota ao falar isso, mas a sensação que tenho hoje é que quanto mais o tempo passa, menos amigos temos na vida. Amigos vão se distanciando, diminuindo...e cada qual cada vez mais sozinho. Sem perceber. No mundo. Desatado. No moinho. Girando.

*

Esse final me fez lembrar uma música:

“Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...”

Bom esse tal de Chico Buarque...

domingo, 6 de junho de 2010

A lembrança

A lembrancinha do meu casamento não podia ter sido mais original. Era uma foto! Os convidados faziam pose e clik: levavam para casa uma foto da festa mais legal de 2008! Os noivos não precisavam necessariamente estar na foto, pois nela continha uma borda com fotos de diversos momentos deles.

Fez o maior sucesso entre os convidados. Fica a dica!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O dia mais feliz

Não fui uma noiva muito normal, no meu casamento não teve músicas religiosas, não teve bem casado e não foi entregue lembrancinhas que as pessoas se sentem obrigadas a guardar até que um dia, passado um bom tempo, elas se livram jogando fora (outra hora eu conto o que foi a lembrança). Meu vestido foi escolhido muito rápido, gostei dele na primeira vez que o vi e não procurei mais nenhum. Era aquele que eu queria. Minha irmã Luana (na época com 22) e meu primo Roque (18) foram os pajens e entregaram as alianças. Nossos padrinhos foram escolhidos a dedo.

Eu (uma pessoa extremamente ansiosa) não fiquei nervosa dias antes do casamento então minha resposta frustrava quando alguém perguntava “você está nervosa?” . As pessoas esperavam saber sobre as minhas ansiedades. Em compensação na noite anterior ao casamento eu fiquei muito nervosa. Motivo: despedida de solteiro. O combinado era realizarmos nossas despedidas no mesmo dia, justamente para um não ficar criando fantasias enquanto o outro estivesse realizando as fantasias. Não rolou e o Marido fez a despedida na noite anterior ao casamento. Uma merda. Ideia de amigos idiotas (só podia ser)! Nem gosto de reviver isso, pois foi motivo de pensar em não aparecer na igreja. E eu, passiva e exagerada demais, seria capaz de fazer isso! E ninguém duvidava. Mas nada que uma xícara de chá, amigos (leais e verdadeiros) ao lado colocando juízo em sua cabeça, flores, milhões de ligações e pedidos de desculpas, juntando o medo perceptivo que o noivo sentiu de ser largado no altar, me fizesse mudar de idéia.

Senti dor de barriga na hora de colocar o vestido. Na mesma hora meu pai liga dizendo que a camisa alugada não estava com o fraque. Pânico e mais dor de barriga. Engole um imosec. Mais uma ligação e meu pai diz que a vovo Biga não será levada ao casamento. Mais dor de barriga. Respirei fundo e fui para a igreja. Meu pai arrumou uma camisa emprestada que estava perdida na casa da minha tia. Minha vó estava fofa demais em sua roupa azul, sentada no primeiro banco da igreja. Meu pai estava nervoso e a essa altura todo meu nervosismo de uma noite evaporou, estava feliz da vida! Combinei com meu pai que não entraria na igreja assim que abrissem as portas. Ele não entendeu nada e expliquei: quero dar um susto no noivo, vamos nos esconder aqui, vai abrir a porta e ele não vai me ver, depois fecha a porta e fazemos como tem que ser. A louca! (pronto, matei a curiosidade de muita gente que não entendeu nada nessa hora)

Eu e o Marido entramos no salão da festa com nossa música tema “É só pensar em você”. Tudo foi escolhido com muito cuidado e sempre do nosso gosto. A todo instante, desde a produção do evento, a preocupação era fazer tudo do nosso jeito. Realizar a festa para nós e não para os outros. Agradar-nos. E o objetivo foi alcançado. Consequentemente todos os convidados gostaram e se sentiram satisfeitos em nossa festa. Foi o dia mais feliz da minha vida. Eu transpirava felicidade. Meus olhos faiscavam alegria. Foi a noite mais suprema e bela da minha vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Famílias Contemporâneas - reflexões

Adorei assistir ao Seminário Revista Crescer Famílias Contemporâneas. Foi enriquecedor e ao mesmo tempo assustador. Foram levantados vários questionamentos:
Existe algum truque para que o casamento sobreviva após os filhos?
Após o nascimento, os pais vão parar de trabalhar por quanto tempo?
E depois, vão colocar o bebê na creche?
Vão ter uma babá?
Vão deixar com os avós?
Quem poderá ajudar?
Terão dinheiro para todos os gastos?

Fiquei pensando...não tem como ter certeza de todas as respostas acima. E existem aflições maiores. Não temos certeza de nada nessa vida. Podemos ter uma base de respostas, mas tudo pode mudar. É claro que esperamos mudanças sempre para melhor, mas é imprevisível. Por outro lado, não dá pra ficar esperando ter certeza de tudo, ter um emprego sensacional, ter se formado, ter comprado uma casa, falar inglês fluente, ter uma conta bancária recheada, ter feito a viagem dos seus sonhos. Não dá, né?! Ou dá?!

Fiquei pensando...como as pessoas tomam a decisão de ter filhos? E as que têm sem tomar decisão nenhuma, sem planejamento, planejam depois o que fazer? Como saber se vai dar certo, se os pais darão conta de tudo? Como saber se os pais estão psicologicamente preparados para se ter um filho?

Fiquei pensando...é melhor parar de pensar. Às vezes o melhor é agir intuitivamente. Àsvezes não. O fato é que não dá para planejar a vida milimetricamente, algumas coisas fogem do nosso controle.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Famílias Contemporâneas

Hoje assisti ao 2º Seminário Revista Crescer - Famílias Contemporâneas. O seminário foi composto por dois painéis:

1º) O casamento depois dos filhos;
2º) Educar dá trabalho, sim.

Aqui registro algumas das minhas anotações.

Marcelo Tas, moderador dos painéis, iniciou o debate com um questionamento "Existe vida depois do casamento e chegada dos filhos?". Para Dira Paes, atriz e mãe de Inácio, 2 anos, após a chegada dos filhos "tudo melhora". A atriz parou de amamentar seu filho há um mês. Depois de quase 2 anos amamentando, o marido - que segundo ela estava com ciúmes - começou a protestar. Então fizeram uma negociação: quando o filho completasse 2 anos, Dira pararia de amamentar. E ela cumpriu o compromisso. Dia 23 de abril ela parou de amamentar. Ela conta que está sendo a coisa mais difícil, que parece uma separação. A psicoterapeuta de adultos, casais e famílias, Teresa Bonumá, afirma que o desmame é a perda da intimidade com o filho, de certa forma uma separação, a primeira de muitas outras que virão ao longo da vida.

O ator Eduardo Moscovis, pai de três filhas de 11, 9 e 3 anos, confessa que acha os primeiros seis meses após o nascimento do bebê muito chato. "Esse período a mãe está voltada somente para o filho, nós (homens) passamos a negociar um tempo com a mulher. Ficamos de escanteio. A criança também não interage com o pai. Não é uma realidade nossa e temos que esperar a nossa vez em uma relação que é quase exclusiva da mãe, é desigual. A situação melhora após os 6 meses ou 3 anos". Tas concorda que essa é a melhor fase para o pai.

Abel Neto, Jornalista da TV Globo, é pai de Vitor, 3 anos. Ele sugere antes de ter um filho "o casal deve ter uma preparação psicológica". A psicoterapeuta Teresa concorda e sustenta ser possível e importante se preparar para a gravidez, pois tudo muda na casa após o nascimento.

Rita Callegari, psicóloga e uma das debatedoras do 2º painel, afirma ser valorosa a preparação antes da gravidez, "pensar porque se quer ter um filho, qualquer coisa que agrega valor em nossa vida dá trabalho".

Educar dá trabalho, sim! Chegou-se a essa conclusão na 2ª parte do debate. Educar em primeiro lugar é ensinar valores. Os pais educam, mas aprendem muito também com os filhos. Rita destacou que o importante é que o filho seja saudável – no sentido de estar bem socialmente. "Os pais querem uma regra para a idade certa do filho andar, falar...e muitas vezes a preocupação os deixa neuróticos e eles perdem o melhor da festa”.

Ilan Brenman, psicólogo e autor de mais de 30 livros infantojuvenis, pai de duas meninas de 3 e 6 anos, comenta que "um mundo bonitinho pode atrapalhar, não tem como educar adultos saudáveis se privarmos alguns contextos quando criança". Ele dá a dica: conte história. "Contos de fadas mostra para a criança que por mais difícil que seja uma situação, lá no final tudo se resolve".
*
Momento tietagem:

domingo, 30 de maio de 2010

Sublime

"...Quando se torna ritual, o chá constitui o cerne da aptidão para ver a grandeza das pequenas coisas. Onde se encontra a beleza? Nas grandes coisas que, como as outras, estão condenadas a morrer, ou nas pequenas coisas que, sem nada pretender, sabem incrustar no instante uma preciosa pedrinha do infinito?
O ritual do chá, essa recondução exata dos mesmos gestos e da mesma degustação, esse acesso a sensações simples, autênticas e requintadas, essa licença dada a cada um, a baixo custo, de se tornar um aristocrata do gosto, porque o chá é a bebida tanto dos ricos como dos pobres, o ritual do chá, portanto, tem essa virtude extraordinária de introduzir no absurdo de nossas vidas uma brecha de harmonia serena. Sim, o universo conspita para a vacuidade, as almas perdidas choram a beleza, a insignificância nos cerca. Então, bebamos uma xícara de chá. Faz-se o silêncio, ouve-se o vento que sopra lá fora, as folhas de outono susurram e voam, o gato dorme sob uma luz quente. E, em cada gole, se sublima o tempo."

Um dos maravilhosos trechos do livro A elegância do Ouriço, Muriel Barbery .

terça-feira, 25 de maio de 2010

XÔ, mau-humor!

Tenho horror a pessoas de mau-humor! Tem gente que vive mau-humorado, como consegue?
Pessoas mau-humoradas vivem com cara de cu, é uma merda! E quando eu me refiro a mau-humorados, não são pessoas que as vezes estão num dia ruim. Todo mundo pode ter um dia ruim. Eu, por exemplo, não sou 100% simpatia o dia inteiro. O primeiro horário do dia pra mim é um sofrimento, não gosto de falar, acordo de cara fechada, mas isso passa após uma ou uma hora e meia depois do banho. Pronto, estou pronta para mais um dia. Mas para uma pessoa mau-humorada TODOS os dias são ruins, o mundo não o ama (não é pra menos), o trabalho é uma bosta, a vida uma porcaria, tudo é reclamação. Que saco! Pior é ter que aguentar a cara feia de cu dos outros. Eu não sou obrigada! Que bosta! Eu fico puta da vida com isso. Porra, faça um esforço para sorrir, fazer uma carinha melhor, ninguém tem culpa dos problemas alheios. Os mau-humorados só fazem reclamar e não fazem porra nenhuma para melhorar. Será que não percebem quanto mais reclamam mais pioram as coisas, mais difícil a vida fica?! Já dizia o profeta "gentileza gera gentileza". E vamos combinar cara fechada só faz afastar as pessoas de você. Não dá pra ficar muito tempo perto de alguém rebugenta, não há santo que aguente.

Pessoa mau-humorada é cafona! Argh.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Medidas

Outro dia saí para comprar calça jeans. De um ano pra cá perdi todas as minhas calças, sobrando uma ou outra para o trabalho e outra para bater por aí. Fui à Luigi Bertolli - que deveria começar a me presentear com peças da loja, já que só tenho comprado roupas lá.

Sou uma pessoa difícil para comprar calças jeans (e qualquer outra peça). Gosto de calça jeans básica, sem penduricalhos, desenhos e afins. Tem que ser básica, simples com ou sem bolso na bunda. E hoje em dia a coisa mais difícil de encontrar são calças jeans básicas. Gostei de uma peça na loja e peguei número 38 para experimentar... subiu com uma certa dificuldade e adivinhem....não fechou. Peguei a número 40 só por desencargo de consciência. É óbvio que não serviria, ficaria grande. Experimentei. A filha da puta da calça ficou certinha. Sabe o que fiz? Deixei a bendita da calça na loja, mais precisamente na arara do provador. Vai se ferrar!

Já me vi fazendo a seguinte conta: “Em 2009, 28 anos, tamanho 38; em 2010, 29 anos, tamanho 40; em 2011, 30 anos, tamanho 42...”. E para ficar pior os números das roupas pulam de dois em dois!!!

Antes eu contava diferente: “Até eu conhecer alguém 26, até eu casar 28, até eu ter filhos 30...”
Casei e descobri que meus números nunca mais serão os mesmos. E a gente pensa que casando seremos felizes para sempre....como, com esses números que só aumentam? A gente casa e começa uma briga com a balança. E daqui a pouco com o marido, né... que começa com uma brincadeirinha comentando sobre os seus quilinhos a mais.